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Brechó itinerante dribla os desafios da pandemia

Com fotos performáticas, buscando inspiração em nomes da cultura brasileira, Janaina Tabula consegue mais proximidade com clientes


07/03/2021 04:00 - atualizado 07/03/2021 08:23

A presença do Fusca 1974 se tornou uma marca registrada do brechó que circula pelas ruas de Belo Horizonte(foto: Arquivo pessoal)
A presença do Fusca 1974 se tornou uma marca registrada do brechó que circula pelas ruas de Belo Horizonte (foto: Arquivo pessoal)

Gestora cultural, Janaina Tabula tinha se desligado de uma empresa pouco antes de a pandemia ser decretada no Brasil. Ela queria seguir por outros caminhos e, ao mesmo tempo, tirar do papel um antigo sonho de ter um brechó. "Quando saí da empresa, nem imaginava que pouco tempo depois viveríamos a crise pela qual estamos passando", diz ela, que, em janeiro do ano passado, começou a sua trajetória com a moda circulando por praças de Belo Horizonte, como a de Santa Tereza, dirigindo seu Fusca 1974 cheio de araras e sombrinhas coloridas para criar um clima com os fregueses.

A ideia do brechó itinerante foi o primeiro passo de Janaina para entender um pouco do mercado. Ela conta que, saindo de um emprego em outra área, não se sentia madura o suficiente para abrir as portas. Diz também que do mercado cultural levou àqueles encontros a importância da relação com o consumidor, o olho no olho, a conversa. "A compra seria consequência dessa relação", teoriza.

Veio a pandemia e os planos precisaram ser refeitos. "Com a pandemia estourando pensei: f*&@. Como fazer agora? Estava desempregada e não tinha direito a ajuda emergencial do governo. Tinha de dar meus pulos", lembra ela, que seguiu rumo ao mundo digital. No Instagram criou o @abigailbrecho_oficial.

Sem conhecimento de como o mercado digital funciona, Janaina fez cursos para entender o mecanismo. A moda, pela qual ela sempre teve um olhar interessado, ganhou outra dimensão. "Continuo aprendendo sobre o digital onde vou apresentar meus figurinos e dali tirar a minha sobrevivência. Tenho também outras camadas para falar de moda. Quero falar de poesia, construir histórias a partir de um determinado figurino que vestimos para os palcos da vida real".

Atenta, Janaina sabe que o número de brechós on-line é enorme e que ela precisaria encontrar uma forma diferente para apresentar seus produtos revelando todas as camadas interessadas. Foi quando decidiu criar fotos mais performáticas, buscando inspiração em nomes da cultura brasileira, como a cantora Elza Soares, Fernanda Abreu e Maria Bethânia, sempre ouvindo as sugestões dos seguidores. "Crio microficções cotidianas. Na hora das fotos, tento sentir a textura daqueles figurinos, o que eles me provocam"

As inspirações geram coleções muito bacanas, como uma só com peças feitas por costureiras ou trabalhos com o extinto CGC. Nessas situações ela mostra que aquela peça tem uma história.

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