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Falta de educação no Dia das Mães

Em um dia como o de hoje, melhor seria mudar de assunto, só que a Previdência é a mãe de todas as reformas


postado em 12/05/2019 06:00 / atualizado em 12/05/2019 11:22

“No dia 15 vamos à rua gritar: tire as patas da educação, Bolsonaro”. A frase é do candidato derrotado à Presidência da República no segundo turno do ano passado Fernando Haddad (PT). Para um ex-ministro da Educação de Lula e Dilma, ressalvada a plateia que provavelmente gostou, não pega bem, né?

Afinal, como a coluna já registrou algumas vezes, Fernando Haddad é formado em direito e professor da Universidade de São Paulo (USP), onde antes de começar a dar aulas obteve mestrado em Economia (1990) e doutorado em Filosofia (1996). Todos os títulos pela própria USP.


E o ex-ministro Haddad fez questão de trazer de volta o bordão vitorioso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Bolsonaro não toma uma única medida que traga alguma esperança ao povo brasileiro”. Só não esquentou ainda mais porque ressaltou a “única medida concreta que ele (Bolsonaro) anunciou até agora foi o fim do horário de verão”.


Falar nisso… Apesar da disposição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em manter o decreto das armas, Judiciário e Legislativo iniciaram um movimento que põe em xeque o texto responsável por escancarar as autorizações de porte para 20 categorias.


O xadrez político vem de Leonardo Cavalcanti, do Correio Braziliense. E ele acrescenta: “é nessa ampla abertura para o acesso a revólveres e pistolas que está um dos pontos considerados ilegais do texto do Planalto, de acordo com as consultorias técnicas tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado.”

Melhor então mudar de assunto, afinal o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) ressuscitou o “toma-lá-dá-cá”, aquele em que libera as minhas emendas parlamentares que eu “devolvo” o voto a favor do projeto. “Isso é horrível para o governo. Aprova-se a Previdência, só que, no entanto, a imagem do governo cai em total descrédito. É isso que não queremos”.


Em um dia como o de hoje, melhor seria mudar de assunto, só que a Previdência é a mãe de todas as reformas. Não tem como fugir da calculadora diante do gasto que ela representa. Sem ela, a conta não fecha. Simples assim indica a calculadora das contas públicas.


O problema é: sem as emendas, não passa. É fato incontestável. O Centrão não deixa. Se o grupo é formado por duas centenas de integrantes, um pouco mais ou um pouco menos, nem precisa explicar, né?

Sendo assim, o melhor a fazer é esperar que haja juízo no Congresso e desejar a todas as mães um bom almoço em família para comemorar a data de hoje. E que nenhum parlamentar, de esquerda ou de direita, pouco importa, peça vista para tentar mudar o saudável cardápio familiar.

Parabéns a todas as mães! Elas, sim, merecem.

Alfazema
O secretário estadual de Governo, Manoel Victor, já havia comunicado ao governador e aos secretários mais próximos a sua saída da equipe de governo no final de maio. Só que, agora, voltou atrás e o governador Romeu Zema (Novo) aceitou. É mais uma amostra da falta de comando no governo. Em qualquer administração eficiente, o colaborador que pede para sair já está fora.

Não deu tempo
Professor da FGV ensina como aplicar o prêmio da Mega-Sena. O coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, explica como os futuros milionários da Mega-Sena devem aplicar a fortuna para viver confortavelmente, sem preocupações. Se, segundo ele, o ideal é construir uma carteira de investimentos diversificada para reduzir riscos, ele deveria me ensinar primeiro como ganhar e mais detalhadamente quais são os números para apostar. Deixa para lá. Já foi sorteado mesmo e nem tive tempo para jogar.

Que agenda, hein!

Em plena segunda-feira, às 9h, em Brasília? Melhor esperar para ver e crer. Pois está marcada a audiência pública na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Brumadinho na Câmara dos Deputados. Foram convidados representantes do Ministério Público Federal, do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública, entre outros. A CPI deve ter, mas melhor conferir. Já às 10H deve ter boa audiência. Afinal, é Homenagem ao Dia de Nossa Senhora de Fátima no plenário. Por fim, às 14h, sessão no plenário. Nada demais, além debates. Já votar que é bom, nada. Nem rezando.

O resumo

Da ópera foi a frase da semana passada que veio do desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ou melhor, as frases. Foi ao votar na sessão em que ele decidiu pela prisão do ex-presidente da República Michel Temer (MDB) na última quarta-feira: “tem rabo de jacaré, couro de jacaré, boca de jacaré, não pode ser um coelho branco”. Bastaria, mas tem mais. O desembargador ainda acrescentou que se tratava de fato a “reiterada violação, lesão, abalo, dúvida, estímulo, mau exemplo”. Precisa mais?


(foto: Presidência da República/Reprodução)
(foto: Presidência da República/Reprodução)
 

Ela insiste
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada Renata Souza (Psol – RJ), anunciou ontem que fará uma nova denúncia às Organizações das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA) acusando o governador Wilson Witzel (PSC) de persegui-la politicamente. Tudo porque Witzel pretende que ela tome a atitude sem a deliberação de todos os integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o mesmo argumento de antes. Deve pretender ganhar tempo.

PingaFogo
Para ser justo, diante do registro sobre a Câmara dos Deputados, no Senado será a mesma coisa. Na agenda de amanhã, só uma sessão especial para homenagear o codificador do espiritismo, pela passagem dos 150 anos do seu falecimento. Será às 14h. E nada mais está previsto.

A propósito, no Senado, na terça-feira, deve ser votado o projeto de lei que garante aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) o direito à biópsia. E com o prazo máximo de 30 dias, contados a partir do pedido médico com suspeita de câncer.

Enquanto todo mundo estava de olho no eventual habeas corpus do ex-presidente Michel Temer (MDB), quem não vai passar o Dia das Mães em casa é o ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Para registro, a primeira condenação dele foi do então juiz Sérgio Moro.

Os “democratas radicais de esquerda querem retomar o assunto de meus impostos. Tornem-os parte das eleições de 2020!” Pelo jeito da reação, o presidente Donald Trump, em tradução para a política, deve estar temendo o que este fato pode interferir em sua reeleição.

Sendo assim, chega de ex-presidentes no Brasil e de presidente dos Estados Unidos. Um bom domingo a todos. E que a semana traga no país notícias melhores do que a que passou cheia de agitações.


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