Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas COLAPSO

Depois de Dilma, panelaço vai cozinhando também Bolsonaro

Por causa do colapso na rede hospitalar de Manaus com a COVID, presidente foi alvo de protestos na sexta-feira em todo o país


17/01/2021 04:00 - atualizado 17/01/2021 07:23

Indignação com a postura do governo federal diante da pandemia de coronavírus reativou panelaços nacionais(foto: TÚLIO SANTOS/EM/D.A PRESS)
Indignação com a postura do governo federal diante da pandemia de coronavírus reativou panelaços nacionais (foto: TÚLIO SANTOS/EM/D.A PRESS)

Cidades de todo o país fizeram mais um panelaço na noite de sexta-feira contra o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Convocado em várias redes sociais, desta vez o protesto teve como um de seus motivos o colapso no sistema de saúde de Manaus, que sofre com falta de cilindros de oxigênio e de outros equipamentos hospitalares.
Convocações para o protesto diziam: “Sem oxigênio, sem vacina, sem governo. #brasilsufocado”. Ciro Gomes pegou carona: “Enquanto nossos irmãos e irmãs de Manaus morrem sem oxigênio, Bolsonaro insiste em indicar medicamentos sem eficácia comprovada”. Bastaria, mas acrescentou o pedetista: “genocida”.

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) deve ter adorado. Ela também foi alvo desse tipo de manifestação popular. Naquela época, as panelas ficaram marcadas como o instrumento símbolo de uma classe média de direita nos centros urbanos, revoltada com a crise econômica que erodiu a popularidade da petista. O primeiro panelaço contra Dilma foi registrado em 8 de março de 2015, um domingo, durante o pronunciamento da presidente por ocasião do Dia Internacional da Mulher.

O domingão de hoje, no entanto, será bastante diferente. Nada de Dilma, muito antes pelo contrário. É agenda séria e atual. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai tratar dos pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra a COVID-19.

A reunião começa às 10h, com direito a transmissão on-line em várias redes sociais. A Anvisa vai analisar, por enquanto, as solicitações sobre a aplicação de dois imunizantes: o desenvolvido pela Universidade de Oxford/AstraZeneca e a da CoronaVac. O jeito então é esperar o resultado do encontro.

Enquanto isso não ocorre, há um guia. Isso mesmo, ele foi lançado pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). “É esperado que o médico reumatologista esteja familiarizado e se mantenha atualizado sobre as características, eficácia e segurança das vacinas contra COVID-19 para melhor orientar seus pacientes. É necessário considerar tanto a situação epidemiológica local quanto os riscos e benefícios desta tomada de decisão compartilhada”, ensina a cartilha.

O fato é que o guia destaca que a população com doenças reumáticas autoimunes não é considerada grupo de risco para a pandemia. Afinal, destaca que os dados da China, Europa e Estados Unidos não revelaram maior incidência e gravidade da COVID-19 nesses pacientes.

O melhor a fazer então é encerrar por hoje, deixar o passado pra lá e torcer para que a vacina chegue o mais breve possível, não é mesmo?

Nada de bênção

Há briga boa na formação da nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. A eleição do presidente e demais integrantes da Mesa Diretora será em 1º de fevereiro. E como não poderia deixar de ser, claro que passa por Minas Gerais, como tudo na política nacional. O fato é que o Palácio do Planalto corre risco de perder mais uma parada. O deputado Mário Heringer (PDT-MG) sugere que todos terão de apresentar o voto aberto. “Aí, todo mundo vai saber quem tá com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e só abençoa o Palácio do Planalto. Ou quem estará do lado da independência do Legislativo.”

Jeito tucano

Só subiu no muro para fazer o comercial. O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) também anunciou a sua candidatura. Foi na quinta-feira. Ele destacou que, se eleito, vai acatar um processo de impeachment contra o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido). “Não tenho cargos para oferecer, ao contrário dos outros grandes candidatos que existem. Não tenho emendas parlamentares de R$ 15 milhões, mas tenho um trunfo na mão: sou o único candidato com coragem para colocar no primeiro minuto de mandato o processo de impeachment.” Frota é deputado de primeiro mandato, e seu comercial foi por vídeo.

A implicância

Minha casa, minha vida. Ops! Casa verde amarela. O fato é que o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que regulamenta o programa habitacional do governo federal. A meta prevista é atender 1,2 milhão de famílias até o fim de 2022. Lançada em agosto do ano passado, a iniciativa, que foi coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), busca facilitar o acesso da população a uma moradia digna. Com a publicação do decreto de regulamentação, além do financiamento, o Casa verde e amarela poderá iniciar as ações de melhoria, como de banheiro ou de piso, por exemplo.

Tomou injeção?

“Desde o início, fomos ágeis em tomar medidas. Praticamente dobramos o número de leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) e de enfermaria e adquirimos os respiradores mais em conta do Brasil, porque antecipamos a demanda. Esta segunda onda da pandemia tem exigido um esforço muito grande do setor da saúde, mas devido a este fortalecimento da rede temos conseguido atender todos os mineiros.” Todos esses registros partiram do governador Romeu Zema (Novo). E sugeriu: “Use a máscara”.

Para finalizar

Resolução da Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) libera, pelo período de 90 dias, a emissão de Autorização de Viagem de Caráter Ocasional para o transporte internacional de oxigênio. O fato é que a ANTT flexibilizou as regras para o transporte nacional e internacional de oxigênio para uso hospitalar destinado ao Amazonas. O argumento fala por si: “Situação de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus”. O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, postou em uma rede social que ontem saíram do país os primeiros caminhões com oxigênio com destino a Manaus.

Pinga-fogo

Agora é fato: o projeto de lei de autoria dos deputados Antonio Carlos Arantes e Dalmo Ribeiro virou lei. A sanção foi feita pelo governador Romeu Zema (Novo). A nova lei institui a política de incentivos à inovação tecnológica, a “Lei das Startups”, segmento que mais cresce no mundo.

Com o objetivo de agilizar o transporte das vacinas contra a COVID-19, além de insumos, aparelhos e pessoal da saúde, o governador Romeu Zema determinou que as aeronaves oficiais do estado sejam para transportar imunizantes e insumos em Minas Gerais. São nove helicópteros e sete aviões.

Longe das notícias neste fim de semana, o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) apanhou do mesmo jeito. Se teve panelaço, teve pregação de partidos da esquerda para um eventual impeachment. É improvável, mas ele já deve estar com uma pulga atrás da orelha.

Por fim, o jornal americano The Washington Post publicou ontem que há pelo menos 13 policiais suspeitos de invadir o Capitólio. Já que eram apoiadores do Donald Trump, nada mais é necessário acrescentar. Aliás, 13? Esse número anda dando azar na política brasileira também.

 Já que é assim, melhor aproveitar o domingão para relaxar um pouco e reunir a família. Anda difícil, mas fazer o quê, não é?
 



*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade