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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Mourão na Presidência e seus ''despachos internos''

O general Mourão passou recibo: ''Eu podia me lembrar das palavras em francês, mas vou lembrar em inglês: he's getting his minutes of fame''. E finalizou: ''tá bom? Só isso''


postado em 24/09/2019 06:00 / atualizado em 24/09/2019 08:00

Hamilton Mourão foi questionado sobre o aceno do presidente francês Emmanuel Macron (foto: MARCELO FERREIRA/CB/D.A PRESS)
Hamilton Mourão foi questionado sobre o aceno do presidente francês Emmanuel Macron (foto: MARCELO FERREIRA/CB/D.A PRESS)

O mundo inteiro estará hoje de olho no discurso de Jair Bolsonaro (PSL), aquele que, tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Se estivesse na comitiva a sugestão a Bolsonaro seria rezar na cartilha de nada menos que o Papa Francisco.

Videomessaggio del Santo Padre Francesco in occasione del Climate Action Summit, che si tiene oggi alla sede dell’Onu di New York. Se trata de uno de los principales desafíos que debemos afrontar y para ello la humanidad está llamada a cultivar. Feito este registro, melhor ir direto ao ponto.

“El problema del cambio climático está relacionado con cuestiones que tienen que ver con la ética, le equidad y la justicia social. La situación actual de degrado ambiental está conectada con el degrado humano, ético y social, tal y como experimentamos cada día. Y esto nos obliga a pensar sobre el sentido de nuestros modelos de consumo y de producción, y en los procesos de educación y de concienciación para hacer que sean coherentes con la dignidad humana”.

E continua o Papa: Estamos frente a un “desafío de civilización” en favor del bien común. Y esto es claro, como también es claro que tenemos una multiplicidad de soluciones que están al alcance de todos, si adoptamos a nivel personal y social un estilo de vida que encarne la honestidad, la valentía y la responsabilidad.

Me gustaría que estas tres palabras clave: honestidad, valentía y responsabilidad, ocuparan un lugar central en vuestros trabajos de hoy y de mañana, que acompaño desde aquí con mis mejores deseos y con mi oración. Muchas gracias.

Nem precisa traduzir, está tão clara a mensagem papal, que propaganda, a campanha publicitária no exterior do governo brasileiro e nada é a mesma coisa. O jeito é torcer para que o discurso de hoje na ONU seja capaz de mudar, pelo menos um pouco, a imagem do país. Difícil é, não impossível.

Afinal, tem o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) no exercício da Presidência da República. E ele foi questionado sobre o aceno feito pelo presidente francês, Emmanuel Macron, disse acreditar ser possível acreditar que nenhum “líder político pode permanecer surdo a essa exigência de justiça entre as gerações”.

O general Mourão passou recibo: “Eu podia me lembrar das palavras em francês, mas vou lembrar em inglês: he's getting his minutes of fame”. E finalizou: “tá bom? Só isso”. E depois de tudo, cumpriu a palavra. Sua agenda oficial registrava desde 10h “Despachos Internos – Gabinete da Vice-Presidência, Palácio do Planalto, Anexo II, Ala B”.

Velha história

Em tempo, ainda sobre o presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), já que não dava para fugir do assunto. Por isso, antes dos despachos internos, teve ainda o caso da menina Ágatha Vitória, atingida por um tiro em operação policial no Complexo do Alemão no Rio de Janeiro. Questionado pelos jornalistas, ele declarou: “É aquela história: é a palavra de um contra o outro. E vocês sabem muito bem que nessas regiões de favela, se o cara disser que foi o traficante que atirou, no dia seguinte ele está morto”.

A definição

Os países anunciaram seus objetivos nacionais no Acordo de Paris de 2015 e, agora, vão revisá-los para cima. Por enquanto, já são 59 países que prometeram fortalecer suas metas nacionais para combater as mudanças climáticas até 2020 e outros nove já trataram de iniciar processos internos para tornar suas metas ainda mais ambiciosas. Tanto que anunciaram também a “Aliança de Ambição pelo Clima”, que abrange todos esses países, mas tem mais em andamento. “Acabar com o carvão é uma prioridade”, ressaltou o secretário-geral da ONU António Guterres.

O fato novo

E o prêmio “Fifa Fan Award” vai para… A torcedora do Palmeiras Silvia Grecco, que recebeu aplausos dos craques Lionel Messi, Virgil Van Dijk e Alisson, que estavam na plateia. É aquela mãe que costuma levar o filho palmeirense e deficiente visual Nickollas, de 12 anos, para assistir aos jogos e narrar para ele os lances das partidas. Desta vez, diante de tantas estrelas internacionais do futebol acostumadas a serem aplaudidas na arquibancada, foi ela que recebeu os merecidos aplausos. Ela merece!

Ô inveja!

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reclamou da ONU. “Receberia um Prêmio Nobel por muitas coisas, se o concedessem de maneira justa, mas não fazem isso”. Só que passou recibo da sua contrariedade, já que o alvo era o ex-presidente norte-americano Barack Obama. E atacou com fina ironia, pelo menos isso: “Eles deram um ao Obama imediatamente após ele assumir a presidência e ele não tinha ideia do porquê disso. Sabe de uma coisa? Essa foi a única coisa que concordei com ele”.

The interview

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, responde ao manejo dos incêndios florestais na Amazônia e às críticas dos países aliados. Ele declarou que o momento é oportuno e que o presidente Jair Bolsonaro vai esclarecer “desinformações” sobre o desmatamento e a onda de queimadas na Amazônia. O letreiro da entrevista, que foi sábado, trazia “impact of Amazon rainforest fires”. Até aí estava bem, mas o registro final era Brazil's Minister of the Environment, Ricardo Salles, responds to the handling of the Amazon forest fires as well as criticism from ally countries. E, questionado, respondeu sobre o manejo dos incêndios florestais na Amazônia e às críticas dos países aliados.

Pinga-fogo

Em tempo: ainda sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele chegou de surpresa no auditório da ONU onde acontece a Cúpula do Clima. Trump não havia confirmado presença anteriormente. Ele havia deixado em suspense se iria ou mão.

A ausência era um dos pontos mais comentados na reunião, mas Trump chegou à ONU, durante o discurso do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, ouviu a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e deixou o auditório. Antes, sua ausência era um dos pontos mais comentados na sessão.

Relator do grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que analisa o pacote anticrime, o deputado Capitão Augusto (PL-SP) diz que não tem nenhuma relação com o caso da menina Ágatha Félix, a da bala perdida durante operação policial na favela do Alemão, no Rio.

E o Capitão fez questão de acrescentar: “Policial não tem medo nem surpresa nem violenta emoção. Essa regra se aplica a civis. O policial é treinado para lidar com essas situações”. Se treino é treino e tiro é tiro, melhor nem comentar.

Se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o cara do Obama e ex-presidente dos Estados Unidos, não quer regime semiaberto, mas liberdade plena, por causa do hoje ministro Sérgio Moro que o condenou, o melhor é ficar por aqui.


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