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Estado de Minas Padecendo

Toda mãe merece relaxar


07/05/2023 04:00

Quantas vezes você viajou sem os filhos depois que se tornou mãe? Eu viajei pouquíssimas vezes nesses 14 anos de maternidade, sempre a trabalho, sempre correndo. Viagem a passeio, até o ano passado, nenhuma. O máximo que eu tinha feito foi passar uma noite em Campos do Jordão com meu marido em outubro, aproveitando que nosso filho estava numa viagem da escola. A experiência foi tão boa, que, em abril, aproveitamos outro passeio do colégio para fazermos uma viagem com um pouco mais de tempo.

Aproveitamos o feriado de Tiradentes para aproveitar a dois, e descansar, porque nós dois andamos exaustos. Pegamos estrada para Araxá na quinta-feira pela manhã e chegamos ao Grande Hotel Termas de Araxá à tarde. Foi nossa quarta vez lá, a primeira sem o Felipe. 

Também a primeira após a reestruturação. Os principais ambientes passaram por uma releitura que vai do clássico ao contemporâneo. Os móveis foram revitalizados, assim como o mármore de Carrara do hall de entrada, os lustres de cristal feitos com ferragem belga, os ladrilhos portugueses e os vitrais. O número de acomodações foi reduzido para melhorar o cuidado com cada hóspede e o grupo investiu em pessoal, para fazer jus às mudanças físicas.

Considero o Grande Hotel o mais relaxante e rejuvenescedor e, depois dessa reestruturação está ficando simplesmente perfeito. Projetado por Luiz Signorelli, com paisagismo de Burle Marx, o hotel, inaugurado em 1944, esta´ integrado às Termas de Araxa´ por uma galeria suspensa, decorada com afrescos de paisagens e de pontos turísticos de Minas Gerais. Seu exterior foi inspirado nas Missões Espanholas, mesmo estilo encontrado nas antigas construções coloniais da América Espanhola. 

A piscina externa, além de linda, com vista para o lago, tem água aquecida e espreguiçadeiras muito confortáveis e uma trilha sonora suave. A piscina emanatória, que fica nas termas, tem água radioativa a 37 graus centígrados. Ela estimula a circulação e o metabolismo, e fortalece o sistema imunológico. É a coisa mais relaxante e energizante da vida! Uma massagem relaxante depois desse banho e aí cair naquela cama maravilhosa, que parece uma nuvem de tão macia, e aquele silêncio... Não tem como não dormir maravilhosamente bem!

Agora, o Grande Hotel também tem um restaurante a la carte, com um ambiente aconchegante e intimista, à luz baixa, com bossa nova de fundo. Os pratos são divinos, perfeitos para harmonizar com a carta de vinhos. Não sei dizer qual dos pratos é o mais saboroso. 

Uma experiência incrível é o labirinto de velas. Envolvida por dezenas de velas, a mandala de oito pontas das termas, símbolo da roda da iluminação, se transforma em um caminho que as pessoas trilham para dentro de si. Ao som de mantras tocados no momento, os participantes do labirinto de velas são convocados a respirar, energizar e materializar o próprio nome, conectando seu passado, presente e futuro, e despertando a consciência de si. Sou adepta da yoga e da meditação e essas práticas me trazem muita paz.

Só tem um porém quando nos hospedamos no hotel: a hora de fazer o check-out. A vontade que a gente tem é de morar lá. Toda mãe merece uma hospedagem assim, com muito tempo para descansar, se desligar da realidade, se reconectar com seu eu e renovar as energias para continuar exercendo o trabalho mais lindo e mais pesado da vida, cuidar dos nossos filhos.

É uma pena que a situação das estradas mineiras não colabore com o turismo. Os acessos para Araxá não estão bons, especialmente pela MG-428, entre Rifaina/SP e Araxá/MG. Não precisa ser gestor público para saber do retorno que o turismo traz para a economia e bem-estar da população. Uma rodovia sem manutenção, com buracos enormes onde o motorista precisa contar com a sorte para não cair numa cratera e ter um pneu furado, acaba desanimando, especialmente quando se pensa nos turistas em potencial que Araxá poderia receber vindos do estado de São Paulo. 

O percurso de uma hora e meia para Rifaina, que fica na divisa entre Minas e São Paulo, mais parece um rali. Em alguns momentos a sensação é de que a estrada sumiu debaixo das rodas do carro e que estamos numa trilha esburacada e sem sinal de celular. Agora que o governador Romeu Zema, seu vice, secretários de estado e secretários-adjuntos tiveram aquele aumento de salário, será que vão ter tempo para dar atenção às estradas mineiras, dando mais segurança para nossas famílias e fortalecendo o turismo?

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