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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Mentiras e falta de credibilidade diante da CPI da COVID

A Capitã Cloroquina Mayra Pinheiro não deu detalhes e muito menos convenceu de suas afirmações os integrantes da comissão do Senado


26/05/2021 04:00 - atualizado 26/05/2021 07:09

A secretária de gestão do trabalho e da educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, contou 11 mentiras segundo o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL)(foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - 25/5/21)
A secretária de gestão do trabalho e da educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, contou 11 mentiras segundo o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) (foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - 25/5/21)

“Se não foi hackeada e não foi modificada a orientação ou determinação do tratamento precoce, por que foi retirada do ar?”, indagou o presidente da CPI da COVID, Omar Aziz (PSD-AM). A secretária de gestão do trabalho e da educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, respondeu que houve foi “extração indevida de dados”.

Sem detalhar e muito menos convencer os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito da COVID. A secretária Mayra Pinheiro é, com razão, conhecida como a “Capitã Cloroquina” pela defesa insistente do remédio.

Antes de continuar, tirem as crianças da sala. “Eles têm um pênis na porta da Fiocruz. Todos os tapetes das portas são a figura do Che Guevara, as salas são figurinhas do Lula Livre, Marielle Vive. É um órgão que tem um poder imenso, porque durante anos eles controlaram, através do movimento sanitarista, que foi todo construído pela esquerda, a saúde do país.”

A reprodução do trecho do vídeo publicado nas redes sociais veio da secretária de gestão do trabalho e da educação na saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, vale repetir, para que não pairem dúvidas sobres as declarações dela.

Mayra Pinheiro ficou mesmo encrencada, já que a equipe de checagem rápida, organizada pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL), apontou até agora pelo menos 11 mentiras no depoimento dela. Algumas delas foram: tratamento precoce, medicamentos para COVID-19, pesquisa na área de infectologia e, como não poderia deixar de ser, a cloroquina.

Já o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), alertou que os senadores votarão, hoje, o convite a nove governadores e 12 prefeitos. Com isso, os governistas, que tentam melar a investigação, perdem um argumento importante na narrativa de proteção ao governo federal. Foi uma boa jogada.

Só que teve bola fora. Calma, nenhuma relação com a CPI. O anúncio de um novo nome cabe ao presidente do Banco do Brasil, Rubem de Freitas Novaes. E ele precisa buscar um substituto para presidente do Fundo de Previdência do Banco do Brasil (Previ), já que José Maurício Pereira Coelho renunciou ao cargo.

Ele estava no cargo há quase três anos, desde o início do governo Bolsonaro. O resultado de sua saída repercutiu no mercado financeiro. O principal motivo, segundo os operadores do mercado, foi uma interferência política.

E claro que as ações do Banco do Brasil na bolsa de valores caíram diante da notícia. Diante disso, sem querer interferir mais sobre as notícias, o jeito é encerrar por hoje. E esperar como o mercado financeiro vai se comportar.

Minas no Palácio

Agenda oficial de ontem, das 10h até 10h30m do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro: os participantes foram: Romeu Zema, governador do Estado de Minas Gerais. Também participaram: Flávia Arruda, ministra de Estado Chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL–MG).

E tem Santa Casa

O presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Mirocles Campo Véras Neto. E tinha uma coleção de ministros na agenda oficial. Um deles faz sentido. É o ministro de Estado da Saúde, Marcelo Queiroga. Os demais eram ministros e uma imensa coleção de parlamentares. E, entre eles, estava o deputado Pinheirinho (PP-MG).

Você crê nisso?

O Movimento Acredito é um movimento brasileiro fundado em 2017, em meio à crise política e econômica no país, que declaradamente visa combater a polarização política e a desigualdade social no país. Com dentes afiados, uma foice, sangue pingando e uma caixa de cloroquina na mão, apelidada de “cloropina”, o boneco Capitão Cloroquino foi instalado, ontem, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. E chamou a atenção por quem esteve por lá. É claro que o boneco deixa claro que o alvo era o presidente da República.

A novela...

...ainda vai continuar, mas desta vez entra em seu ritmo final de fato. Os deputados Alexandre Leite (DEM-SP) e João Marcelo Souza (MDB-MA) têm 10 dias úteis, a contar de ontem, para apresentar seus pareceres relativos aos processos por quebra de decoro parlamentar contra os deputados Daniel Silveira (PSL-RJ) e Coronel Tadeu (PSL-SP). Leite e João Marcelo são os relatores dos casos e ouviram os depoimentos de Silveira e Tadeu, Com isso, foi encerrada a fase de instrução probatória no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Os artistas

Querem que o show continue. Eles denunciaram aos deputados da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados que os trabalhadores culturais sofreram dificuldade de acesso ao auxílio financeiro da Lei Aldir Blanc, que tenta apoiar profissionais da área prejudicados pelas medidas de distanciamento social por causa da COVID-19. “Precisamos de uma política permanente, que possa acolher e dar liberdade.” O ativista Diego Oliveira, da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apontou serem necessárias leis que garantam a pluralidade e diversidade no setor cultural.

Pinga-fogo

Enfim, uma notícia boa. Mais três mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) para produção da CoronaVac chegaram a São Paulo na tarde de ontem. Com o material, o Instituto Butantan produzirá 5 milhões de doses da vacina contra a COVID-19. E tem mais, só que para junho.

O que o Butantan faz? Resposta rápida: o Instituto desenvolve estudos e pesquisa básica nas áreas de biologia e de biomedicina relacionados, direta ou indiretamente, com a saúde pública e realiza missões científicas no país e no exterior.

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) apontou riscos de descontinuidade de políticas públicas e precarização dos serviços oferecidos por órgãos federais, estaduais e municipais.

“São 30 anos de conquistas de direitos sociais e trabalhistas – como estabilidade, licença-prêmio, licença -capacitação e desenvolvimento profissional para atender ao público – colocados em xeque”. Quem diz é a conselheira do Conade Daiane Mantoanele.

Tudo isso são ataques da reforma administrativa do governo do presidente Jair Messias Bolsonaro. Sendo assim, melhor esperar para ver como esta novela vai terminar. FIM!
 

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