Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Estado de Minas

Ministro-chefe chega para esfriar os ânimos

Só que Bolsonaro tucanou. O decreto deixa a palavra final para o Exército. Ele pede que, em dois meses, os militares definam quais armas os cidadãos poderão adquirir


postado em 23/05/2019 06:00 / atualizado em 23/05/2019 09:43

“O governo entende tranquilamente que o Parlamento exercendo o seu direito irá fazer ajustes de acordo com a divisão ou a capacidade das bancadas.” Até agora, ao que consta, o regime é presidencialista, mas pelo jeito tem primeiro-ministro como se fosse parlamentarista. A frase, para deixar claro de uma vez, é do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

A notícia de fato é o esforço que ele fez e conseguiu para não voltar aos 39 ministérios do passado no lugar dos 22 de hoje. “Nosso país já teve 39 ministérios e com essa reforma terá 22. O governo se sente plenamente contemplado porque 90% do texto original está acatado no relatório”, ressaltou Onyx.

Ai, que preguiça dá ficar na Navigation diante da notícia de que foi revogada a medida provisória (MP) que envolvia a Infraero e a criação da NAV Brasil. É mais prudente navegar propriamente dito no que ainda pode acontecer. A questão é: se o presidente Bolsonaro liberou a compra de fuzil o paredão de fuzilamento pode colocá-lo no meio do caminho. Afinal, a arma poderá ser comprada por qualquer brasileiro diante das novas regras.

Só que o próprio Bolsonaro tucanou. O decreto que baixou ainda deixa a palavra final para o Exército. Ele pede que, em dois meses, os militares definam quais armas os cidadãos comuns poderão adquirir. E citou especificamente o fuzil. Já chega de armas, né?
Afinal, nada educada foi a reunião que, na prática não houve, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O convidado era o ministro Abraham Weitraub, que foi tratar de sua pasta e chegou a ressaltar pelo menos duas de suas metas prioritárias: a que aumenta a oferta de vagas no ensino superior e a que eleva o percentual de recursos do PIB investidos em Educação. Depois, foi só confusão. O resto pouco importava aos estudantes da bagunça, eram números, números e mais números. Numerosa de fato foi a baderna.

Melhor então restringir a bagunça. Só que as notícias não permitem. Ainda mais se elas vêm do Supremo Tribunal Federal (STF). Pois foi na sessão de ontem que os ministros decidiram impor restrições para o fornecimento público de remédios sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diante de tudo isso, o jeito é ficar vigilante em busca de notícias que não precisem depois ser obrigadas a remediar o buraco das contas públicas, aquelas que todos pagam. Ficamos assim, quem sabe a gente ache melhores notícias que as atuais.

No seminário 1
Na abertura do seminário que discutiu a nova Previdência, promovido na manhã de ontem pelo Estado de Minas e Correio Braziliense, Paulo Guedes disse que ainda é preciso melhorar a forma de divulgar a necessidade crucial da reforma.  “A comunicação é o grande desafio”, reconheceu o ministro da Economia. “Vamos focar no conteúdo, não na forma”, pediu aos jornalistas. Ele encerrou sua participação com outro pedido: “Ajuda, por favor”.

No seminário 2
Logo na abertura de sua fala, o ministro Paulo Guedes fez uma revelação sobre seus hábitos de leitura. “Eu cresci lendo o Estado de Minas”, contou. “Mas confesso que, quando tinha 11, 12 anos, começava a leitura do jornal pelas páginas de Esportes. Só depois é que lia as notícias de Política e Economia.”

No seminário 3
Além de destacar a necessidade da reforma da Previdência (“Não há saída”), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também mandou os recados para o Poder Executivo durante o seminário de ontem. Mesmo ressalvando a sua interlocução nas últimas semanas com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Maia afirmou que o governo precisa ter uma posição “muito mais proativa” do que vem tendo sobre o assunto.

No seminário 4
O senador Carlos Viana (PSD) e os deputados Paulo Abi-Ackel (PSDB) e Fábio Ramalho (MDB) estavam entre os parlamentares mineiros que assistiram ao seminário sobre a reforma da Previdência, na manhã de ontem, no auditório do Correio Braziliense. Parlamentares de outras unidades federativas, como o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), também compareceram.

Por fim...

(foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
(foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Ontem, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou a convocação para comparecimento hoje do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para deixar claro e objetivo o risco de rompimento da barragem de rejeitos da mina Gongo Soco, na região de Barão de Cocais, em Minas Gerais. E isso antes de a mesma comissão fazer uma diligência externa amanhã para conferir in loco os riscos. Haja rapidez. Os requerimentos foram apresentados pelo presidente da CMA, senador Fabiano Contarato (foto) (Rede-ES).

Pingafogo

- Em razão da gravidade, não podemos esperar. Não podemos deixar que o ocorrido em Mariana e Brumadinho se repita. Precisamos dar uma resposta — afirmou ainda o senador capiaxaba Fabiano Contarato, da Rede.

- O senador Carlos Viana (PSD-MG) não perdeu a caminhada e, em apoio ao colega Fabiano, disse que o poder público não pode se furtar a regular o setor de mineração, sob o risco de contaminação do meio ambiente e perda de vidas humanas.

- Agora é 100% certo. Isso mesmo, agora ela finalmente levantou voo. O Senado aprovou a medida provisória que autoriza a participação de até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. É só colocar no ar a torcida para os preços baixarem de fato.

- E quem está de volta ao noticiário é Marcos Valério. Ele mesmo, o operador do mensalão que virou um dos maiores escândalos da história deste país. Só que a procuradora-geral de Justiça, Raquel Dodge, não concorda que ele fique em regime semiaberto.

- Marcos Valério está preso na Penitenciária Nelson Hungria. Quem vai decidir qual será o seu destino será o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso. Vamos aguardar…  Um bom dia a todos.


Publicidade