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Times e técnicos medíocres, resultado medíocre

"Duas equipes sem imaginação, sem qualidade, sem esquema tático, sem motivação. Um jogo horrível, dos mais fracos que eu já vi. Não havia tabelas, não havia dribles, não havia gols"


postado em 11/11/2019 04:00 / atualizado em 10/11/2019 21:55


Vagner Mancini e Abel antes do começo do clássico: treinadores desatualizados e retranqueiros(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Vagner Mancini e Abel antes do começo do clássico: treinadores desatualizados e retranqueiros (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Foi um dos piores clássicos que vi em minha vida. Duas equipes fraquíssimas, sem iniciativa, sem dribles, sem tabelas, sem gols. Parecia até jogo de compadres ou uma pelada entre casados e solteiros. Parecia que os técnicos Abel Braga e Vagner Mancini combinaram de uma equipe não atacar a outra, não chutar em gol, não tabelar e não driblar. O 0 a 0 foi apenas reflexo de tudo de ruim que as duas equipes fizeram nesta temporada, pagando salários absurdos a ex-jogadores em atividade, apostando em técnicos medíocres, retranqueiros e que ajudaram a acabar com o futebol brasileiro. Que pena que Minas Gerais pense tão pequeno em termos de futebol! Foi um filme de terror de quinta categoria. O torcedor não merece isso.

Está explicado o motivo de Cruzeiro e Atlético estarem em péssima situação na tabela. O primeiro tempo deu sono, tamanha a mediocridade. Um chute de Cazares raspando a trave e uma bola de Fábio Santos no travessão foi o que de melhor o Galo conseguiu. Um chute de Fred, sem ângulo, e outro de Robinho, com o goleiro fora do gol, foram os melhores lances do mandante. Duas equipes sem imaginação, sem qualidade, sem esquema tático, sem motivação. Um jogo horrível, dos mais fracos que eu já vi. Não havia tabelas, não havia dribles, não havia gols. Erros de passe, pancadas, matar a jogada foram a tônica do espetáculo. Duas equipes lutando para não cair. O Galo, mais tranquilo, com 39 pontos. O Cruzeiro, desesperado, com 34, e apenas sete vitórias. O primeiro critério para desempate é justamente o número de vitórias. Como o Cruzeiro está embolado com Botafogo, Fluminense e outras equipes ruins, tem de se preocupar com isso. Fábio e Cleiton foram meros espectadores. Deveriam estar pensando: “Como nossos atacantes são medíocres”. O futebol mineiro foi assim o ano inteiro. Sinceramente, nem na várzea eu vi um primeiro tempo tão ruim. É triste ver o torcedor gastar seu minguado dinheiro para ver espetáculo tão pobre. A situação do nosso futebol é caótica. Na temporada que vem, o torcedor mineiro não terá o que comemorar. As duas equipes vivem uma crise financeira grave, não têm jogadores à altura de suas tradições, não têm dinheiro para indenizar a barca que precisam fazer, com ex-jogadores em atividade e outros medíocres. A situação é grave e dramática. De qualquer forma, eu imaginei um segundo tempo um pouco melhor, com tabelas e gols.

Mediocridade

O segundo tempo não foi diferente. A mediocridade predominou. Duas equipes sem inspiração, com técnicos retranqueiros, abaixo de qualquer crítica. Uma bola que Cleiton defendeu em chute do péssimo David. E uma bola chutada por Marquinhos, que desviou na zaga cruzeirense, foi o que de melhor ocorreu na etapa final. Gente, a que ponto chegamos! Quando todos esperavam a substituição de Otero, péssimo em campo, Mancini tirou Cazares, que fazia boa partida. Os técnicos brasileiros não enxergam o jogo. Uma vergonha. Abel andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Quando tirou o horrível Thiago Neves, o jogador saiu vaiado. Não dá mais para esses caras continuarem no Cruzeiro. São ex-jogadores em atividade. O torcedor não é bobo e enxerga isso. No Atlético é a mesma coisa. Pôr Ricardo Oliveira aos 46 minutos do segundo tempo é até um desrespeito à carreira dele. Hoje, também é um ex-jogador em atividade, mas pelo que fez no futebol merecia mais respeito. Foi um dos piores clássicos que vi na minha vida. Se é que podemos chamar isso de clássico. Mais cedo, assisti a Liverpool 3 a 1 sobre o Manchester City. Que jogaço. Por isso é perceptível a distância do futebol brasileiro para o europeu. Estamos na lama, e ainda há dirigente incompetente pensando diferente. Chega de repatriar ex-jogadores em atividade. Chega de pagar R$ 400 mil a jogadores medíocres, que só sabem dar passe para trás e ter raça. Futebol é técnica, é drible, é passe, é gol. Chega de técnicos medíocres e retranqueiros. Ou os clubes reveem suas posições ou vão continuar no ostracismo. O futebol mineiro nesta temporada é de dar dó e vergonha. Dois times horrorosos, com jogadores abaixo de qualquer crítica, e técnicos ricos, preguiçosos e desatualizados. Pobre futebol brasileiro.


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