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Conheça os fatores de riso da hérnia inguinal

Patologia não é necessariamente perigosa, mas pode levar a complicações


16/10/2020 04:00


A hérnia inguinal não é necessariamente perigosa. No entanto, cresce, não melhora por si mesma e pode levar a complicações fatais. A sua correção cirúrgica é uma das intervenções mais comuns na cirurgia geral, sendo um procedimento de baixo risco. Os sinais e os sintomas da hérnia inguinal vão desde uma protuberância na parte de cima da virilha, que se torna mais evidente de pé, especialmente se tossir ou fizer um esforço, e é acompanhada por dor ou desconforto. Ter uma sensação de queimadura, peso ou arrastamento também é comum.

As causas mais frequentes para o aparecimento de uma hérnia são condições que aumentem a pressão dentro do abdome, como o excesso de peso, tosse crônica (fumantes e asmáticos), gravidez e prisão de ventre. Outras causas associam-se a esforços físicos frequentes, causas genéticas ou defeitos na parede abdominal de nascença.

Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma hérnia inguinal incluem:

• Ser homem (os homens têm oito vezes mais probabilidade de desenvolver uma hérnia inguinal do que as mulheres);

• Aumento da idade (os músculos enfraquecem com a idade);

• Raça branca;

• História familiar;

• Nascimento prematuro e baixo peso ao nascer;

• Hérnia inguinal já operada.

Se não conseguir empurrar a hérnia para dentro, o conteúdo da hérnia pode estar preso (encarcerado) na parede abdominal, podendo vir a ficar “estrangulada”, o que interrompe o fluxo sanguíneo para o tecido em que está preso. Trata-se de uma condição que pode ser fatal se não for tratada. Procure consulta urgente se a hérnia ficar vermelha, roxa ou escura ou se notar quaisquer outros sinais ou sintomas de uma hérnia estrangulada.

Abordagem mini-invasiva é feita com laparoscopia.Nessa abordagem, a cirurgia é feita através de três orifícios (um no umbigo de 10mm; dois de 5mm, um à esquerda e outro à direita, por cima do osso do quadril) pelos quais se introduz uma câmara (10mm) e os instrumentos de 5mm, usados para operar na parte de trás dos músculos da parede abdominal onde a hérnia começa.

É dessa forma que se coloca uma rede que vai reforçar a parede abdominal e impedir novos problemas com a hérnia. Com essa técnica, consegue-se o mesmo resultado final e, por via de um meio menos agressivo, obtêm-se todas as vantagens dos procedimentos minimamente invasivos, com maior segurança em relação às complicações mais comuns desse procedimento quando realizado por via aberta (dor crônica ou perda de sensibilidade associada a lesão nervosa, infecções e problemas na cicatrização).

As vantagens vão desde menor dor pós-operatória imediata e ao longo da recuperação, menor necessidade de uso de analgésicos, melhor resultado estético, até  retorno mais precoce ao trabalho.

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