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Estado de Minas EM DIA COM A POLÍTICA

Fora da agenda com a minha turma de 77

Como sempre, quando isso acontece, ainda trazia "Cadicionar ao meu calendário". Então fica adicionado o almoço de Bolsonaro que não havia, mas houve


postado em 13/01/2019 07:00

Qual é a novidade diante disso? O governo do estado não prometia ser Novo? O governador Romeu Zema foi alertado para tamanha idiotice? A inspiração veio da ditadura militar, aquela que começou em 1964 e se estendeu até 1985? O fato é que o novo comandante da Secretaria de Estado de Segurança Pública, general da reserva Mário Lúcio Alves de Araújo, determinou que policias militares e civis, integrantes do Corpo de Bombeiros e agentes penitenciários, cantem, isso mesmo, parem os que estiverem trabalhando para cantar, ou só ouvir, o Hino Nacional. A estreia é amanhã.

Quanto ao alerta dado ao governador Romeu Zema, melhor deixar claro. O vice-presidente da República, no exercício do cargo de presidente da República – faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º O art. 39 da Lei no 5.700, de 1º de setembro de 1971, passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: “Art. 39. Parágrafo único: Nos estabelecimentos públicos e privados de ensino fundamental, é obrigatória a execução do Hino Nacional uma vez por semana.”

Agora vem um detalhe interessante: “Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 21 de setembro de 2009; 188º da Independência e 121º da República. José Alencar Gomes da Silva – Fernando Haddad”. Quem diria? O presidente hoje comandante-em-chefe da Forças Armadas, Jair Bolsonaro (PSL), é capaz de adorar a ideia. Afinal, foi capitão do Exército de 1973 a 1988. Coincidência à parte, já que o governador Romeu Zema nasceu em 1964, quem combateu a ditadura foi um ex-metalúrgico do ABC paulista, que hoje mora em Curitiba.

Deixa para lá. Afinal, a agenda do presidente Jair Bolsonaro de ontem trazia o registro: 00h00 – sem compromisso oficial. Como sempre, quando isso acontece, ainda trazia “adicionar ao meu calendário”. Então fica adicionado o almoço que não havia, mas houve.
É isso mesmo, foi no Clube do Exército, onde almoçou com generais, familiares e o alto comando, como não poderia deixar de ser. Sem hino, pelo jeito. Foi encontro de comemoração, de sua turma de oficiais graduados em 1977 na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).

Se o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, garante que o desfecho sobre o caso da execução da vereadora do Rio Marielle Franco (Psol) do seu motorista Anderson Gomes está para ser concluído, melhor ficar por aqui e esperar. Afinal, foi ele mesmo quem disse: “talvez isso aconteça até o final deste mês”.

Em defesa
Diante das ameaças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi rápido na defesa da permanência do Brasil no Acordo de Paris, o de combate ao efeito estufa e a uma coleção de problemas ecológicos mundo afora. E foi sensato: “é preciso ter muito cuidado e saber identificar oportunidades de avanços em parcerias e recursos que decorram dessa agenda e, por outro lado, identificar riscos que nós temos que evitar de ingerência internacional sobre o território”.

No ataque
O ministro Ricardo Salles não perdeu a caminhada, mesmo defendendo o Acordo de Paris. Partiu para o ataque, responsabilizando o governo de Michel Temer (MDB) pela desistência de sediar a conferência climática das Nações Unidas em 2019, a chamada COP 25”. Uai, mas não foi o próprio Bolsonaro quem pediu a Temer que deixasse para lá e para o Brasil abrir mão de sediar a Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima?

Convite tem
O personagem da semana passada. Questionado pelo G1 por meio de aplicativo de mensagens sobre o bilhete, Rodrigo Maia respondeu: “Silêncio”. A Presidência da República informou por meio da assessoria que não vai se pronunciar. Para lembrar: “Collor é ...dato?” Óbvio é que tem a presidência do Senado no meio do caminho. Será que Fernando Collor de Mello (foto) vai aceitar ou fará como na candidatura ao governo de Alagoas. “À minha gente que me recebeu com tanto carinho, o meu mais profundo sentimento de gratidão”. Vai só agradecer o convite de Bolsonaro também?

Pires na mão
“Essas coisas não são tão rápidas, até porque não é nada de urgente para se conversar, tem coisas que quero repassar”. A frase é do governador reeleito de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) que acrescentou: “a gente sabe que o presidente vai se operar. Isso deve estar complicando o agendamento”. Já o governador Camilo Santana (PT), por sua vez, elogiou o presidente Bolsonaro pelo apoio que o militar reformado está dando ao Ceará, que enfrenta uma guerra nas ruas contra o crime organizado… Quem diria, hein? São os petistas do Nordeste, aquela região em que Bolsonaro perdeu na eleição do ano passado.

Meu descanso
O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) deixou, sexta-feira, para o relator do caso, o ministro Luis Roberto Barroso a decisão sobre o caso da denúncia que envolve o ex-presidente Michel Temer (MDB). Agora entendi o motivo, Toffoli não quer é mais trabalho. Tanto que também repassou, só que para o ministro-relator Ricardo Lewandowski a questão da extinção do Ministério do Trabalho.

Pinga Fogo

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, tucanou: “O partido fez um indicativo de apoio ao nome dele, mas priorizando ainda a conversa com o bloco com PSB e PCdoB”. Só que Lupi disse ainda: que a aliança é “amplamente majoritária”.

É a candidatura de Rodrigo Maia à presidência da Câmara dos Deputados. Uai, já que não ofende, o PDT do ex-governador e uma rica história de resistência à direita Leonel Brizola vai apoiar o candidato defendido pelo militar Bolsonaro? É capaz até de ele levantar no túmulo para puxar a orelha de Lupi.

Ainda sobre o clima: “O acordo do clima não é totalmente ruim nem bom. É um guarda-chuva sob o qual podemos fazer coisas boas e evitar coisas ruins, e é nessa linha que eu acho que devemos caminhar”. Ricardo Salles. Uai, ele é do Novo, mas desta vez pareceu ser tucano, não foi?

Para registro, o ex-ministro Ricardo Barros (PP-PR) comunicou aos colegas que vai disputar a vaga ocupada hoje por Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados. A fila está andando, mas é melhor esperar se Barros não está apenas se cacifando por um lugar na mesa.

Bem, por fim, olhei para um lado, não vi. Olhei para o outro, também não vi. Mas o presidente Jair Bolsonaro (PSL) enxerga nos criminosos que assombram de fato o Ceará como “terrorismo”. Aí também é demais.


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