Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

É possível pegar COVID-19 na água?

É pouco provável, mas, principalmente nos clubes, o perigo está no contato com outros frequentadores


07/12/2020 04:00 - atualizado 06/12/2020 22:24

Frequentadores de clubes devem tomar cuidados para evitar a transmissão e o contágio do coronavírus(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Frequentadores de clubes devem tomar cuidados para evitar a transmissão e o contágio do coronavírus (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Engraçado como é possível definir o temperamento de uma criança diante de uma simples piscina caseira. As mais espertas se lançam na água sem avaliar se sabem ou não nadar, se a piscina dá pé ou não. Muitas vezes, os adultos que estão por perto têm que pular n'água de roupa e tudo para impedir que o corajoso se afogue. O melhor, sempre, quando as crianças são pequenas, é manter um bom número de braçadeiras para que elas não se afoguem. E aprendam a nadar sem medo.

Todo santo dia, ficamos sabendo de adultos que sabem nadar, mas morrem afogados por confiar muito na capacidade física e duvidar das recomendações de lugares que são naturalmente perigosos. E é no verão, estação mais quente do ano, que se torna comum a procura por piscinas, praias, rios e cachoeiras, entre outros lugares que refrescam e, ao mesmo tempo, transformam o momento em diversão para o corpo e a alma.

No entanto, é nessa época do ano que são registrados os maiores números de acidentes que podem, inclusive, levar uma pessoa a perder os movimentos de braços e pernas e até a morte durante banhos e mergulhos.

Segundo dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), a cada 92 minutos, um brasileiro morre afogado; 52% das mortes estão na faixa de 1 a 9 anos e ocorrem em piscinas e residências; 70% dos óbitos são registrados em rios e represas; 44% ocorrem no verão (de dezembro a março); e mais de 90% das mortes acontecem por ignorar os riscos, não respeitar limites pessoais e desconhecer como agir.

No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de mortes e a sétima de hospitalização por motivos acidentais entre crianças de até 14 anos, segundo a ONG Criança Segura. Os médicos alertam que, depois dos afogamentos, os acidentes mais comuns no verão são mal súbito, hipotermia e traumas em geral. Para não deixar o lazer de lado, é bom prestar atenção em sete fatores importantes para prevenir qualquer tipo de acidente e até mesmo a morte. São eles:

1. Conhecer a profundidade do local em que mergulhará, principalmente em lugares que têm pedras, como rios e cachoeiras;

2. Observar se há salva-vidas por perto;

3. Para as piscinas, mantenha em dia o exame médico;

4. Os adultos não devem evitar ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes de mergulhar;

5. Evitar saltar de cabeça e ficar atento com saltos em beiradas de piscinas, trampolins e afins;

6. Crianças sempre devem estar supervisionadas por um adulto;

7. Não superestime sua capacidade de nadar.

O certo é que a maioria dos incidentes ocorre por falta de prudência. As pessoas ignoram seus limites e acham que sempre podem avançar um pouco mais e isso pode ocasionar um afogamento ou algo pior. E como não podia ficar de fora, a COVID-19 também levanta preocupação com as piscinas de clubes. Afinal de contas, será possível contagiar-se na água? É pouco provável, mas, principalmente nos clubes, o perigo está no contato com outros frequentadores.

Quem frequenta locais públicos deve tomar cuidados dobrados, usando apenas seus objetos pessoais, evitando toalha e chinelos alheios. E, fora da água, o negócio é usar máscara, mesmo que o bronzeado do rosto reflita esse cuidado. 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade