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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Paulo Guedes é escalado para mudar imagem do Brasil no exterior

Reação do governo brasileiro decorre da pressão de investidores e de ambientalistas


postado em 14/07/2020 04:00 / atualizado em 14/07/2020 07:46

Ministro Paulo Guedes representou o Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)(foto: MARCOS CORREA/PR)
Ministro Paulo Guedes representou o Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) (foto: MARCOS CORREA/PR)


Depois de ser pressionado por diversos investidores internacionais, que em boa parte mudaram de postura já há algum tempo, o governo brasileiro não teve alternativa. Pelo menos, está tentando mudar a imagem do Brasil em relação à preservação da floresta amazônica.

Ontem, quem foi escalado foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, que participou de evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para tentar mudar a imagem do Brasil em relação à preservação da Amazônia. Antes tarde do que nunca.

Sem a participação do ministro Guedes, dias atrás, quem foi indicado para tentar amenizar a pressão foi o vice-presidente Hamilton Mourão. Ele se reuniu na semana passada com representantes de dez dos maiores fundos de investidores internacionais. O ministro não esteve presente e correu agora para amenizar o mal-estar.

Voltando a Guedes, vale o registro: “O Brasil sabe da importância do crescimento sustentável do ponto de fiscal e ambiental. O Brasil é um país que alimenta o mundo preservando o meio ambiente. Se há excessos e se há erros, corrigiremos”. E, assim como Mourão, Guedes também acrescentou: “Sabemos respeitar tanto o nosso meio ambiente quanto os povos indígenas. Sabemos que temos que preservar e proteger e queremos apoio para fazer isso melhor”.

Nem tudo são flores. Afinal, ontem, no mesmo dia, foi devidamente publicado no Diário Oficial da União (DOU) a exoneração da coordenadora-geral de Observação da Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a pesquisadora Lubia Vinhas, que cuidava de monitorar exatamente a devastação florestal. Antes também já havia sido exonerado o presidente do Inpe Ricardo Galvão.

De volta ao vice-presidente Hamilton Mourão, vale mais um registro, quentinho, de ontem: “A gente não nega que houve desmatamento além daquilo que pode ser considerado aceitável, ou seja, dentro dos 20% de cada propriedade rural e fora das unidades de conservação e terras indígenas”.

E teve genialidade, já que foi um debate virtual promovido pela Genial Investimentos nas redes sociais. Só que o vice-presidente optou por lamentar: “O governo federal herdou um problema de gestões anteriores com a falta de funcionários nos órgãos ambientais. Isso vem ocorrendo porque as nossas agências ambientais foram perdendo a sua capacidade operacional”.

Sendo assim, deixando o lamento de lado, o melhor a fazer é encerrar por hoje. A semana está apenas começando. Quem sabe traga notícias mais agradáveis… Não custa tentar, né?

“Idade das trevas”

“A Lava-Jato foi um dos maiores presentes que o Brasil já teve. Graças a todas essas instituições e esses profissionais, que trouxeram à tona o que estava por baixo desse pano obscuro da corrupção. Estão querendo destruir essa operação para poder voltar à idade das trevas, mas estamos aqui, justamente, para não deixar a Lava-Jato morrer”. Declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos–RN). Para os parlamentares do partido, o legado da Lava-Jato é incontestável. De acordo com dados do Ministério Público Federal (MPF), em seis anos, a operação registrou a devolução de mais de R$ 4 bilhões aos cofres públicos.

O atentado

“É o maior erro da história do Brasil querer acabar com a Lava-Jato. Essa operação conseguiu colocar a mão nos maiores corruptos do país, tanto da classe política quanto na classe empresarial. E quem se atrever a acabar com a Lava-Jato vai pagar um preço muito alto politicamente. E esse será um atentado ao combate à corrupção”, acusa o deputado federal José Nelto (GO). É preciso chamar a sociedade, envolver o Ministério Público, juízes e políticos que têm compromisso de pôr fim à corrupção no Brasil para defender a Operação Lava-Jato e todas suas conquistas.

A audiência

Os parlamentares da comissão mista pretendem ter informações mais detalhadas sobre as perspectivas da execução financeira e das metas fiscais relacionadas à COVID–19. O fato é que deputados e senadores querem acompanhar e com os devidos detalhes o que tem a dizer o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner de Campos Rosário. Eles querem mais informações sobre as perspectivas da execução financeira e das metas fiscais diante do combate da pandemia. A audiência será realizada hoje, a partir das 10h, e poderá ser vista na internet.

Motivo tem

Só neste último fim de semana mais dois senadores fizeram questão de informar que tiveram testes positivos para o novo coronavírus. Desta vez, Leila Barros (PSB-DF) e Sérgio Petecão (PSD-AC) foram diagnosticados com a COVID–19. Eles se somam ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM–AP), que confirmou ter contraído a doença ainda no início da pandemia. Se juntam a eles, para registro, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), para ser elegante com as mulheres à frente, e ainda Nelsinho Trad (PSD-MS), Jayme Campos (DEM-MT) e Rogério Carvalho (PT-SE). Tudo notícia oficial do Senado.

O aniversário

Vale, de fato, celebrar. E foi o que houve ontem na Assembleia Legislativa (ALMG), por iniciativa das deputadas estaduais sobre o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) Laura Serrano (Novo) e Ana Paula Siqueira (Rede). Elas destacaram  que “o estatuto inovou ao colocar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos e deveres. Desde 1990, superamos a mortalidade infantil, a partir da garantia de atendimento no pré-natal e na primeira infância”, destacou Ana Paula Siqueira. Laura Serrano destacou que “a frente é suprapartidária e busca consensos para gerar resultados”.

PINGA-FOGO

  • O detalhe é que nem batizada foi a operação da Polícia Federal (PF). Basta apenas um registro: a prisão foi por porte de arma, mas se condenado pelos crimes contra a segurança nacional, calúnia e difamação, o preso poderá cumprir até 13 anos de prisão.
  • Seguindo todos os protocolos de cuidados do Ministério da Saúde em face da pandemia de COVID–19, a Polícia Federal continua trabalhando para a manutenção da lei e da ordem, preservando o estado democrático de direito.
  • Em tempo, sobre a nota O atentado: “Quero que a população brasileira fique de olho em quem está contra o combate à corrupção. Não podemos aceitar retrocessos”, concluiu o deputado José Nelto (Podemos–GO). Detalhe mineiro: ele faz política em Goiás, mas nasceu em Tiros (MG).
  • Mais um, desta vez sobre a nota O detalhe: no Brasil, a atual Lei de Segurança Nacional (LSN) é a de número 7.170, de 14 de dezembro de 1983, que define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, além de estabelecer seu processo e julgamento.
  • O Brasil teve diversas leis de segurança nacional, desde a Lei 38, de 4 de abril de 1935, o que faz lembrar de ditaduras na história nacional.

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