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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Quebra de hierarquia na CPI da Covid: O general leal ao capitão Bolsonaro

Renan Calheiros disse que Pazuello passou o tempo todo tentando buscar blindagem para proteger o presidente Bolsonaro


20/05/2021 04:00 - atualizado 20/05/2021 07:13

Eduardo Pazuello prestou depoimento durante sete horas, passou mal e volta na manhã desta quinta-feira para continuar(foto: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO)
Eduardo Pazuello prestou depoimento durante sete horas, passou mal e volta na manhã desta quinta-feira para continuar (foto: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO)
O general foi leal ao capitão é o resumo da sessão de ontem na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID-19. “Em hipótese alguma, o presidente nunca me deu ordens diretas para nada”. Eduardo Pazuello se graduou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ), como oficial de intendência, o que é, no Exército, o militar especializado em tarefas administrativas e logísticas.

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) destacou que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello passou o tempo todo tentando buscar uma blindagem para proteger o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

“Inclusive divagando com relação à objetividade das respostas das perguntas que fazíamos”, continuou Renan. E ele acrescentou, voltando um pouco no tempo: “em outubro do ano passado, Pazuello gravou um vídeo dizendo que sua relação com o presidente é de um manda, o outro obedece”.

O ex-ministro, pelo jeito, deu razão a Renan. Pazuello destacou: “Nenhuma vez eu fui chamado para ser orientado pelo presidente da República de forma diferente com aconselhamentos externos. Nunca, nem uma vez. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Daí para ele trazer de lá qualquer orientação contrária a minha, nunca houve”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) “não impõem nada para nós. Nossa decisão é plena, o Brasil é soberano para tomar suas decisões em qualquer área, inclusive saúde”. Só que antes já havia avisado: muitos países da América Latina estão indo na direção correta, menos o Brasil.

O diretor de emergências da OMS, Mike Ryan, foi direto ao ponto ao lembrar que a variante do Coronavírus da COVID-19 identificada em Manaus é altamente contagiosa. Acrescentou ainda que já é dominante no país. A notícia mais quentinha, no entanto, veio da entrevista à BBC News Brasil feita por e-mail, o microbiologista John McConnell. Ele avaliou o atual ritmo de vacinação no mundo e destacou que o fim da pandemia está necessariamente vinculado às ações globais.

“Acredito que nós conseguiremos sair juntos dessa pandemia, desde que não percamos o foco. Só assim faremos que a luz no fim do túnel não seja destinada apenas para ricos e afortunados, mas para todos”, é ainda de McConell.

Para encerrar, tem a “Capitã Cloroquina”. O depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, foi adiado para terça-feira que vem. Se é o KIT COVID-19, basta por hoje.


(foto: NITRO IMAGENS/MRV 6/1/21)
(foto: NITRO IMAGENS/MRV 6/1/21)


Energia solar


Minas Gerais é o primeiro estado a atingir 1 GW em potência instalada de energia solar! “Limpa e renovável, a energia solar (foto) gerou 30 mil novos empregos, especialmente no ensolarado Norte de Minas, e trouxe mais de R$ 1 bilhão em recursos para os governos municipais, estadual e federal investirem em saúde, educação, saneamento, entre outros serviços públicos”. Quem destaca é o deputado estadual Gil Pereira (PSD). Ele ressalta que isso é “fruto de muito esforço, da luta que travei desde 2012 pela inovação das leis estaduais de incentivo ao setor de geração distribuída solar.

E tem mais:


“Toda essa energia solar é produzida a partir de painéis fotovoltaicos instalados nos telhados e nas áreas de casas, prédios residenciais, condomínios e edifícios públicos”, ressaltou ainda o deputado Gil Pereira. E acrescentou que “desde 2012, a energia solar gerou mais 30 mil empregos diretos e indiretos em Minas Gerais. Isso fez com que foram atraídos R$ 5 bilhões em investimentos. Foram investidos cerca de R$ 1 bilhão em recursos pelo poder público, em saúde, educação, saneamento e por aí vai.


A gravata


“O que me deixou chateado com essa CPI foi o Pazuello copiando minha gravata. Era meu padrão desde 2009 pra dar entrevista internacional, pô...” A declaração é do @LulaOficial. A gravata com as cores da bandeira nacional foi utilizada não apenas pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas por toda a comitiva brasileira que defendeu a candidatura do Rio diante do Comitê Olímpico Internacional (COI). A internet não perdoou. Imagens do ministro Eduardo Pazuello de terno e gravata coincidente do ex-presidente Lula se espalharam pelas redes.

Conta tudo


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Isabel Correia Pinheiro, para permanecer em silêncio ou se ausentar da Comissão Parlamentar de Inquérito, ou seja, na CPI da COVID19, para a qual foi convocada a prestar depoimento, amanhã, como testemunha. O ministro garantiu a Mayra o direito de ser assistida por advogado e de ser inquirida com urbanidade e respeito. Ao indeferir o pedido, Lewandowski reafirmou a legitimidade da CPI para apurar eventuais responsabilidades de autoridades públicas ou particulares.


Os madeireiros


Chama que a Polícia Federal (PF) vem aí. O fato é que teve mais uma operação, ontem logo de manhã, que inclui entre os seus alvos endereços ligados ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. A investigação, que começou mês passado, mira os funcionários públicos acusados de facilitar a exportação ilegal de madeira. As medidas, que incluem mandados de busca em endereços de Salles, foram determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.



PINGAFOGO


Mais Lula: e não foi só isso. Ele usou a mesma gravata quando o então juiz Sergio Moro (foto) era o responsável pelos processos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal. Moro o condenou. O mundo dá voltas, né?

Em tempo: ainda sobre o ministro Salles: as apurações começaram em janeiro a partir de informações de autoridades estrangeiras que alegaram desvio de conduta de servidores públicos na exportação. O delegado e chefe da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, defendeu a legalidade da operação.


Mais um Em tempo: desta vez sobre a nota Conta tudo: “Nada há nos autos que leve à conclusão de que se deva deferir à paciente o direito de permanecer calada durante seu depoimento. Essa proteção constitucional é reservada aos que são interrogados como investigados, acusados ou réus”.

Em sessão deliberativa remota nesta quarta-feira (19), o plenário do Senado aprovou projeto de decreto legislativo (PDL), que ratifica acordo de serviços aéreos entre o Brasil e a Turquia que foi firmado em 2017.

Isso mesmo, quatro anos atrás. Haja agilidade, né? Para registro, o senador Marcos do Val (Podemos-^ES), foi o relator da proposta e apresentou parecer favorável. O projeto agora será promulgado pelo próprio Congresso Nacional. Basta por hoje, né? FIM!


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