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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Dias melhores hão de vir para o Cruzeiro, o único gigante de Minas

É preciso nunca esquecer os monstros sagrados e decisivos que deram muitas glórias que nunca vestiram a camisa do rival


14/07/2021 04:00 - atualizado 13/07/2021 23:48

Tostão, o maior de todos entre os incontáveis ídolos da gloriosa história celeste(foto: PEDRO VILELA/AGÊNCIA 17 - 5/9/17)
Tostão, o maior de todos entre os incontáveis ídolos da gloriosa história celeste (foto: PEDRO VILELA/AGÊNCIA 17 - 5/9/17)


* Excepcionalmente hoje a coluna de Gustavo Nolasco é escrita por Bruno Bueno, jornalista, nascido e criado em BH, cruzeirense nas boas e nas más

Um clube enorme como o Cruzeiro é construído por muitos pés, mãos e cérebros, de muita gente que precisa ser lembrada. Torcedores fanáticos, que numericamente em muito superam as outras duas maiores torcidas do estado: flamenguistas e atleticanos, nesta ordem, como demonstram todas as pesquisas sérias. Torcedores que foram responsáveis pelo eterno recorde de público do Mineirão.

Torcedoras e torcedores, anônimos ou não, simbolizados por Salomés, Marias, Letícias Talitas, Polianas, Cinaras, Sebastianas, Fubás, Franciscos, Pablitos, Gustavos, Marquitos, Oswaldos, Guilhermes, Brunos, Andrés, Nívios e Josés. Dirigentes e funcionários honestos e comprometidos, como Felicio Brandi, Carmine Furletti e os irmãos Masci.

Treinadores geniais, responsáveis por verdadeiros esquadrões, como Ayrton Moreira, Zezé Moreira, Orlando Fantoni, Ilton Chaves, Ênio Andrade, Vanderlei Luxemburgo e Marcelo Oliveira. Jogadores que fizeram importantes papéis de protagonistas, coadjuvantes, carregadores de piano, estrategistas, líderes, matadores, velocistas, xerifes, paredões ou garçons, alguns com breves, mas fundamentais passagens pelo maior de Minas.

Exemplos não faltam: Niginho, Geraldo II, Neco, Evaldo, Zé Carlos, Natal, Pedro Paulo, Revetria, Roberto Batata, Perfumo, Nelinho, Palhinha I, Ademir, Douglas, Édson, Careca, Adilson Batista, Ronaldo Fenômeno, Luiz Fernando Flores, Ricardinho, Marcelo Ramos, Palhinha II, Elivelton, Fabinho Guerreiro, Roberto Gaúcho, Sorín, Cris, Dracena, Luizão, Maldonado, Gomes, Aristizábal, Fabrício Guerreiro, Montillo, Roger Flores, Lucas Silva, Léo, Marcelo Moreno e muitos outros.

E por fim, o que faz um gigante são seus ídolos. Estes, que compõem uma lista seleta de craques, monstros sagrados e decisivos. Que nunca vestiram nem vestiriam a camisa do rival. Que fizeram centenas de jogos defendendo a camisa do Cruzeiro e que viveram, no maior de Minas, seu melhor momento.

Neste grupo, dos merecedores de estátuas na Toca II, estão Ninão, Raul, Dirceu Lopes, Piazza, Joãozinho, Nonato, Dida, Alex, Fábio e, claro, o maior de todos, Tostão. A estes seremos eternamente gratos por tudo que fizeram pelo Cabuloso. Eles sempre terão o status de semideuses e ocuparão o mais alto nicho no altar da China Azul.

Escrevo isso para lembrar que, não importa o que aconteça, o verdadeiro cruzeirense nunca se esquecerá de nenhum desses, que levaram o Cruzeiro à condição de único gigante do estado. Desses que, ao longo das décadas, nos deram um cartel de títulos que jamais será alcançado em Minas por nenhum clube, ou melhor, nem pela soma das conquistas de todos os times mineiros.

Mesmo no pior momento de nossa história, sangrada por dirigentes e conselheiros desonestos, incompetentes e omissos, que já têm um lugar garantido no esgoto da história do Cruzeiro, temos que reverenciar nossos ídolos. Precisamos ouvir suas vozes que nos dizem, todos os dias, alguns de lá do céu, que dias melhores hão de vir.

E jamais deixemos de reverenciar e respeitar aquele que, mesmo nos sofridos gramados da Série B, com salários atrasados e cercado por colegas de time, no geral, muito pouco brilhantes, nunca abandonou o barco, e segue envergando com enorme dignidade e dedicação nossa camisa 1, rumo aos mil jogos defendendo o maior de Minas.





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