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Estado de Minas ANNA MARINA

Conheça mais sobre a relação entre intestino e a saúde da mulher

Oitenta por cento dos casos de constipação intestinal podem ser resolvidos apenas com mudança do estilo de vida


05/07/2022 04:00 - atualizado 04/07/2022 23:06

Mulher com as duas mãos no abdômen
Prisão de ventre influencia todo o corpo, provocando de problemas de pele a alterações de humor (foto: Alicia Harper/Pixabay)

Impressionante o número de mulheres que têm intestino preso. Sofri com isso quase a minha vida inteira. Crises terríveis. Depois que fiz minha cirurgia bariátrica, melhorou bastante. Uma vez, a crise foi tão grave que tive que ir ao hospital. Sinceramente, nunca vi dor igual. 

Por se tratar de um assunto tanto quanto desagradável e constrangedor, ninguém fala dele. Talvez por causa da idade, as amigas estão mais confortáveis em falar dessas coisas cotidianas – e me impressionei em saber que isso é mais comum do que eu pensava.

Recebi material informando que poderia parecer um pouco estranho relacionar o intestino com a saúde feminina. Não sei por que, afinal, a prisão de ventre influencia praticamente todo o corpo. Provoca desde problemas de pele até alteração de humor.

Segundo um especialista, muitos dos sintomas que as mulheres sentem durante a TPM estão relacionados ao intestino. Um exemplo é o intestino preso, que acomete majoritariamente as mulheres, causado pela mudança hormonal do período, que altera também os movimentos peristálticos do intestino, responsáveis por sua motilidade, deixando-o mais preguiçoso.

Nesses casos, 80% das ocorrências de constipação intestinal podem ser resolvidas somente com a mudança do estilo de vida, incluindo a ingestão de mais fibras, como legumes, frutas, verduras e sementes, além de alimentos laxativos, como mamão, abacate, laranja e ameixa. Sem falar no hábito de consumir bastante água e praticar exercícios físicos regularmente.

Mas não é só essa a relação. A disbiose intestinal e vaginal (que é uma alteração na microbiota do intestino, quando as bactérias "do bem" estão em menor quantidade do que as bactérias que podem causar inflamação) também pode causar candidíase. 

Outros fatores, como estresse, uso de anticoncepcionais, sistema imunológico debilitado e excesso de carboidratos refinados na alimentação são um prato cheio para que a candidíase apareça e cause problemas.

Precisamos ter consciência de que nosso organismo funciona como uma equipe. Se algo não está bem em algum sistema, outro sistema pode ser afetado. Assim é a relação entre seu intestino, sua alimentação e sua saúde feminina.

Segundo Roberta Thawana, nutricionista da Polaris, é importante estar sempre atenta aos alimentos que ingerimos para que o intestino tenha um bom equilíbrio das bactérias benéficas para seu funcionamento.

 Isso é possível aumentando o consumo de fibras conhecidas como prebióticas, como aveia, cebola, alho, alcachofra, biomassa de banana-verde, cacau, vegetais e Psyllium. Também é possível usar suplementação de prebióticos isolada em pó, como a goma acácia purificada 5g/dia.

Existem alimentos que podem desencadear ou aumentar o processo de inflamação do corpo. Devemos evitar o consumo de carboidratos refinados, como a farinha branca e o açúcar, isso porque o fungo causador da candidíase se alimenta de glicose. Leites e derivados e demais alimentos fermentados também devem ser evitados, como vinhos, cervejas, pães e bolos. Afinal, a fermentação é um processo que envolve organismos vivos e que pode estimular a proliferação da cândida.

Fique atenta a  alimentos que podem ter fungos, como amendoins, frutas secas, cogumelos secos e morangos.

(Isabela Teixeira da Costa/Interina)

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