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Estado de Minas ENTREVISTA DE SEGUNDA

Confins sai fortalecido da crise da pandemia

Kleber Meira, CEO da BH Airport, diz que 2022 será um bom ano, com novos destinos internacionais e reforma do Terminal 1, entre outras iniciativas


20/12/2021 04:00 - atualizado 19/12/2021 20:28

No saguão do aeroporto de Confins, Kleber Meira, executivo da BH Airport, sorri e olha para a câmera
Kleber Meira diz que aeroporto de Confins aprendeu com a crise imposta pela COVID-19 (foto: Pedro Vilela/ Agência i7)

 
Os números são otimistas em relação à movimentação de mais um ano pandêmico no Aeroporto Internacional Tancredo Neves/Confins. A expectativa é de fluxo de 7 milhões de passageiros, 50% a mais em relação a 2020. Entre voos regulares e extras, o aeroporto liga o usuário a 45 pontos no país e no exterior (Lisboa e Panamá). Em 2022, a Eastern Airlines vai conectar Confins com Miami e Nova York.
 
 
“Nossa atuação é sempre destinada a oferecer a melhor experiência aos passageiros, de seu deslocamento para o aeroporto ao momento de embarque. Investimos fortemente na melhoria da nossa infraestrutura. Exemplo disso é a reforma do Terminal de Passageiros 1, que vai oferecer mais conforto e comodidade”, afirma Kleber Meira, CEO da BH Airport, que administra Confins. Nesta entrevista, ele fala de seus planos.
 
Em dezembro de 2020, o senhor chegou a Belo Horizonte com a esperança de que a vacinação colocasse a pandemia sob controle, mas em fevereiro veio mais uma onda. Como o aeroporto enfrentou esse desafio?
O ano de 2020 foi extremamente desafiador para o aeroporto devido à pandemia do coronavírus. Trata-se de uma questão de saúde pública mundial, que afetou drasticamente todos os aeroportos. Vínhamos de um 2019 superpositivo, em que alcançamos a movimentação de cerca de 11 milhões de passageiros ao longo do ano. Caminhávamos a passos largos para um 2020 de resultados favoráveis. A COVID-19 teve reflexos no nosso negócio e impactou a movimentação. Mas toda essa crise contribuiu para a mudança de mindset, ampliou a nossa visão como organização. Certamente, caminhamos para nos tornar cada vez melhores, mais seguros e mais eficientes. Fechamos 2020 com movimentação de cerca de 5 milhões de pessoas e 2021 com cerca de 7 milhões, em retomada gradual e segura para passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária.

Como o aeroporto vem lidando com o novo coronavírus?
Desde o início da pandemia, tomamos todas as medidas necessárias para prevenção e combate à doença. O aeroporto sempre seguiu e segue protocolos e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), bem como da Agência de Aviação Civil (Anac). Nossa postura em prol da segurança das pessoas contribuiu para que enfrentássemos os desafios de 2020 e de 2021. Além disso, aproveitamos o momento para fortalecer o aeroporto como hub logístico multimodal. Lançamos produtos e serviços que contribuíram para essa cadeia e fortaleceram o aeroporto como principal porta de entrada de cargas do Brasil.

''Fechamos 2020 com movimentação de cerca de 5 milhões de pessoas e 2021 com cerca de 7 milhões, em retomada gradual e segura para passageiros, visitantes e comunidade aeroportuária''

Kleber Meira, CEO da BH Airport


No momento mais caótico da pandemia, o aeroporto perdeu 95% da movimentação de passageiros. Por lá entraram milhões de doses de vacinas. Como foi manter a operação?
Foi preciso adaptação. Operávamos somente voos essenciais no pior momento da pandemia e era preciso manter o nosso terminal de cargas recebendo itens essenciais para combate à COVID-19, como máscaras e demais equipamentos de proteção. Além disso, o aeroporto não podia parar. Era preciso seguir com o deslocamento dos profissionais da saúde e também transportar alimentos e demais itens demandados pelas empresas mineiras. Mantivemos a qualidade e contamos com o empenho dos nossos profissionais. Aproveitamos o momento para lançar novos produtos relacionados ao hub logístico. Com isso, implantamos a primeira rota marítima que liga diretamente o aeroporto ao Terminal Bandeirantes, no Porto de Santos (SP), o que oferece a possibilidade de remoção da carga importada, através do modal marítimo, para a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Já estamos em negociação para ampliar o serviço para o Porto do Rio de Janeiro. O projeto Rotas Rodoviárias tem o intuito de conectar as zonas primárias do Sudeste, como portos e aeroportos, com indústrias, comércios e importadores mineiros. Com a iniciativa, foi possível oferecer redução de até 60% no custo do transporte de cargas, o que elevou a competitividade das empresas mineiras.

Confins entra em 2022 de olho no futuro. O mix de lojas, com 90 unidades, deve dobrar. Até lá, o Terminal 1 deve estar totalmente reformado. A ampliação estava prevista antes da pandemia?
O projeto já estava previsto antes da pandemia e aguardávamos o momento ideal para iniciar a reforma. Teremos um terminal completamente transformado em 14 meses. A partir da reforma, o aeroporto entra em novo patamar de excelência e passa a oferecer ainda mais conforto e comodidade, além de mix de lojas ainda mais diversificado. Vamos melhorar significativamente a eficiência operacional e passaremos a oferecer um ambiente mais moderno e pronto para conectar Minas Gerais com os demais estados e com o mundo.
 

''O passageiro pode até economizar 20 minutos de deslocamento se embarcar pela Pampulha, mas gastaria em média três horas para fazer conexão em outros aeroportos''

Kleber Meira, CEO da BH Airport

 
A grande reclamação do usuário é a distância entre o Centro de Belo Horizonte e Confins. Muita gente ainda defende a volta do aeroporto da Pampulha. Como o senhor avalia essa opinião?
No mundo moderno, mais importante do que simplesmente a distância é o tempo de deslocamento. Os principais aeroportos não ficam dentro das cidades, por questões de segurança e barulho, entre outros. Hoje, passageiros que embarcam no aeroporto internacional de Belo Horizonte têm à disposição mais de 45 destinos diretos. Isso é um ganho absurdo, os mineiros não precisam fazer conexões em outros estados. O suposto “ganho de tempo” em embarcar pela Pampulha é totalmente ilusório. Basta ver o que está acontecendo no Rio de Janeiro, onde a competição entre dois aeroportos tem gerado mais problemas que benefícios para a população e empresas instaladas ali. Pampulha nunca terá a capacidade de oferecer o mesmo número de rotas e destinos que temos no nosso terminal. O passageiro pode até economizar 20 minutos de deslocamento se embarcar pela Pampulha, mas gastaria em média três horas para fazer conexão em outros aeroportos.


Há a previsão de construção de um hotel, de um centro de convenções e parcerias de Confins com Inhotim e CCBB. Qual a importância desses projetos?
Aeroporto é um lugar de conexões, por isso queremos conectar os passageiros à cultura e à história de Minas Gerais. O estado foi eleito um dos 10 destinos mais acolhedores do mundo. Hoje, cerca de 40% dos passageiros que passam pelo nosso terminal são viajantes em conexão para outros destinos, pois somos um dos principais hubs aéreos do Brasil. Nosso objetivo é criar espaços e áreas para expor a nossa arte e apresentar acervos e obras dos principais museus e centros de cultura de Minas Gerais. Estamos desenhando, em conjunto com a Secult e Belotur, experiências sensoriais para os nossos clientes. 

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