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Luciene Amantea comemora as bodas de prata no setor de leilões de arte

Na seção 1Entrevista de segunda1, ela conversa com o colunista Helvécio Carlos sobre sua trajetória e o impacto dos pregões on-line no mercado


10/05/2021 04:00

Luciene Amantea com a família: a neta Blue, Cristiano, o neto Hendrix, Paula, Ian, Bruno, Juliana com o bebê Tárik e Marco Antônio Ferreira(foto: Acervo pessoal)
Luciene Amantea com a família: a neta Blue, Cristiano, o neto Hendrix, Paula, Ian, Bruno, Juliana com o bebê Tárik e Marco Antônio Ferreira (foto: Acervo pessoal)

 
A carreira de Luciene Amantea não se resume ao mercado de leilões de arte. Ela, que hoje dirige a Galeria Firenze, já trabalhou na Infraero, na Bolsa de Valores e comandou o restaurante Bougainville em sociedade com uma amiga. “Foram ótimas experiências”, diz. Em 2021, Luciene completa 25 anos no mercado de arte. “Ficar à frente de uma galeria especializada em leilões foi muito desafiador”, afirma, em entrevista concedida por telefone, de Dubai, onde passa uma temporada.
 
Os primeiros passos no setor foram dados ao lado do marido, Marco Antônio Ferreira, frequentando eventos do Palácio dos Leilões, a empresa da família. Mais tarde, Luciene assumiu a direção da galeria. “No começo, tive medo e um pouco de insegurança. Afinal, tinha me formado em administração de empresas e toda a minha experiência era voltada para outra área”, admite. “Com o tempo, consegui me encaixar e me apaixonei pelo mundo das artes.”
 
Com a pandemia, os leilões adotaram o formato on-line. O que essa mudança trouxe para o mercado de arte?
A tecnologia veio para agregar, claro. No início, sempre assusta. Mas hoje não conseguiríamos viver sem ela, que passou a ser fundamental para o sucesso dos leilões. Vendemos muito para fora do estado, e facilitou que as pessoas pudessem disputar obras durante o leilão. As pessoas passaram a confiar mais nos lances on-line. Com a pandemia, parece que o formato veio para ficar. O ano passado começou mais fraco, mas, com o tempo, chegamos ao mesmo sucesso dos leilões presenciais.

Com tanto tempo de casa, você deve ter histórias engraçadas, alguns perrengues. Do que você não se esquece de jeito nenhum?
Muitas histórias... Gosto sempre de citar a do cliente que comprou um Portinari lindo num de nossos leilões, no início da década de 1990. Quinze anos depois, a filha dele, sem qualquer conhecimento sobre o valor da obra, veio nos procurar para vendê-la. Quando fizemos a avaliação, ela ficou muito, mas muito emocionada. O quadro foi vendido em dois dias. Ela estava vendendo o quadro para custear um tratamento de saúde. Pagou o tratamento, trocou de apartamento e ainda sobrou uma boa grana

BH tem três casas de leilão de arte e você é a única mulher no setor. Leilão é mercado masculino ou é só uma coincidência? 
Acho que é coincidência. Há outras casas leiloeiras muito bem-sucedidas comandadas por mulheres. Mas o sexo masculino prevalece neste caso.

Antônio Ferreira, seu sogro, começou a trajetória da família no setor. Primeiro, veio o Palácio dos Leilões, que trabalhava com tudo, inclusive arte. Mas seu marido, Marco Antônio, decidiu se dedicar apenas a leilões de antiguidades e de arte moderna. Como eles contribuíram para a sua formação?
Na verdade, a galeria foi um segmento do Palácio dos Leilões. Eles também faziam leilões de carros, aviões, maquinários, imóveis, etc. Depois de um tempo, o pai e o irmão do Marco não se interessaram mais por arte. Além de continuar com os outros segmentos, Marco assumiu a galeria, ficamos só nós dois. A importância do senhor Antônio foi enorme, ele começou tudo. Marco deu seguimento até o dia em que resolvi assumir a galeria, há 25 anos. Todos tiveram a sua importância.

Não podemos deixar de lembrar o Edmar Araújo. Como era sua relação com ele?
Quando resolvi entrar para a galeria, tive receio. Afinal, não tinha conhecimento necessário para ficar à frente de uma galeria tão fortemente segmentada. Mas Edmar Araújo, naquela época funcionário há 20 anos do Palácio, conhecia muito de arte. Tendo Edmar a meu lado, foi um aprendizado e tanto. Foi o meu suporte, naquele início. Infelizmente, ele morreu cinco anos depois.

Você e Marco passam uma temporada em Dubai, onde Paula, sua filha, mora com marido Ian e os filhos Blue e Hendrix. Você pensa em se mudar de vez para lá?
Pois é, metade da minha família está lá, né? Estamos pensando seriamente em dividir nosso tempo a partir do próximo semestre: cinco, seis meses aqui; cinco, seis meses aí. Será uma grande experiência pra mim. O Brasil está passando por um momento muito complicado, confuso. Pensamos em dar um tempo aqui. 

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