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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Bolsonaro monopoliza com feriado em Brasília

Presidente lamentou vitória de Alberto Fernández na Argentina


postado em 29/10/2019 06:00 / atualizado em 29/10/2019 08:58

Vice-presidente eleita, Cristina Kirchner discursa na volta do peronismo ao poder na Argentina(foto: Alejandro Pagni/AFP)
Vice-presidente eleita, Cristina Kirchner discursa na volta do peronismo ao poder na Argentina (foto: Alejandro Pagni/AFP)

Sair do partido? Resposta rápida: “Por enquanto eu não pretendo”, avisou o presidente Jair Bolsonaro (PSL), quando se despediu de um dos hotéis mais luxuosos e caros do mundo, o Emirates Palace. Mas, pelo jeito, deixou em aberto: “Eu nunca saltei de paraquedas sem ficar com um paraquedas reserva”. Faz sentido, só que acrescentou: “Mas todas as possibilidades” estão devidamente colocadas na mesa.

Uma delas é lamentar a derrota de seu parceiro argentino, Maurício Macri, e a volta da turma ligada ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do presidente eleito Alberto Fernández e, em especial, da vice-presidente eleita, Cristina Kirchner. “Lamento. Eu não tenho bola de cristal, mas eu acho que a Argentina escolheu mal”. É, pelo jeito, nem mesmo a camisa amarelinha da Seleção Brasileira que Bolsonaro deu de presente a Macri deu sorte. Com a rivalidade no futebol, deve ter é atrapalhado.

Peronista que é, o presidente eleito não deixou barato: “Um homem extraordinário que está injustamente preso há um ano e meio”, afirmou. “Feliz aniversário, querido Lula. Espero te ver em breve”, escreveu Fernández no Twitter e fazendo questão de citar a hashtag #LulaLivre. Para lembrar, ele visitou Curitiba para estar com Lula em plena campanha eleitoral.

Em dia de feriado para os servidores públicos, melhor voltar à bola de cristal e definir o conceito de diplomacia: ela consiste na ação civilizada e pacífica de se relacionar com diferentes grupos, nações ou sociedades. Representa um instrumento típico da política externa dos países. E ela se constrói na necessidade de manter as relações entre os diferentes Estados soberanos equilibradas.

E tem mais: a diplomacia é a forma como as nações civilizadas lidam com os seus antagonismos, procurando resolver as divergências sem o uso da violência ou de ofensas.

Agir com diplomacia é ter respeito pelo próximo, sabendo lidar de modo pacífico perante diferentes situações e comportamentos. E a principal função do diplomata deve se basear em estabelecer e manter relações internacionais, de preferência, que sejam coerentes e duradouras.

Por fim, tem o ministro Ernesto Araújo aquele que tratou o aquecimento global como “uma invenção marxista”. Isso já passou um tempo, a nova declaração dele trata é de registrar que “a chave de ouro ainda estava por vir em sua própria praia: “Os sinais são os piores possíveis. Fechamento comercial, modelo econômico retrógrado e apoio às ditaduras parece ser o que vem por aí”.

Vinho chapinha

Depois do feriado de ontem, hoje já tem encontro marcado que vai reunir o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o prefeito da Bahia, ACM Neto (DEM), o presidente do PDT, Carlos Lupí, além do deputado federal Mário Heringer (PDT-MG), o anfitrião do encontro, que terá a presença de Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado na eleição presidencial do ano passado. No cardápio, as eleições municipais do ano que vem e as de presidente em 2022. No cardápio de Heringer, claro que brincando, será servido vinho Chapinha, não a política, a bebida mesmo e carne seca com abóbora.


Exportações

Negócio é negócio em que não se deve misturar política. É o relato, por unanimidade, de todos os executivos das principais empresas brasileiras que têm negócios com a Argentina. Começa e não é de brincadeira pela Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), passa pelos sapatos da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e, como não poderia deixar de ser, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (Abex). Bastam só esses exemplos diante dos ataques à Argentina, que compra muito do Brasil. Pelo jeito, só a ficha do presidente Bolsonaro ainda não caiu.

Agora é direto

E só com passageiros. Novidades para os mineiros que adoram as praias do Espírito Santo e de viajar com mais segurança. Em janeiro, mês de férias, quem quiser seguir de trem de Belo Horizonte a Vitória, ou de Vitória a Belo Horizonte, poderá escolher três horários para cumprir o trajeto. Esses trens só servirão aos passageiros. Quem deu a notícia foi o deputado João Leite (PSDB), presidente da Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa (ALMG).

Sem descarrilar

O deputado tucano confirmou que o acordo foi fechado com a empresa Vale, que já opera a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) – é assim mesmo o nome oficial – da ferrovia que transporta minério e passageiros. O tucano, que esteve no Tribunal de Contas da União (TCU) alguns dias atrás, em busca de informações sobre a antecipação da renovação da concessão ferroviária Vitória a Minas, adiantou ainda que já há previsão de começar a sair do papel a construção do contorno ferroviário da cidade de Governador Valadares.

É hoje!

Será que agora vai? A informação é que estão previstas para amanhã as oitivas das seguintes testemunhas arroladas nos processos em desfavor do deputado Boca Aberta (Pros-PR). A testemunha arrolada pelo relator, deputado Alexandre Leite (DEM-SP) foi o seu colega também deputado Hiran Gonçalves (PP-RR). Já o deputado Boca Aberta arrolou as seguintes testemunhas em seu favor: Alecsandro Félix da Silva, Márcio Aurélio Elesbão, Ary Antunes Júnior e Everton Luiz de Assis. O detalhe, em novo negrito, é: “Informações: PAUTA SUJEITA A ALTERAÇÕES”. Melhor ficar atento e conferir.

Pinga-fogo

Em tempo: em entrevista recente ao Estado de Minas, Ciro Gomes partiu para o ataque pluripartidário. “O bolsonarismo e o petismo se sustentam” e condenou como um curto-circuito a privatização da Cemig, pretendida pelo governador Romeu Zema (Novo).

Mais um: “As forças do mal estão celebrando. As forças da democracia estão lamentando pela Argentina, pelo Mercosul e por toda a América do Sul. Mas o Brasil continuará inteiramente do lado da liberdade e da integração aberta”. Ainda do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

O ex-ministro Henrique Meirelles depôs no caso Lula: um trecho já bastaria, mas ele relatou que “entre as coisas que eu fiz questão de preservar foi o Banco Central (BC)”. É claro que se trata da Odebrecht e os tais R$ 40 milhões, sem correção, óbvio.

E olha que foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quem o arrolou como testemunha. E Meirelles acrescentou: “Eu fui presidente do Banco Central e eu dizia que sou autônomo e não aceitava opinião, nem de ministro da Fazenda, nem de qualquer outro ministro”.

Diante de tudo isso, sem maiores opiniões por hoje, como o Meirelles, o jeito é encerrar a coluna por hoje. Quem sabe, depois do feriado em Brasília, o dia de hoje traga alguma surpresa na política nacional, o que está em falta faz tempo.
 


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