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Estado de Minas SAÚDE

Congelamento de óvulos permite à mulher escolher o momento de ser mãe

Especialista explica como ocorre o procedimento, útil para quem está perto dos 35 anos, tem menopausa precoce ou se trata de câncer


08/02/2022 04:00 - atualizado 08/02/2022 07:14

Ilustração para a coluna da Anna Marina sobre Congelamento de óvulos mostra mulher grávida, de perfil, e ampulheta
.

Para a mulher, ter filhos é uma verdadeira luta contra o relógio, visto que a fertilidade é limitada, pois ela nasce com a quantidade de óvulos que terá durante toda a vida. E esse tempo pode ser reduzido devido a uma série de condições. Graças ao congelamento de óvulos, procedimento que vem se tornando cada vez mais popular, é possível ser mãe no momento em que a mulher considerar melhor – e não mais quando o relógio biológico manda.

“O congelamento de óvulos se dá em nitrogênio líquido na temperatura de 196 graus centígrados negativos, o que inativa o metabolismo sem prejudicar sua viabilidade. Dessa forma, os óvulos congelados podem ser usados futuramente em tratamentos de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, garantindo que a mulher possa gestar uma criança”, explica o ginecologista obstetra Fernando Prado, especialista em reprodução humana. Integrante da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, ele é diretor clínico da Neo Vita.

Qualquer mulher maior de 18 anos pode congelar seus óvulos. Mas há situações em que o procedimento é especialmente indicado, informa Prado. A seguir, ele explica quais são:

Você está se aproximando dos 35 anos – As mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde, seja por não se sentirem prontas, por estar investindo na carreira ou por ainda não ter encontrado o parceiro certo. O problema é que por volta dos 35 anos há grande diminuição da fertilidade feminina, com redução significativa das chances de gestações bem-sucedidas.

“Como a mulher já nasce com todos os óvulos, ocorre, com o passar dos anos, queda na quantidade e qualidade dessas células, o que dificulta a fecundação. Mesmo se ela engravidar, as chances de complicações, como erros genéticos e abortos espontâneos, é maior”, diz o especialista.

Por isso, o congelamento é boa opção para quem deseja adiar a gestação por motivos pessoais, aumentando as chances de uma gravidez bem-sucedida quando a hora chegar. “Não é preciso esperar até os 35 anos para o congelamento. Na verdade, o recomendado é procurar o especialista o quanto antes. Quanto mais cedo os óvulos forem congelados, maior será sua qualidade e, consequentemente, maiores as chances de gravidez”, aconselha Fernando Prado.

Você tem histórico familiar de menopausa precoce –  Ocorrendo após os 40 anos, a menopausa é caracterizada pela interrupção da menstruação, marcando o fim definitivo da capacidade reprodutiva. No entanto, algumas mulheres podem apresentar menopausa precoce, antes dos 40 anos, devido à interrupção da produção de hormônios e óvulos pelo ovário.

“A menopausa precoce pode ter uma série de causas, de maus hábitos, como o tabagismo, a doenças infecciosas e autoimunes. Mas há um forte fator genético envolvido. Por isso, mulheres com familiares que apresentaram sintomas de menopausa precoce devem procurar o especialista para avaliar a reserva ovariana e, caso necessário, congelar os óvulos, garantindo a possibilidade de conceber um filho no futuro, ainda que entre na menopausa antes da idade convencional”, afirma o ginecologista.

Você sofre com condições que podem afetar a fertilidade – Várias doenças podem prejudicar a capacidade reprodutiva, como alguns tipos de tumores benignos que necessitam de cirurgia nos ovários, distúrbios hormonais e, principalmente, a endometriose, uma das maiores causas da infertilidade feminina.

“A endometriose ocorre quando células da mucosa que reveste o útero, o endométrio, crescem em locais fora do habitual, como os ovários, ligamentos do útero, bexiga ou intestino, espalhando-se pelo aparelho reprodutor. Isso atrapalha o transporte de óvulos e a implantação do embrião. Um dos principais tratamentos é a cirurgia laparoscópica, que, se realizada com foco nos ovários, pode comprometer a reserva ovariana, prejudicando a fertilidade. Logo, o congelamento de óvulos pode ser interessante, dependendo do quadro da doença, para que a gestação se dê por fertilização in vitro no futuro”, afirma o médico.

•  Você foi diagnosticada com câncer –  Certos medicamentos podem interferir na fertilidade feminina, como é o caso da radioterapia e da quimioterapia para combater o câncer. “Medicamentos quimioterápicos podem causar danos aos óvulos e ovários, até mesmo levando à menopausa precoce. Como é muito difícil prever exatamente qual será a ação desses medicamentos sobre a fertilidade, o ideal é que mulheres diagnosticadas com câncer busquem um especialista em reprodução humana logo após receber o diagnóstico da doença. Assim, podem passar pelo processo de criopreservação dos óvulos o mais rápido possível, de forma a não atrasar demasiadamente o início do tratamento oncológico”, recomenda o especialista.

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