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Estado de Minas EM DIA COM A POLíTICA

Rock City agora vai virar marca de cerveja?

A suspeita é de que offshores relacionadas à empreiteira realizavam no exterior transferências e disponibilizavam dinheiro em espécie no Brasil


postado em 01/08/2019 04:00

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 13/12/18)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press %u2013 13/12/18)

Foi necessário consultar a Polícia Federal para entender o motivo do batismo envolvendo o Grupo Petrópolis, dono da cervejaria cuja marca é a Itaipava. O nome dado pela Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF) em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) foi Rock City. Uai, a cidade do Rock? Que terá Rock in Rio já é sabido, mas nenhuma relação tem com o caso.
Melhor explicar de uma vez. A Polícia Federal explicou que a Rock City, em português a “Cidade de Pedra, na verdade vem de palavras gregas. Isso mesmo, petra e polis. Melhor sair de Petrópolis, já que, no meio do caminho até chegar a Curitiba, envolve o Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht.
Falando nele, o papel da Odebrecht, de acordo com o procurador Felipe Camargo, do Ministério Público Federal, foi tentar transferir à Itaipava R$ 208 milhões em espécie para lavar esses recursos usando o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e outras transações que chegaram a R$ 329 milhões, depois de incluído o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria.
A suspeita é que offshores relacionadas à empreiteira realizavam no exterior transferências de valores para offshores do Grupo Petrópolis, que disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.
O jeito então é mudar de assunto. “É o próximo presidente do STF, tenho que começar a namorá-lo a partir de agora”. A frase é do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que estava rindo quando fez a declaração. De quê, difícil saber. Afinal, ele é alvo de duas ações no Supremo, aquelas apresentadas por Maria do Rosário (PT-RS), a deputada que ele “não estupraria porque ela não merecia”. O que o salvou foi chegar ao comando do Palácio do Planalto, onde ontem recebeu o futuro presidente do Supremo, Luiz Fux, só que ele tomará posse no ano que vem, em setembro.
Bem, quem já escapou, de fato, foi outro presidente, o do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que teve dois inquéritos arquivados pela também ministra do Supremo, Rosa Weber. A própria Procuradoria-Geral da República não encontrou atos ilícitos na sua prestação de contas.
Diante disso, o jeito é seguir a orientação dos procuradores em relação a Alcolumbre e também arquivar a coluna por hoje. Até amanhã, quem sabe encontrando alguma boa notícia que anda em falta na política pelo país afora.

Rock in Rio
Cidade do Rock é o nome dado ao lugar que já sediou as edições do festival Rock in Rio. E terá, este ano, rock pesado, dos metaleiros, como Iron Maiden, Scorpions, Megadeth e Sepultura, que estarão lá. Os ingressos estão esgotados. Antes deles, será mais light, com Xenia França, Bon Jovi, Dave Mathews Band e outros. Só que quem pegou pesado mesmo foi a Operação Rock City da Lava-Jato. E como tudo tem de passar por Minas, na lista de cidades onde mandados foram expedidos está Belo Horizonte. E a PF teve trabalho. Foram pelo menos 120 policiais federais que cumpriram um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 de busca e apreensão.

“Eu não sabia”
“Não, eu não acho que é nepotismo porque o filho ajudou muito na campanha. O filho dele é extraordinário, ele realmente é”. A frase é do presidente Donald Trump em referência à indicação de Eduardo Bolsonaro(PSL-SP) para a embaixada brasileira nos Estados Unidos. O curioso é que Trump deixou no ar uma questão. “Eu acho que é uma grande indicação, eu não sabia disso”. Mesmo assim, fez questão de elogiar.

A briga continua
Depois da adesão dos prefeitos de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), e de Ipatinga, Nardyello Rocha (Cidadania), a Carta de Minas receberá hoje o apoio do presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda (foto) (MDB). O documento, fruto do movimento capitaneado pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMG), Agostinho Patrus (PV), consolida a união dos poderes do Estado, da bancada federal mineira e de entidades representativas em proposta única pela recuperação das perdas de arrecadação a partir da Lei Kandir. A Carta de Minas será entregue segunda-feira em audiência de conciliação com a União, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mais mortes
Até no transporte houve mortes, que chegaram, agora, a 62 presos desde segunda-feira. “O Estado é responsável pela custódia, ou seja, pela guarda desses presos e deve zelar pela vida, integridade e segurança deles”. A frase é do professor de Direito Penal do Instituto Mackenzie o criminalista Edson Knippel. De acordo com relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o presídio de Altamira é considerado superlotado e está em péssimas condições. No país, segundo CNJ, há 720.600 presos. Desses, 339.678 estão no regime fechado, 117.562 em semiaberto e 10.855 em aberto.

Um dia
Isso mesmo, foi a Polícia Federal (PF) que pediu ao juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília para manter preso o hacker Danilo Cristiano Marques, que é um dos suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades. Se ele é “testa de ferro” de Walter Delgatti, este sim, aquele que invadiu e divulgou mensagens de uma coleção de altas autoridades da República, um dia a mais ou menos, por precaução, não custa.

pingafogo

n Se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), bem moderninho, usou o twitter e bem ao seu estilo tucano “atacou” o presidente Jair Bolsonaro (PSL) registrando que tem dado “vazão a rompantes autoritários” em suas declarações recentes…

n … no meio do caminho tem a questão da morte de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da Organização dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. FHC (foto) pegou ainda mais pesado: presidente despreza os limites do bom senso por sua incontinência verbal.

n A redução já era esperada pelos analistas e pelos investidores do mercado financeiro. A taxa Selic estava em 6,5% ao ano desde março de 2018, portanto, há 16 meses. O fato é que depois de tanto tempo, ela caiu para 6% ao ano.

n O detalhe é que, nos Estados Unidos, o contexto é de desaceleração econômica global e incerteza gerada pela guerra comercial entre os EUA e China. E o que aconteceu? Os juros também caíram e agora variam de 2 a 2,5%.

n “Não havia informação de inteligência, mesmo sendo trágico”. É, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, anda mesmo vivendo um verdadeiro inferno astral, desde que deixou o comando da Operação Lava-Jato. Se arrependimento matasse…

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