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Estado de Minas COMPORTAMENTO

Por quase 20 anos, a boate naSala foi referência na vida noturna de BH

Casa que funcionou no Ponteio abre a seção 'Envelheço na cidade', na qual a coluna HIT relembra histórias de boates que fizeram literalmente a capital dançar


19/01/2022 04:00 - atualizado 20/01/2022 16:10

Entrada da boate naSala, quando funcionava no Ponteio, com balcão e parede vermelha
Entrada da boate naSala, no Ponteio Lar Shopping (foto: Flávio Borges/Divulgação)

Início dos anos 2000 e a noite da cidade convergia para o Shopping Ponteio, endereço da boate naSala, que fez história em quase duas décadas. “Desde 2000, somos testemunhas de muita coisa. Casamos muita gente, separamos alguns casais. Servimos de cenário para um sem-número de comemorações. Tivemos um lugar privilegiado assistindo a tantas mudanças. Não julgamos nenhum momento: nos adaptamos a todos. Aprendemos cedo que quem tem que gostar é o cliente”, relembra Bruno Carneiro, sócio da casa, que passou por três grandes reformas.

"A mais reforma emblemática ocorreu em 2004, quando o shopping nos empurrou a entrar pela garagem. Tínhamos muito movimento e perfil de consumo diferente do mall. No fim, foi operacionalmente melhor. Mais divertido também", aponta o empresário.

"Em 2007, a imensidão do estilo das casas de Ibiza invadiu a naSala. Derrubamos o mezanino e assumimos um pé-direito gigante. Ganhamos altura e perdemos aconchego. Levou pouco tempo para repensarmos, aprendendo que ilhas baleáricas e montanhas não falam a mesma língua. Em 2010, entregamos uma casa nova, mas totalmente retrô. Repetimos o que tinha dado certo. Voltamos às cortinas vermelhas, aos sofás de couro em estilo inglês e ao longo balcão de bar vermelho", relembra Carneiro.

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"Um ciclo que mostra que nossas origens sempre foram importantes para nós e para nossos clientes. Deixamos de querer repetir o que deu certo para os outros para repetir o que deu certo pra gente. Valeu cada volta. E vai valer mais ainda quando dermos mais uma. Nosso melhor momento é sempre o próximo", afirma. A casa não funciona mais no Ponteio. O espaço será ocupado pela Polícia Federal com serviços de emissão de passaporte, atendimento a estrangeiros e segurança privada, entre outros. 

DIA 21
DOIS EM UM

Sexta-feira (21/1), no mesmo dia em que lança em todas as plataformas digitais seu novo disco, “Casa de Canto”, o cantor italiano Tony Canto faz única apresentação ao vivo, em Belo Horizonte, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec, com entrada franca. O show inédito, com realização e patrocínio do consulado italiano em BH, contará com a participação especial dos músicos mineiros Robson Batata (percussão) e Breno Cruz (cello), além de Thiago Delegado no violão.

MAIS BOATES
LEITOR COLABORA

O trabalho de um jornalista não é solitário. Ele depende do leitor, sempre uma grande fonte. Em pesquisas que resultam em muitas informações, nem se fale. Na semana passada, a coluna publicou a reportagem “Memórias da noite de BH”, com um mapeamento com 100 boates da cidade, dos anos 1970 até hoje. Apesar do rigor na apuração, algumas ficaram de fora, mas, com a memória do leitor, elas não caíram no esquecimento.

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Marcelo Couri, leitor assíduo da coluna, envia e-mail, disse ter gostado muito da matéria e manifestou "que são excelentes lembranças de um tempo muito gostoso desta nossa cidade". No texto, Marcelo deixa sua colaboração, citando algumas casas que passaram batido na pesquisa. Foram lembradas por ele: Blue Moon (Avenida do Contorno, próximo ao colégio Padre Machado); Crocodilus, na Rua Pernambuco  (década de 1980);  Upstairs (Rua Tomé de Souza, esquina de Pernambuco) e Máscaras (Rua Santa Rita Durão com Rua Rio Grande do Norte, na década de 1990). Entraram na lista também Caddillac (Avenida do Contorno quase esquina com Rua da Bahia); Zum-Zum (Rua Bernardo Monteiro, próximo ao Dops); e Coliseum (Avenida do Contorno quase esquina com Rua Leopoldina).

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