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Estado de Minas SAÚDE

Veja o que fazer no calor para evitar problemas cardiovasculares

Verão exige cuidados por parte de pessoas que têm histórico familiar de trombose e varizes


21/01/2022 04:00 - atualizado 21/01/2022 11:06

Pessoas na Praça da Liberdade
Estação mais quente do ano pode contribuir para o aparecimento de varizes (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Leitores habituais desta coluna já leram aqui as incontáveis vezes que falo no meu primo-irmão Márcio de Castro Silva. Médico famoso, conhecido e participante, devo a ele o acompanhamento de minha saúde, até que se foi. Se não fosse ele, não teria ido a Nápoles operar meu braço deformado com a operação do câncer no seio (hoje isso não acontece mais) e tantas outras coisas. Ele abraçou a medicina por causa de meu pai, que admirava profundamente e o tratava como menino, mas também como interessado desde cedo na profissão.

Como tenho algumas veias arroxeadas na altura de um dos tornozelos, uso diariamente a pomada que ele me receitou, principalmente agora no verão. Que, como a maioria sabe e ainda pode aproveitar, é sinônimo de diversão. Piscina, praia e sol, características da estação.

Mas nem tudo são flores, pois alguns fatores comuns dessa época do ano podem favorecer o surgimento de certas doenças, como problemas vasculares. “As altas temperaturas do verão favorecem o processo de vasodilatação, no qual os vasos sanguíneos se dilatam e provocam uma sobrecarga nas veias dos membros inferiores. Como resultado, torna-se mais comum apresentarmos sintomas como cansaço, sensação de peso na região, câimbras, dor e edemas nesta época do ano", alerta a a cirurgiã vascular Aline Lamaita.
 
A estação é especialmente perigosa para pessoas que têm histórico familiar de trombose e varizes, já que a predisposição genética é o principal fator de risco dessas condições.

Por isso, durante o verão, é muito importante ficar atento a sinais que podem indicar que há algo errado com a circulação, principalmente o inchaço. “O inchaço é um sinal comum da má circulação, ocorrendo quando o coração não consegue circular sangue suficiente para o corpo todo. Esse problema está intrinsecamente relacionado ao peso das pessoas, já que quilos extras colocam mais pressão sobre o coração, reduzindo assim o fluxo sanguíneo em todo o corpo”, diz a cirurgiã vascular.

Além de ficar atentos aos sinais, devemos também investir em hábitos saudáveis que vão prevenir o surgimento dos problemas circulatórios não apenas no verão, mas em todas as outras épocas do ano.

“Procure manter uma dieta equilibrada, rica em vegetais e livre do excesso de alimentos processados e frituras. É importante também realizar atividades físicas regularmente, pelo menos três vezes por semana”, aconselha a médica. “Dormir bem também é fundamental, pois uma boa noite de sono ajuda no funcionamento adequado do corpo, diminuindo o estresse, os níveis de cortisol e auxiliando a controlar a pressão arterial”, completa Aline.

Porém, o cuidado mais importante com a circulação durante o verão é a hidratação. Então, o ideal é apostar na ingestão de, no mínimo, 2 litros de líquido por dia. “Evite também hábitos que favoreçam a desidratação, como o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de alimentos ricos em sódio, que promovem o aumento da pressão arterial”, diz a médica. “A utilização de cosméticos hidratantes também é interessante para prevenir o surgimento de fissuras na pele causadas pelo processo de vasodilatação provocado pelas altas temperaturas do verão.”

Vale a pena ainda apostar na drenagem linfática, que ajuda a reduzir inchaços locais e generalizados, além de prevenir e tratar problemas de ordem estética, muscular e articular, promovendo o bem-estar geral do organismo. “Podendo ser aplicada em praticamente todas as partes do corpo, a drenagem linfática age estimulando o sistema linfático, o que acelera o fluxo da linfa e proporciona a mobilização de líquido dos tecidos”, explica a cirurgiã vascular. “Mas vale ressaltar que a drenagem linfática tem sua realização proibida em portadores de câncer de qualquer tipo e pacientes com suspeita de trombose ou tromboflebite. Já em pacientes com problemas de circulação, gestantes ou qualquer outra patologia relacionada, a drenagem deve ter indicação médica”, conclui.


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