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Estado de Minas COLUNA DO JAECI

A relação de Kalil com o Galo é de distância e silêncio

Kalil já foi procurado, mas não concorda com muita coisa que está acontecendo lá, principalmente com a volta de grupos que estavam em 2005


postado em 02/11/2019 04:00

Atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil foi presidente do Atlético de 2009 a 2014(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil foi presidente do Atlético de 2009 a 2014 (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


O Atlético, que enfrenta o Fortaleza, hoje, no Castelão, precisa de três coisas neste momento: apoio da torcida, gostando ou não dos jogadores, do técnico, do presidente, do Rui Costa ou de quem quer que seja; somar logo 9 pontos, para não correr qualquer risco de rebaixamento; e, objetivo conseguido, fazer a maior barca da história do clube, mandando embora ex-jogadores em atividade, jogadores fracos tecnicamente e aqueles que ganham fortunas e não dão retorno. Passo a passo. No tempo certo.

Com desempenho de rebaixado no returno, o Galo fez apenas 8 pontos em 45 disputados, o que é preocupante. Se o torcedor me perguntar se ele vence o Fortaleza hoje, digo que não. Porém, também digo que o futebol é o único esporte coletivo em que o mais fraco pode ganhar do mais forte, e, neste momento, o time do Galo é pequeno em relação ao Fortaleza.

Vejam bem: time atual pequeno, a instituição é gigantesca. É bom frisar, pois tem muita gente mal-intencionada no mundo, que gosta de pôr palavras na boca dos outros. Este time do Atlético é dos mais fracos que já vi, só comparado ao do rebaixamento, em 2005. Coincidência ou não, aquele time, que sujou a história do Galo, começou com Tite e teve mais dois técnicos. E tem gente que era daquele grupo que derrubou o Galo lá dentro. O de hoje está no terceiro treinador, sem conseguir evoluir.

Eu imaginava que o Galo não cairia, pois há equipes bem piores abaixo: Chapecoense, Avaí, CSA e Fluminense; os quatro do Z-4 e o Botafogo. O Cruzeiro, que saiu da zona de rebaixamento, tem time e grupo melhores que o Galo. Verdade seja dita! Entretanto, com o futebol medíocre e a pontuação absurdamente baixa, corre sérios riscos.

Sujaram a história do Atlético em 2005, mas o torcedor não vai admitir que a sujem pela segunda vez. O momento é de união em todos os setores do clube e de agrupamento. Depois que o time se safar, que venham as providências que devem começar pela demissão do diretor de futebol Rui Costa e sua equipe, passando pelos jogadores.

Não é possível um clube que estava organizado há seis anos ter se desmantelado tanto. Se tanto Daniel Nepomuceno quanto Sérgio Sette Câmara tivessem seguido a cartilha deixada pelo mais vencedor e eterno presidente da história do clube, Alexandre Kalil, isso não estaria acontecendo. Sei que cada dirigente tem sua personalidade e forma de gerir, mas não custava nada ambos terem se aconselhado com o mestre, principalmente nos momentos mais difíceis. Hoje, porém, a chance de se unir e ajudar é zero. Kalil já foi procurado, mas não concorda com muita coisa que está acontecendo lá, principalmente com a volta de grupos que estavam em 2005, época da queda.

Ele jamais se intrometeu em trabalho de presidente algum. Afastou-se e ficou à disposição para quem precisasse de ajuda. Não quiseram, agora é tarde demais. Kalil está magoado, triste, por ver seu trabalho sendo dilacerado.

Kalil tem o coração mais nobre que conheço, embora pareça durão. Porém, se tomar uma decisão, não volta atrás. Já fiquei dois anos sem conversar com Kalil por culpa minha. Nada relacionado ao futebol, pois jamais tivemos discordância nesse assunto. Foi um erro meu, de forma pessoal. Kalil me perdoou e hoje é dos meus melhores amigos. Eu que não me perdoei por ter cometido aquele erro, me puno todos os dias. Mas vida que segue.

Pela primeira vez na história, Kalil deixou de ir a uma votação para eleger o presidente do Conselho Deliberativo, seu amigo pessoal Castellar Guimarães. Para ele não ter ido, realmente é porque não há mais forma de diálogo com a atual diretoria. Procurado por Daniel Nepomuceno, no último ano do mandato, Kalil estendeu a mão. Domênico Bhering passou a diretor de futebol e o Galo se salvou. Agora, sua relação com o clube e os dirigentes atuais é de distância e silêncio.


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