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Começa desafinado e logo depois conserta

"O governo erra ao criar este gabinete, como se estivesse tratando os deputados como neófitos, amadores que não entendem do que se trata%u201D, diz líder do PP, deputado Arthur Lira"


postado em 04/05/2019 06:00 / atualizado em 04/05/2019 13:01


O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), que é militar, pelo jeito não aprendeu direito a marchar para conseguir aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência. Ao declarar que os líderes dos partidos de centro já rechaçaram as declarações do deputado Paulo Pereira da Silva (Solidariedade-SP), o Paulinho da Força, contrário a ela, desafinou feio no desfile.

Afinal, o setor de inteligência militar a que o líder governista pertence deve estar mal informado. Quer ver? “Governadores não têm voto nem pedem voto. A reforma da Previdência é muito melhor aceita em São Paulo, no Rio e no Sul. Nas outras regiões, eu diria que 80% são contra a reforma”. A avaliação vem de nada mais nada menos do líder do PP na Câmara dos Deputados, Arthur Lira (AL).

“Ele colocou mal e expressou algo que decepciona a população”, acrescentou Arthur Lira à Rádio Eldorado. Pelo jeito, o radinho do major tinha acabado a pilha. Nem com fone de ouvido o deputado ficou sabendo. Tampouco os seus assessores, que deveriam ter avisá-lo. Pelo jeito, ia adiantar não. “O governo erra ao criar este gabinete. É como se estivesse tratando os deputados como neófitos, amadores que não entendem do que se trata”, acrescentou Lira.

É melhor dar um desconto, mesmo sendo repetição, já que Vitor Hugo de Araujo Almeida é advogado; militar, servidor público, tem mestrado e está em seu primeiro mandato. E vira líder? A culpa não é dele, melhor procurar direito no Palácio do Planalto de quem é.

A decisão ainda é provisória, já que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar para que o governo do Distrito Federal não fosse obrigado a pagar o que deve à União. “Cogitar do dever de ressarcimento aos cofres do Tesouro Nacional dos valores tidos como indevidamente repassados desde o ano de 2003 poderá ocasionar verdadeiro colapso nas finanças do Distrito Federal”.

E o ministro ainda acrescenta que há uma “circunstância a justificar o exercício, pelo Judiciário, do poder geral de cautela”, escreveu Marco Aurélio para justificar a sua decisão. E deixou ainda mais claro, fez questão de repetir: ainda mais que está diante da “ameaça ao regular funcionamento de serviços públicos essenciais”.

Diante de tudo isso, não há sequer uma alternativa viável. A não ser aquela de encerrar por hoje e torcer para que tanta confusão política ou judicial monopolize as notícias sem trazer alguma que seja, de fato, uma boa notícia.

Oremos!
Só rezando mesmo. Primeiro, citou trecho do Evangelho, que aparece, pelo menos, cinco vezes no Novo Testamento (Mt 21,42; Mc 12,10; Lc 20,17; At 4,11; 1Pd 2,7). O bíblico foi o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”. Para que fique claro, já que ele não especificou, é a pedra angular que simboliza nos trechos citados do Evangelho. Só que logo depois o chanceler bem que merecia fazer penitência: “A pedra que os órgãos da imprensa rejeitaram, a pedra que os intelectuais rejeitaram, que os especialistas rejeitaram... Essa pedra tornou-se a pedra angular do edifício do novo Brasil”.

A propósito
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi agraciado com a Grão Cruz, honraria concedida no Palácio do Itamaraty, mas nada tem a ver com honrarias exclusivas de diplomatas, embora seja o Ministério das Relações Exteriores. Entre outros, estavam também o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Instituída em 1963, a condecoração, além de diplomatas, homenageia pessoas físicas e jurídicas nacionais ou estrangeiras.

A migração
Por oito anos, Marco Feliciano foi filiado ao Partido Social Cristão (PSC), hoje encolhido, com apenas oito deputados federais. Talvez tenha sido por isso que ele preferiu migrar para o Podemos. E olha que ficou muito próximo de Jair Bolsonaro (PSL) depois de uma iniciativa que tanto agradou ao presidente. Para deixar claro de uma vez, o motivo é por causa do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB). Afinal, foi Feliciano quem apresentou o pedido de impeachment do vice-presidente. A família Bolsonaro, incluindo o próprio presidente além de seus filhos, adorou.

Um dia cheio
Em plena sexta-feira, agenda cheia para o presidente Jair Bolsonaro. Às 9h, ele recebeu o deputado Marcos Pereira, presidente em exercício, da Câmara dos Deputados (que é 1º vice-presidente) e o bispo Robson Rodovalho. Se oraram, não deu para saber. Já a partir de 11h só deu Itamaraty: Cerimônia de Formatura da Turma do Instituto Rio Branco. Às 12h, Cerimônia de Imposição de Insígnias da Ordem do Rio Branco. Às 12h30, almoço em homenagem aos formandos do Instituto Rio Branco. Haja diplomacia. Bem, nem tanto, o último compromisso, às 16h, antes de emplacar o fim de semana, era atualizar as últimas notícias e saber como estava a situação na Venezuela. Obviamente com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

O balneário
Já que falamos na agenda do presidente Jair Bolsonaro (PSL), vale mais um registro, já que ele tinha, quinta-feira, outro compromisso. O presidente poderia ter adorado, se preferisse ficar por lá. Afinal, ele foi ao Balneário Camboriú (SC) e apreciar a beleza da cidade, que tem entre seus atrativos as colinas íngremes que caem até o mar. Só que ele participou da abertura do 37º Encontro Internacional de Missões dos Gideões da Assembleia de Deus e voltou a Brasília. Agenda cheia, muito cheia ontem. Melhor deixar para outra oportunidade. Sem compromissos oficiais.

PINGAFOGO

“A questão da Argentina... ninguém vai se envolver em questões fora do país, mas eu, como cidadão, todos como cidadãos, temos a preocupação de que volte o governo anterior ao Macri” A frase é de quem ressaltou que ninguém vai se envolver.

É claro que se trata do presidente Jair Bolsonaro e tudo por causa de eventual retorno de Cristina Kirchner à Presidência da República. E ele ressalta ainda que “poderia transformar a Argentina em outra Venezuela”. Aí é demais, né?

O tema já foi escolhido. Será: “Nova Previdência, pode perguntar”. Assim será a campanha publicitária do governo federal marcada para ter início na segunda quinzena deste mês nos meios de televisão, rádio, jornal, internet e outdoor.

O governo “pretende explicar aos cidadãos brasileiros as mudanças propostas pelo governo que vão promover justiça social e ampliar a capacidade de investimento do país”, de acordo com a Secretaria de Comunicação (Secom).

Em uma semana quebrada com feriado em plena quarta-feira, o jeito é ficar por aqui e desejar a todos um bom fim de semana. Amanhã tem mais.

 


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