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Estado de Minas ANNA MARINA

Veja dicas para evitar a fome emocional, fruto da ansiedade e do estresse

O problema se agrava durante a pandemia com a liberação do hormônio cortisol, que afeta o metabolismo e o fluxo de sangue no organism


27/01/2021 04:00


 
Desde que recebi o diagnóstico do especialista Walter Caixeta Braga de que tinha diabetes tipo 2, aprendi que é bom me alimentar pelo menos de três em três horas, para evitar a hipoglicemia. Então, uma das minhas manias é levantar no meio da noite – lá pelas 3h – para comer uma banana e enfrentar o resto do tempo com o estômago cheio. Com a idade, passei a me alimentar cada vez menos de uma só vez, meu “ministério do trabalho doméstico” comenta que não como nada.
 
Com essa danada da pandemia, que pelo andar da carruagem está longe de acabar, a tendência da maioria é buscar alternativas para manter a saúde física e mental em dia. Nem sempre é fácil. Em meio à crise, ao passar por situações que levam ao estresse, decepção, apatia ou momentos de grandes incertezas, as pessoas tiveram dificuldade em discernir onde acaba o apetite e começa a ansiedade. De acordo com pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde neste mês, com 19.826 entrevistados, 74% apresentaram sintomas de ansiedade durante a pandemia do novo coronavírus.
A consultora em nutrição Maria Julia Coto explica que em situações de nervosismo e ansiedade liberamos um hormônio chamado cortisol, produzido pela parte superior da glândula suprarrenal, que está diretamente envolvido na resposta ao estresse.
 
“Ao aumentar o nível de cortisol, o corpo tende a mobilizar rapidamente as reservas de energia, ocasionando mudanças no metabolismo e fluxo de sangue. Em consequência, algumas pessoas acabam comendo exageradamente como um mecanismo de fuga”, alerta a especialista.
É importante ficar atento à alimentação nos momentos de nervosismo e ansiedade. “Mesmo na correria cotidiana, é possível encaixar um plano alimentar que seja prazeroso, nutritivo e saboroso”, destaca Maria Julia. Para permitir que todos esses benefícios sejam desfrutados, é preciso entender os sinais do corpo seguindo alguns passos simples. Veja a seguir:
 
Sem neuras. Saia de perto das dietas da moda e restritivas. A privação causada por elas, além de aumentar o estresse, pode gerar deficiência de alguns nutrientes. Procure um profissional de saúde capacitado que possa ajudar você com uma reeducação alimentar específica para suas necessidades.
Entenda os sinais de fome e saciedade. Muitas vezes, estamos tão focados na rotina que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: quanto de fome tenho hoje?. Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo o sabor do alimento e a saciedade que ele vai trazer aos poucos – assim, você saberá quando estiver sa- tisfeito. Isso evita o consumo em excesso ou em pouca quantidade, o que muitas vezes acaba causando desconforto durante o dia e descontentamento com o corpo.
 
Não desconte seus sentimentos na comida. Em dias estressantes, muitas vezes acabamos comendo sem pensar na quantidade. No fim, estamos passando mal e nos sentindo para baixo, preocupados com o efeito que os exageros vão causar no peso e na estética. Acabamos colocando alguns grupos ou alimentos, por exemplo os carboidratos, como vilões, mas, na verdade, a questão está em nossos hábitos.
 
Identifique se o que está sentindo é fome física ou uma tentativa de fuga emocional. A ansiedade é manifestada de muitas formas, e, por vezes, por meio da vontade exacerbada de comer, conhecida como fome emocional. A fome emocional ocorre quando nos alimentamos a partir de emoções como tristeza e ansiedade, é uma tentativa de fugir dos sentimentos que não conseguimos encarar. Assim, descontamos nossas insatisfações emocionais na comida, buscando um atalho fácil e prazeroso de forma inconsciente.
 
Pratique exercícios físicos e durma bem. Caminhar ao ar livre diariamente e fazer atividades de relaxamento, como ioga e meditação, além de uma boa noite de sono, ajudam a aliviar o estresse e a reduzir a produção do excesso de cortisol do organismo.
Por fim, coloque como prioridades a saúde e a alimentação. Busque formas diferentes de eliminar o estresse. Use o tempo livre para fazer as coisas de que gosta e evite levar trabalho para os momentos pessoais.

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