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Dor nas mamas? Conheça seis principais causas de seios doloridos e pesados

Gravidez, amamentação, mastalgia infecções, nódulos fibrocísticos e câncer podem desencadear incômodos nas mamas


04/03/2021 04:00

Dependendo da frequência da dor na mama, é fundamental procurar ajuda médica (foto: Doutíssima/Reprodução)
Dependendo da frequência da dor na mama, é fundamental procurar ajuda médica (foto: Doutíssima/Reprodução)

Em alguns momentos, por uma série de fatores, a mulher pode sentir os seios mais pesados e doloridos. “Variações hormonais, uso de anticoncepcional, gravidez e amamentação são alguns dos principais motivos. A maioria das causas não é motivo de preocupação. Mas, em alguns casos, e dependendo da frequência, é fundamental procurar ajuda médica, pois se for um problema mais sério pode ser descoberto no começo e tratado de forma mais eficaz”, afirma Eloisa Pinho, ginecologista e obstetra.

A maioria dos casos de dor nas mamas desaparece por conta própria, segundo a médica. “Uma pessoa não precisa consultar um médico se a dor desaparecer e não retornar, ou se ela tiver uma dor cíclica e muito leve na mama. No entanto, o médico deve ser procurado em casos de sinais de infecção durante a amamentação, especialmente se sentir febre ou mal-estar; intensa dor nas mamas durante ou após a amamentação; um nódulo, especialmente um nódulo duro que não desaparece após o período menstrual; descarga do mamilo; qualquer dor na mama que seja intensa ou insuportável. O rastreamento da dor na mama ao longo do tempo pode ajudar o médico a dar um diagnóstico adequado”, explica Eloisa. A especialista aponta as seis principais causas de seios doloridos e pesados:

• Gravidez – As mudanças hormonais que ocorrem na gestação fazem com que os seios pareçam mais macios ou pesados durante a gravidez, inclusive no primeiro trimestre. “A progesterona pode causar sensibilidade mamária.  À medida que a gravidez avança, os seios crescem. Esse crescimento pode causar dor se o sutiã da paciente estiver muito apertado. Isso também pode fazer com que os seios pareçam mais pesados, potencialmente causando dores nos ombros e nas costas”, diz a médica.

• Amamentação – Após o parto, a amamentação pode ser dolorosa e os seios podem parecer pesados. “Após as primeiras 48 horas, pode ocorrer ingurgitamento, quando os seios ficam pesados e cheios de leite. Os seios podem parecer grandes enquanto se sentem cheios, pesados e muito sensíveis”, diz a especialista. Para tratar esse tipo de dor, a médica sugere que a mãe amamente ou expresse leite a cada 2 horas; massageie os seios suavemente; use compressas quentes, como toalhas quentes, antes da amamentação; também é possível usar uma compressa fria, com gelo envolto em uma toalha, após as refeições, para que a mama não fique muito ingurgitada e para diminuir a produção de leite nesse momento.

• Mastalgia – O termo se refere justamente à dor nas mamas e existem dois tipos: “A primeira é a dor cíclica da mama, que os períodos menstruais costumam causar. O segundo é a dor não cíclica da mama, que pode vir da mama ou dos músculos e articulações que a circundam”, diz Eloisa. A dor cíclica da mama geralmente ocorre no momento da ovulação e continua até o início do ciclo menstrual. “Já a dor mamária não cíclica não varia com o ciclo menstrual e não desaparece. Está relacionada a um trauma, um golpe e a dores artríticas e musculares”, diz a médica. Para o tratamento da dor, a ginecologista indica compressas quentes e medicamentos analgésicos. Prevenir e aliviar a dor cíclica podem incluir a redução da ingestão de cafeína, diminuir o consumo de gorduras e aumento na ingestão de alimentos com vitamina E (amêndoas, castanha-do-pará e semente de girassol).

• Infecções – Duas infecções comuns que podem causar dor nas mamas são a mastite e a infecção por candidíase ou levedura. “A mastite pode ocorrer após um longo período de ingurgitamento ou quando os dutos de leite ficam entupidos. Nesse caso, os sintomas podem incluir febre, arrepios, uma área quente ou inchada na mama, náusea, fadiga, vômito e descarga amarela do mamilo. O tratamento é feito após avaliação médica e, nesse caso, a paciente deve fazer uso de antibióticos com orientação do ginecologista”, afirma. No caso da infecção por candidíase ou levedura, os sintomas podem incluir mamilos doloridos, mamilos rosados, escamosos, brilhantes, rachados e com coceira.

• Nódulos fibrocísticos – A doença fibrocística da mama causa nódulos inofensivos nas mamas. Os seios podem parecer pesados ou cheios. “A fibrose ocorre quando há um espessamento do tecido mamário, o que pode causar secreção mamilar e dor”, diz a médica. O tratamento para aliviar os sintomas são compressas quente ou fria, vestir sutiã confortável, evitar excessos de sal, cafeína e gordura na dieta, tomar contraceptivos orais e usar analgésicos.

• Câncer – A maioria dos cânceres de mama não causa dor. “No entanto, se uma pessoa sentir dor na mama que não desaparece, deve consultar um médico para descartar a possibilidade de câncer.” Outros sintomas incluem: secreção mamilar sangrenta, alterações na pele ao redor do mamilo ou o mamilo virando para dentro, calor ou prurido nos seios (embora possa ser mastite), espessamento da pele com textura semelhante a casca de laranja, inchaço ou caroços que aparecem ao redor da clavícula e axilas, nódulo que geralmente é duro e indolor. O tratamento geralmente envolve remover todo o tumor, o que pode resultar em uma mastectomia (retirada do seio); quimioterapia, que pode encolher o tumor; e radioterapia, que pode destruir as células cancerígenas.

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