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Estado de Minas DA ARQUIBANCADA

Com a força de toda a China Azul, vamos buscar o sonho, Cruzeiro!

Luta pelo acesso começa no sábado, contra o Confiança, e já estamos com o coração acelerado para mais esse desafio


26/05/2021 04:00

Agora, cada partida será uma batalha para garantirmos, ponto a ponto, a volta à Primeira Divisão em 2022(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Agora, cada partida será uma batalha para garantirmos, ponto a ponto, a volta à Primeira Divisão em 2022 (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)


“Vai começar tudo de novo, meu Deus” ou “Que saudade! Chega logo, sábado!”. Qual o seu sentimento quanto ao início do Campeonato Brasileiro 2021 para o nosso Cruzeiro no próximo sábado?

Não houve um segundo sequer de dúvida para mim. Tenho contado todos eles à espera de ouvir o árbitro dando o apito inicial para a peleja entre o Time do Povos Mineiro e o Time do Povo Sergipano. Afinal de contas, o azul e branco do uniforme e do pavilhão não são as únicas coincidências entre Cruzeiro e Confiança. Ambos têm nas suas origens o fato de serem fundados por suas próprias torcidas, em 1921 e 1936, respectivamente. Agremiações criadas pela massa trabalhadora e operária de Belo Horizonte e Aracaju. Esse charme da história dos clubes dá um tom ainda mais bacana à partida inaugural início de nossa campanha pelo retorno ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

Voltemos ao presente. Estou morrendo de saudade de gritar pelo escrete com a camisa azul das cinco estrelas. Mesmo que ainda esteja longe de isso acontecer de forma presencial, seja no nosso Mineirão ou como visitante, Brasil afora. Por isso, confesso, sem medo de errar, às vésperas da estreia, me deixo levar pela crença num final feliz e diferente da temporada passada.

Recente enquete feita pelo Portal Superesportes mostra o quanto nós, torcedores, temos mais confiança no atual time titular, em comparação com a formação da estreia em 2020. Dos 12 jogadores e técnico, repetiremos apenas os unânimes Fábio e Cáceres. Dos outros 10 diferentes, a pesquisa mostrou uma larga vantagem para o time do próximo sábado. Apenas os zagueiros do ano passado, Leo e Cacá, têm a preferência frente aos atuais, Joseph e Ramon.

Vou às profundezas do passado sombrio do insucesso da temporada anterior para buscar outra diferença, entre 2020 e 2021, capaz de reforçar esse lampejo de otimismo refletido na comparação dos escretes. Os famigerados 9 pontos negativos, que tanto nos prejudicaram no momento de cadenciar um jogo, sem precisar de – o tempo todo – estar no desespero por vencer a qualquer custo.

Um outro fator, na frieza necessária para a concentração do elenco, por mais doloroso que seja para nós, torcedores, pode jogar a nosso favor. Trata-se da vivência. Se dois anos atrás, em Minas Gerais, entre os grandes e médios, éramos os únicos a não conhecermos as dificuldades de uma divisão de acesso. Agora, jogadores, treinador e estafe do clube não serão pegos de surpresa.

Todo e qualquer adversário dará a vida para vencer o Cruzeiro. Não temos qualidade técnica para estar o tempo todo no ataque, sabendo das fragilidades de nosso sistema defensivo. As chances de acesso são reais para os 24 clubes na disputa, e não só para os grandes, como nós. Jogar sem torcida pressupõe intensidade e obediência tática durante 90 minutos. Isso tudo, nesse início de 2021, deve estar escrito como mandamento no vestiário.

Cumprir a promessa (e a obrigação) de pagar salários em dia é o maior reforço que o Cruzeiro pode buscar para chegar ao final da temporada com a missão cumprida de retornar à série pela qual já fomos campeões quatro vezes.

Mas seja com diferenças positivas ou negativas. Seja por coincidências ou continuísmos. Não existe outra alternativa. É respirar fundo, vestir a farda e torcer muito para vencermos o Confiança, no sábado e arrancar bem para as demais 37 rodadas. Porque se há algo que jamais muda é o nosso amor pelo Time do Povo Mineiro. Por ele, damos a vida.

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