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Tanto a anorexia quanto a bulimia exigem tratamento imediato

Para minimizar os danos, distúrbios alimentares envolvem trabalho conjunto de médicos, nutricionistas e psicólogos, além de vários medicamentos e terapia


29/12/2020 04:00


Já convivi esporadicamente com uma jovem bonita, de boa família, paparicada pelos pais, que sofria de bulimia. Você já deve ter ouvido falar de anorexia e bulimia. Elas atingem principalmente as mulheres, especialmente na faixa dos 12 aos 25 anos. Mas os homens não estão de fora. Eles correspondem a 10% dos casos. Amplamente retratadas em filmes e novelas, essas doenças são ainda mais comuns na vida real. A característica em comum inegável é que as duas enfermidades estão ligadas ao medo de engordar e, por isso, são caracterizadas como distúrbios alimentares.

Os padrões, às vezes, inatingíveis de beleza e magreza para boa parte das pessoas podem impulsionar a adoção de práticas que nem sempre são as mais saudáveis. Na internet, existe o acesso a milhares de conteúdos sobre dietas e dicas de exercícios, mas que nem sempre funcionam para todos os tipos de corpo e organismo. É aí que surgem os distúrbios alimentares: silenciosos, mas perigosos. Inclusive, a anorexia é a doença psiquiátrica que mais registra mortes.

A principal diferença entre a anorexia e a bulimia está no quadro sintomático. Comer muito pouco ou não comer identifica a anorexia nervosa. Ela é caracterizada pela perda de peso excessiva em um curto período de tempo, devido à falta da alimentação. O índice de massa corporal fica abaixo de 17,5 e vem acompanhado de desnutrição. O distúrbio também afeta a fertilidade, interrompendo a menstruação das mulheres. Mas esse não é o maior problema. A desnutrição gerada pode levar à morte, devido ao risco de ocasionar falência de órgãos, parada cardíaca ou insuficiência renal, entre muitos outros problemas.


Comer e depois se arrepender é a característica da bulimia. O indivíduo geralmente está no seu peso normal ou um pouco acima, mas sofre de compulsão alimentar. Ele cede à compulsão com frequência, comendo mais do que o necessário, o que gera arrependimento seguido de vômitos forçados ou uso de laxantes. Neste caso, não há perda de peso evidente, pois o corpo ainda consegue absorver parte dos nutrientes. Mas isso não ameniza as consequências: fraqueza, dores no estômago, tontura e diarreia, entre outros.

Tanto a anorexia quanto a bulimia exigem tratamento imediato para minimizar os danos. Muitas vezes, ele é complexo e envolve trabalho conjunto de diversos médicos, como o clínico geral ou o pediatra (no caso de crianças e adolescentes), nutricionista, psicólogo e psiquiatra. As formas de tratamento envolvem medicamentos, antidepressivos, dieta nutricional e terapia. Esses cuidados costumam ser eficazes na resolução do problema.

É preciso ter em mente que o corpo necessita de nutrientes para seu bom funcionamento. Durante o dia, ele realiza processos, como a queima de energia, que necessita de açúcares (por isso, sim, o carboidrato é fundamental para sobrevivência). Se ele não encontrar esses nutrientes, terá que retirar de outras partes do organismo (como o cálcio dos próprios ossos) ou ocasionará sintomas como a fraqueza, por sua carência.

Por isso, é importante se alimentar corretamente. Seguindo uma dieta balanceada e personalizada. Conversar com um nutricionista sobre os objetivos estéticos relacionados à dieta e exercícios pode ser uma forma de evitar distúrbios alimentares e levar uma vida mais saudável. 

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