Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. ASSINE AGORA >>

Publicidade

Estado de Minas

Minas Gerais se orgulha, e muito, de sua orquestra filarmônica

Conseguimos criar em 12 anos um conjunto de excelência que conquistou projeção internacional


postado em 06/02/2020 04:00

Sala Minas Gerais oferece conforto e acústica perfeita(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Sala Minas Gerais oferece conforto e acústica perfeita (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Creio que não existe um mineiro sequer que não sinta enorme orgulho da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Tomando como base os que já ouviram falar dela, mesmo sem nunca ter experimentado o prazer de assistir a algum de seus concertos, tenho certeza de que os leitores desta coluna sabem bem do que estou falando. Em todas as rodas de conversa nas quais se fala da arte e da cultura do estado, a Filarmônica é destaque, sempre com os maiores elogios. E todos eles mais do que merecidos. Conseguimos criar em 12 anos uma orquestra de excelência que ganhou projeção internacional. E isso não é fácil.

No final de cada ano, eles colocam à venda o passaporte com entrada para todos os concertos programados para o ano seguinte. É uma forma de captar recursos e garantir número cativo de audiência. Nunca adquiri o passaporte, porque vida de jornalista é cheia de compromissos e nem sempre posso ir às apresentações, mas minha irmã é apaixonada pela Filarmônica e compra, anualmente, seu bloco de ingressos. Várias vezes fui com ela.

Minha filha é outra que não esconde a paixão pela orquestra. Mora fora de Belo Horizonte, mas todas as vezes em que vem à cidade, corre para comprar seu ingresso. Em dezembro, teve que vir aqui justamente nos dias do concerto de Natal. Ficou arrasada, pois os ingressos estavam esgotados. Recorri a amigos que fazem parte do Conselho do Instituto Cultural Filarmônica – claro que só pedi um ingresso para ela, nem ousei pedir para mim, pois sei que a casa estava lotada. Ela ficou radiante. Foi, emocionou-se, chorou. Chegou em casa numa alegria só.

Não esqueço a primeira vez em que assisti a um concerto na Sala Minas Gerais. Desde a entrada do prédio, fui tomada pela emoção. Quando entrei na sala de apresentação, fui envolvida totalmente. A música entra dentro de você e o desejo é registrar aquele momento para sempre, mas, por normas da casa, esse registro fica na memória, pois celulares são terminantemente proibidos lá dentro. Seguranças e recepcionistas não dormem no ponto. Nada pode distrair o público, é realmente um mergulho no universo da música clássica. Precisamos de mais lugares assim. O mais interessante é que voltei lá várias vezes e em todas elas o sentimento, a emoção e o prazer são os mesmos.

A orquestra, fundada em fevereiro de 2008, está em festa, comemorando os cinco anos da inauguração da Sala Minas Gerais, aquela maravilha que acomoda com conforto e acústica perfeita quase 1,5 mil pessoas, projetada pelo arquiteto José Augusto Nepomuceno. A programação de 2020, que já está fechada, começa com o concerto de comemoração desse aniversário.

Claro que o apoio dos conselheiros – todos eles empresários que admiram e consomem música de qualidade – é fundamental. O presidente e toda a equipe que está à frente do instituto com um trabalho de excelência também são admiráveis. Mas não podemos deixar de ressaltar, com muito aplauso, o maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular desde o início dos trabalhos. Também aplaudimos cada músico que compõe a Filarmônica com todo o seu talento e competência técnica.

Já somos referência internacional, com programação diversificada e apresentações gratuitas ou a preços populares que estão, cada vez mais, atraindo o público. Entre elas estão os projetos Concertos para a Juventude, Clássicos na Praça, Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Às crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música erudita.

A programação de 2020 começa em 13 e 14 de fevereiro, com Ressureição. Em março, serão 10 concertos. Ao todo, serão 69 apresentações este ano – várias delas fazem parte do Festival Beethoven, em comemoração aos 250 anos do grande compositor. Com certeza, este é um programa imperdível, que todas as pessoas devem fazer pelo menos uma vez no ano.
(Isabela Teixeira da Costa/Interina)

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade