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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

O poder do voto com direito a trilha sonora de rock nas eleições hoje

Até vocalista da banda Pink Floyd está pedindo voto para candidata brasileira


15/11/2020 04:00

Roger Waters, vocalista do Pink Floyd, pediu votos para a viúva de Marielle Franco(foto: ODD ANDERSON/AFP - 24/10/19)
Roger Waters, vocalista do Pink Floyd, pediu votos para a viúva de Marielle Franco (foto: ODD ANDERSON/AFP - 24/10/19)


“O voto é um instrumento poderoso para admitir ou demitir os gestores públicos de suas cidades. Não deixe de fazer, exceto se houver a recomendação explícita de autoridade sanitária. Caso contrário, estamos conclamando a população a comparecer aos locais de votação, usando sua máscara de proteção desde quando sair de casa.” A declaração é do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin.

Ele ressaltou que, “nas seções eleitorais, o eleitor deve manter o distanciamento determinado nas filas, respeitando horários para não haver aglomerações. Mesários e espaços para votar estão preparados para oferecer segurança no exercício do voto. Comparecer às urnas amanhã é fazer a diferença”.

O fato é que o período de pandemia causado pela COVID-19 fez com que alguns protocolos de segurança sanitários fossem tomados. Tanto que exige esforço e diálogo entre os mais diversos da sociedade.

Falar nisso, tem uma notícia que foi divulgada pela assessoria de imprensa da deputada federal e candidata à Prefeitura de Belo Horizonte, Áurea Carolina (Psol). Ontem, ela recebeu a confirmação de que está contaminada pelo coronavírus. Já quem não está é um astro do Pink Floyd, que costuma ser suprapartidário. Em maio, ele participou de uma live que reuniu Marina Silva (Rede) e os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O fato é que Roger Waters, do Pink Floyd, declarou, em português: “Retire o Brasil dos assassinos e bandidos, dos milicianos, e devolvam-no ao povo”. Ele estava se referindo, com direito a pedir voto, à viúva Mônica Benício. Basta deixar claro que se trata de Marielle Franco, que foi emboscada e assassinada em 2018. “Vote, vote, vote...”

Sem nenhuma trilha sonora, por outro lado, tem mais gente graúda pedindo voto no Rio de Janeiro. É nada menos que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Ele deve viajar, hoje, para o Rio de Janeiro. É lá que ele vai, mas não para votar, óbvio, já que a eleição é municipal. Ele vai é dar uma força de última hora para apoiar o filho Carlos Bolsonaro, que concorre ao seu sexto mandato como vereador.

Por fim, teve checagem. Ela foi feita por representantes da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público Federal, Senado, Câmara dos Deputados, Conselho Federal de Engenharia e Agricultura e da Sociedade Brasileira da Computação (SBC) e um representante da Organização dos Estados Americanos (OEA). O fato é: “O sistema foi checado e dado como íntegro”.

O mau uso

Mais rigor na elaboração de termos de cessão de uso de bens ferroviários para prefeituras. Essa foi uma das demandas apresentadas ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em audiência pública na Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras, da Assembleia Legislativa (ALMG). Melhor ir direto ao ponto que interessa: em diversos municípios mineiros, há mau uso desses bens vinculados a trechos e serviços desativados que estão sob a guarda do Dnit. Um exemplo disso é a retirada de trilhos, o que dificultará a retomada ferroviária.

Credenciais

Tradicionalmente, um embaixador assume o posto após a entrega de documentos enviados pelo presidente de seu país ao governo do país onde atuará. O fato é que o presidente Jair Bolsonaro recebeu sexta-feira as credenciais de três novos embaixadores no Brasil. Foi em cerimônia reservada, no Palácio do Planalto. A partir de agora, estão habilitados a despachar no país os representantes da Tailândia, Nitivadee Manitkul; do Panamá, Miguel Lecaro Bárcenas; e o de Cabo Verde, José Pedro Chantre D’Oliveira.

Virou chacota

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é o mais antigo conselho da República e foi criado pela Lei 6.938, de 1981. Isso mesmo, em plena ditadura militar. É ele que cuida, até hoje, da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). Feito esse registro histórico, melhor atualizar: pelo menos dois encontros entre os militares ocorreram ao longo da semana passada. Em ambos, a reclamação principal é que eles viraram motivo de chacota por causa do discurso do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), diante de querer enfrentar os Estados Unidos (EUA) em defesa da Amazônia.

@Osmarterra...

...informa pelo Twitter: “Comunico aos que me seguem que testei positivo para COVID-19. Estou bem e sem sintomas. Já iniciei tratamento precoce com hidroxicloroquina e ivermectina. Comecei o isolamento em casa e cumprirei minha agenda de forma remota nos próximos dias, seguindo as instruções médicas”. É o tweet publicado. Já o túnel do tempo informa: não devemos deixar o medo nos paralisar. A vida continua, o trabalho continua… De acordo com o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra (foto), que é médico, a pandemia chegaria no fim em junho.

Ao encerrar…

Com uma carreata, vale o registro: “Fizemos uma campanha bonita, sem estrutura, sem máquina, com pouquíssimo tempo na TV e mesmo assim estamos em segundo lugar. Isso mostra que ainda é possível fazer política de outro jeito”. Tinha mais na declaração do candidato do Psol à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, mas vale um registro. De acordo com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele fez campanha com R$ 3,9 milhões. Para efeito de comparação, a campanha do prefeito Bruno Covas (PSDB), que disputa a reeleição, recebeu R$ 15,3 milhões.

PINGA FOGO

  • Em tempo: sobre a nota envolvendo Boulos e Bruno Covas. Vale o registro. O tucano tem estrada e histórico familiar na política. Mário Covas (foto) foi deputado federal, prefeito e governador de São Paulo, além de senador. E na época da ditadura foi cassado pelo AI-5.
  • Já Guilherme Boulos não deixa claro sobre um eventual apoio de partidos de esquerda, como de PT, PCdoB e PDT caso vá para o segundo turno. Ele foi indagado sobre isso, mas preferiu não bater o martelo e esperar antes de tomar uma decisão.
  • “Eles sabiam que iam trapacear.” É o ainda presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tentando  melar a vitória que quase todo o mundo já cumprimentou o presidente eleito, Joe Biden. Já o Bolsonaro, amigo dele… Deixa pra lá!
  • A propósito da nota Credenciais: a apresentação das cartas ao presidente da República é uma formalidade sobre as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Se não for recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar seu país em audiências ou solenidades oficiais.
  • O jeito então é diplomaticamente sair de fininho e esperar o que as urnas vão revelar nas eleições municipais. E vale desejar que todos sejam capazes de fazer boas escolhas na hora da votação. Ah! Bom domingo!
 
 

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