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Etanol é alternativa válida


postado em 16/11/2019 04:00

O primeiro modelo produzido no Brasil com motor 100% a álcool foi o Fiat 147, abrindo as portas para o combustível derivado da cana(foto: Fiat/Divulgação)
O primeiro modelo produzido no Brasil com motor 100% a álcool foi o Fiat 147, abrindo as portas para o combustível derivado da cana (foto: Fiat/Divulgação)
Agora, em 2019, comemoram-se os 40 anos do protocolo entre o governo federal e a indústria automobilística que deu origem aos primeiros carros 100% movidos a álcool, cujo primeiro a receber um certificado foi um Fiat 147. Posteriormente, deu-se conta de que há quatro tipos de álcool – metanol, etanol, butanol e propanol –, e no Brasil chegou-se a usar uma mistura de metanol, etanol e gasolina (batizada de MEG) no início dos anos 1990, por curto período. Então, se decidiu, adiante, por etanol (abreviado pela letra E) como nome correto. A sigla usada no mundo passou a ser E100 (puro) e E85, E27 ou E10, para indicar o percentual de sua mistura com a gasolina.

Durante a 19ª Conferência Internacional Datagro, no fim do mês passado, em São Paulo, foi anunciado outro marco de grande importância. Em 24 de dezembro próximo, começa a embalar o programa Renovabio com a regulamentação dos créditos de descarbonização (captura de CO² ou gás carbônico, precursor de aquecimento da atmosfera e mudanças climáticas). Conhecidos pela sigla CBio e precificados em bolsa de valores, esses créditos comercializáveis estimularão as usinas de etanol a produzir de forma mais eficiente, focadas na descarbonização e boas práticas de balanço energético e ambiental. Em médio prazo, o CBio poderá tornar mais competitivo o preço do combustível verde frente a gasolina.

Por outro lado, em razão do programa Rota 2030, também surgirão progressos nos motores flex quanto à economia de combustível e menores emissões. Há metas rígidas de redução de poluentes controláveis e do próprio CO². No futuro, motores híbridos otimizados para 100% de etanol de cana (neutro em carbono no ciclo de vida) poderão ser alternativa aos elétricos a bateria no Brasil.

Há outra possibilidade. Pilhas a hidrogênio geram eletricidade para carros elétricos. A partir de etanol no tanque de combustível, sem mudar nada da infraestrutura de abastecimento, um reformador a bordo transforma o combustível vegetal em hidrogênio. No fim deste mês, a Nissan assinará convênio com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) da Universidade de São Paulo. O grande avanço é eliminar o reformador e o Ipen não só aceitou o desafio, como terá apoio da marca japonesa.

Tração elétrica continua a ser tanto solução quanto problema, neste caso pelo alto preço e outros desafios das baterias, inclusive de infraestrutura de recarga e origem nem sempre limpa da eletricidade. Agora mesmo, a Alemanha decidiu aumentar os subsídios para carros elétricos até 2025. Ao mesmo tempo em que isso foi saudado pela indústria e por ambientalistas, desnuda outra realidade: os consumidores não vinham mostrando interesse firme, pois incertezas continuam.

Comprar um automóvel pelo dobro do preço é decisão difícil em qualquer lugar. De outro lado, ninguém garante que os atuais impostos pesados sobre combustíveis não serão transferidos depois para as tarifas de eletricidade, com impacto sobre custo total de propriedade. Manutenção de um elétrico é, de fato, bem mais baixa, porém, a substituição ou reforma das baterias, depois de oito a 10 anos de uso, teria de cair muito de preço para não anular a economia esperada.

Alta roda

OUTUBRO foi mês de boas vendas no mercado interno, mas no acumulado do ano está ligeiramente abaixo da previsão da Anfavea, que espera crescimento de 9,1% em 2019 sobre 2018. Segundo a entidade, há razões para esperar crescimento também em 2020. Já é possível encontrar crédito com juros de 10% a 12% ao ano (padrão, 19%) para os melhores clientes.

ERRO de calibração levou à detonação e daí à pré-ignição, ocasionando ruptura de pistão, biela e bloco, seguida de forte vazamento de óleo e incêndio em unidade do novo Onix Plus no Maranhão. Recall começa no próximo dia 18, envolvendo todos os veículos em circulação e em estoque. Antes da nova geração 
do Onix sedã, a GM não produzia motores turbo no Brasil.

HYUNDAI HB20 sedã, na versão de topo Diamond Plus, mostrou importante subida de nível geral nessa segunda geração. Motor turbo 1.0 litro, três-cilindros, tem ótimas respostas e baixo nível de ruído e vibração. Melhorou muito o espaço no banco traseiro. Primeiro carro nacional com frenagem autônoma emergencial. Acabamento de boa qualidade inclui até maçanetas cromadas.

QUANDO aprovado no Congresso em até 120 dias, o brasileiro não pagará mais o seguro obrigatório DPVAT. Indenizações de baixo valor, fraudes recorrentes e descontrole administrativo da Seguradora Líder levaram o sistema ao descrédito. Todo motorista deve se preocupar agora com seguro próprio a favor de terceiros. Haverá grande concorrência entre as seguradoras.

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