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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

'Fórum invest in Brasil e a Amazon Watch' viu!

Ao todo, foram 877 KM² de devastação da floresta na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020


16/11/2021 04:00 - atualizado 16/11/2021 07:54

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro convidou investidores a conhecerem a Amazônia para ter uma "imagem que condiz com a realidade" (foto: AFP Photo)

“Nós queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato. Uma viagem, um passeio pela Amazônia é algo fantástico. Até para que os senhores vejam que a nossa Amazônia, por ser uma floresta úmida, não pega fogo.” Começou assim o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro.

Foi durante a abertura do Fórum Invest in Brasil. E ele afirmou ainda que mais de 90% da Amazônia se mantém preservada. Só que teve mais: “A Amazônia é um patrimônio. A Amazônia é brasileira. E vocês, lá, comprovarão isso e trarão realmente a imagem que condiz com a realidade”.

Não é bem assim, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que dispensa maiores apresentações e é respeitado mundo afora, informa que, ao todo, foram 877 km² de devastação da floresta na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020 e se tornou o maior índice no mês em toda a série histórica do Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER), sistema de alertas do Inpe, iniciado em 2016.

A despeito do discurso do presidente Bolsonaro na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a Amazônia continua encoberta pela fumaça e marcada pela devastação criminosa e sem controle. Foi o que comprovaram sobrevoos realizados na semana passada pela Aliança Amazônia em Chamas, formada pelas organizações Amazon Watch, Greenpeace Brasil e Observatório do Clima. O registro é de meados de setembro deste ano.

Ao todo, foram 877 km² de devastação da floresta na Amazônia, um aumento de 5% em relação a outubro de 2020 e o maior índice no mês em toda a série histórica do Deter, sistema de alertas do Inpe, iniciado em 2016.

E tem o toque mineiro. As metáforas matrimoniais são um dos recursos prediletos do presidente para definir o nível de intimidade com outros políticos. Desta vez, quem recebeu elogios foi governador Romeu Zema (NOVO). “É um casamento, praticamente. Um aliado para o Brasil. O Zema é importante para a política nacional”. Na Rádio Itatiaia, Bolsonaro não poupou elogios.

Como tudo acaba em samba na política, vale um registro tardio. Tudo aconteceu no domingo. O Coral do Senado completou 25 anos desde a sua primeira apresentação, no teatro da Escola de Música de Brasília, em 1996.

Para comemorar o aniversário, lançou a gravação digital do samba “O ouro e a madeira”, composto por Ederaldo Gentil, com arranjo da maestrina Glicínia Mendes. É o suficiente.

Lá de Lisboa


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP–AL) insiste. Ele voltou, ontem, em plena segunda–feira, sem plenário em ação, a defender “ampla e transparente” discussão sobre o futuro do sistema político do Brasil. Ele sugere o semipresidencialismo como o modelo que pode “articular de forma mais eficiente” às “necessidades institucionais” do país. Na abertura do IX Fórum Jurídico de Lisboa, Lira afirmou que “a história tem nos ensinado a duras penas” que o chamado presidencialismo de coalizão “não tem se mostrado à altura dos desafios que o Brasil enfrenta”.

Já na Áustria


O governo austríaco decidiu, desde ontem, impor lockdown às pessoas não vacinadas contra o novo coronavírus da COVID-19. Motivo: é o aumento das infecções, neste período de inverno que já está chegando na Europa. A Alemanha também impôs limites de circulação mais rígidos e o Reino Unido expandiu a aplicação de reforço da vacina para incluir jovens adultos. Na semana passada, a Europa foi responsável por mais da metade da média de infecções em todo o mundo e cerca da metade das últimas mortes.

Fim da COP-26


“Apesar de muito esforço do governo federal para parecer comprometido com o clima e com a preservação da floresta, os dados de desmatamento na Amazônia divulgados na última sexta-feira mostram que mentira tem perna curta”, diz Carolina Pasquali, diretora-executiva do Greenpeace Brasil. “Esperamos que essa revisão no ano que vem nos traga ambição. Ela precisa aumentar a ambição ou colocaremos milhões de vidas em risco”. A COP-26 chega ao fim e, apesar de alguns avanços, ainda nos deixa distantes do que seria necessário para garantirmos a meta de 1,5º C.

Desfalcado


“Por não haver tempo hábil para a realização de exames complementares, a comissão técnica optou por preservar o jogador Neymar que não viajará com a delegação da Seleção Brasileira para San Juan na Argentina, local do jogo de hoje”, foi o que informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em nota à imprensa. O Camisa 10 da Seleção reclamou de dores no adutor da coxa esquerda durante o treino de ontem. Foi na Academia de Futebol do Palmeiras.   A equipe que será titular não foi divulgada pelo técnico Tite e nem exibida no treino.

Túnel do tempo


A prova do Enem é alvo de críticas do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, desde antes de ele assumir o cargo no Palácio do Planalto. Em 2018, ele considerou a prova contaminada por ideologia. Reclamou especificamente de uma questão que perguntava ao aluno o que torna o dialeto um elemento de patrimônio linguístico. O texto de apoio usava como exemplo o Pajubá, que foi identificado como expressão cultural de gays e travestis. “Este tema da linguagem particular daquelas pessoas, o que temos a ver com isso, meu Deus do céu?”

pingafogo


.Em tempo, sobre a nota Túnel do tempo: denúncias feitas pelos funcionários do Inep foram relatadas aos deputados que compõem a Frente Parlamentar de Educação. O colegiado deve colocar em votação nos próximos dias um pedido de audiência pública para detalhar o caso.

.O governo federal da Alemanha e os líderes dos 16 estados do país devem discutir novas medidas. A chanceler Angela Merkel já havia pedido, de novo, às pessoas não vacinadas que reconsiderem a decisão de não se proteger, em mensagem de vídeo divulgada no sábado.

.Para registros: ainda sobre o Coral do Senado: atualmente, ele é composto por 33 cantores e formado majoritariamente por colaboradores do Senado, em exercício ou aposentados. Familiares dos colaboradores integrantes, caso se interessem, também podem participar.

.Além da música “Ouro e madeira”, há trechos da obra “Grande Sertão, Veredas”, de Guimarães Rosa, narrados pela servidora aposentada do Senado Federal, Elizabeth Guimarães, e seu marido Roberto Cantelli.

.Há também trechos do poema “Aninha e suas pedras”, de Cora Coralina, declamados pela servidora D’Arc Brasil. Sendo assim, melhor encerrar por hoje. FIM!

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