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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Política e futebol se misturaram de vez com a Copa América em plena COVID

Enquanto isso, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se ouvido de novo, hoje, por causa da realização do torneio no Brasil


08/06/2021 04:00 - atualizado 08/06/2021 07:13

Marcelo Queiroga prestará o segundo depoimento na CPI que investiga ações do governo federal no combate à pandemia(foto: ED ALVES/CB/D.A.PRESS - 4/6/21)
Marcelo Queiroga prestará o segundo depoimento na CPI que investiga ações do governo federal no combate à pandemia (foto: ED ALVES/CB/D.A.PRESS - 4/6/21)


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a pandemia da COVID-19 vai ouvir, pela segunda vez, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM): “Ele esteve, no domingo, com o presidente da República inaugurando a Copa América”.

O depoimento estava marcado para terça-feira que vem. Só que foi antecipado pelos senadores depois que o governo brasileiro decidiu sediar a Copa América. Melhor refrescar a memória, que vem da semana passada.

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), já deixava claro: “Existe um gabinete negacionista, um grupo que continua impedindo que os melhores quadros da ciência brasileira possam contribuir no enfrentamento à COVID-19”.

Até os senadores governistas confirmaram que ela preenche os requisitos técnicos. Qual a razão para vetar um quadro dessa qualidade? A resposta já havia sido dado: “Quando eu disse que um ano atrás nós estávamos na vanguarda da estupidez mundial, eu, infelizmente, ainda mantenho isso em vários aspectos, porque nós ainda estamos aqui discutindo uma coisa que não tem cabimento”.

Para deixar claro de uma vez, é registro da médica infectologista e epidemiologista Luana Araújo quando esteve na CPI da COVID-19. E ela mesma já havia deixado objetivamente: “É como se a gente estivesse escolhendo de que borda da Terra plana a gente vai pular, não tem lógica”.

Já que é plana, vale o registro da Comissão de Legislação Participativa: os riscos que corre a população em situação de rua durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. É um daqueles eventos que têm transmissão interativa e pode ser visto no canal da Câmara no YouTube.

Voltando ao que interessa, já que combina, as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e a de Relações Exteriores e a de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados realizaram audiência pública conjunta, ontem, sobre a produção de vacinas no país.

“Ainda temos muito a fazer para frear a pandemia, esse horror diário, e devemos continuar realizando cuidados básicos de proteção”, ressaltou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). E ela deixou ainda mais claro: “Seu atraso, sua lentidão significa a morte de pessoas e a depressão econômica do país referente às demais nações do mundo”.

Diante de tudo isso, em especial o tal horror diário, só resta esperar por melhores notícias. Se a Copa América quase monopoliza e política e futebol não se discutem, já basta por hoje.

Coisa do PT

“O auxílio deve ficar aí entre julho e agosto. Eu não acho que a melhor solução seja postergá-lo. Precisamos de um projeto viável para, antes do recesso, votar um projeto de renda permanente em substituição ao Bolsa-Família”. Quem deixa claro é o presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira (PP-AL). Ele acrescentou que postergar o auxílio-emergencial não é a melhor solução. Lira afirmou ainda que a Casa tem todas as condições de votar uma proposta de novo programa de renda antes do recesso parlamentar do meio do ano.

Túnel do tempo

Vale lembrar: “A porta de saída era a vacina, mas ela ainda estava no momento de concepção de fórmula ou na fase 1. Em maio, depois de eu ter saído do ministério, é que a primeira vacina começa a ter a fase 2. Teria ido atrás como um prato de comida.” Desta vez não é declaração de Marcelo Queiroga, mas de outro que entende muito bem da situação. “A gente sabia que a saída era pela vacina”, já havia afirmado o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, em depoimento na CPI da Pandemia no mês passado, isso mesmo, em maio.

Nos trilhos

O presidente da Comissão Pró-Ferrovias Mineiras na Assembleia Legislativa (ALMG), deputado João Leite (PSDB), anunciou que o governador Romeu Zema (Novo) vai assinar, hoje, o decreto que definirá as normas para o aproveitamento das linhas férreas abandonadas no estado. O tucano acredita que o gesto do governador significará o início da retomada ferroviária. João Leite já agradeceu à Polícia Militar, porque vários policiais trabalham na preservação dos trilhos, cuidam dos dormentes, lastro e estações. Cuidam de tudo o que é dos mineiros. “Tudo isso é de grande importância para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais.”

Fala demais!

O Tribunal de Contas da União (TCU) esclarece que não há informações em relatórios do tribunal que apontemq ue  “em torno de 50% dos óbitos por COVID-19 no ano passado não foram por causa da pandemia”, ao contrário da afirmação feita pelo presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, divulgada ontem. A declaração foi dada a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.” E o TCU deixa claro e objetivo que não há informações de que o número de pessoas mortas no país seja menor do que o divulgado pelo Ministério da Saúde em relação à COVID-19.

Para encerrar

“O problema é que o Brasil tem uma classe dominante, uma elite subserviente. Eles não podem fazer nada sem pedir permissão dos EUA.” Do you speak english, Lula? Resposta rápida: “Essa ideia dos americanos de serem um farol para o mundo e não deixar ninguém competir economicamente está errada. Os americanos devem saber que não queremos um xerife ou um tutor, queremos um parceiro”. Tudo isso partiu do ex-presidente, em entrevista ao canal russo RT News, que usa o inglês para trazer as notícias pelo mundo afora.

PINGA FOGO

  • Em tempo sobre a nota Coisa do PT: sei que está virando repetição toda hora sobre o Arthur Lira, mas não dá para resistir: ele é empresário, advogado e, em especial, agropecuarista. Melhor ele próprio registrar: “Nosso problema não é financeiro, o problema é orçamentário”.

  • Mais um em tempo: “Me orgulho muito dos vários anos em que trabalhamos juntos. Que Deus possa confortar seus familiares e amigos”. A declaração é do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) em relação ao secretário-geral da Câmara dos Deputados, Mozart Vianna, que faleceu.

  • “O Brasil perde um servidor público exemplar. Altamente preparado, dedicado e discreto. Por onde passou, Mozart deixou amigos e admiradores, entre os quais me incluo”. Ainda Aécio Neves, sobre Mozart Vianna. A coluna também lamenta. Mozart sempre tratou bem os jornalistas.

  • Defesa Civil Nacional repassa R$ 4 milhões a cidades atingidas por desastres naturais. Como tudo passa por Minas Gerais na política nacional, em Santa Margarida, foi autorizado o empenho e o repasse de recursos ao município no valor de R$ 341.745,31.

  • Para que fique claro são trezentos e quarenta e um mil, setecentos e quarenta e cinco reais e trinta e um centavos para execução de ações de resposta e o prazo de execução será de 180 dias, a partir da publicação desta portaria no Diário Oficial da União (DOU). FIM!
 
 

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