(none) || (none)
Publicidade

Estado de Minas MERCADO S/A

Porque 2022 foi um ano de decepções para as empresas de capital aberto

Em 2022, o lucro líquido de 295 companhias listadas na B3, a bolsa de valores de São Paulo, caiu 17,8% em relação a 2021. Já a dívida líquida subiu 27,9%


04/04/2023 04:00 - atualizado 03/04/2023 19:40

Bolsa de Valores de SP
Na Bolsa de Valores de São Paulo o maior lucro no ano passado foi da Petrobras e o pior da Light (foto: Nelson Almeida/AFP)


Lucros em queda e dívidas em alta. Em linhas gerais, esse é o retrato do desempenho em 2022 das empresas brasileiras de capital aberto. No ano passado, o lucro líquido de 295 companhias listadas na B3, a bolsa de valores de São Paulo, caiu 17,8% em relação a 2021. Por sua vez, a dívida líquida subiu 27,9%. Há uma razão para isso: os juros altos, que comprimem as margens operacionais e geram resultados financeiros piores. O levantamento realizado por Einar Rivero, diretor comercial da plataforma de investimentos TradeMap, também indicou os maiores lucros e prejuízos da temporada. No primeiro quesito, a Petrobras lidera com folga – a linha azul do balanço totalizou R$ 188,3 bilhões, uma variação positiva de 76% diante de 2021 –, seguida por Vale (lucro de R$ 95,9 bilhões) e Banco do Brasil (31 bilhões). No campo oposto, o das perdas, estão a Light (prejuízo de R$ 5,6 bilhões), BRF (R$ 3,1 bilhões) e Natura (R$ 2,8 bilhões).

Vendas de veículos surpreendem em março

Foi com certa dose de surpresa que o mercado automotivo recebeu os números de vendas de veículos em março. Apesar da percepção generalizada de que o cenário havia melhorado, não se esperava uma arrancada tão veloz. No mês passado, 199 mil unidades foram emplacadas, considerando carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. É um resultado ótimo, que corresponde a um avanço de 35,5% sobre o mesmo período do ano passado, quando a falta de componentes eletrônicos estava no auge.

E-mails da Americanas entram na mira da Justiça

O caso Americanas, que ocultou rombo bilionário em seu balanço, terá novos – e provavelmente polêmicos – desdobramentos. Isso porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acatou recurso do Bradesco e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para busca e apreensão de e-mails da empresa. O objetivo é investigar e eventualmente comprovar a suposta fraude contábil. Lembre-se que o Bradesco é um dos maiores credores da varejista, com um total de R$ 4,7 bilhões a receber.

Em correção de rota, Marisa fechará 92 lojas físicas

A varejista de moda Marisa começa a colocar em prática um plano de reestruturação que objetiva salvar as suas finanças. Em teleconferência com analistas de bancos e corretoras, João Pinheiro Batista, presidente da empresa, revelou que ao menos 92 lojas físicas, o equivalente a 30% do total de unidades, serão fechadas. A situação é delicada. No quarto trimestre do ano passado, o prejuízo da Marisa disparou 670%, chegando a R$ 188,6 milhões. Em todo o ano, as perdas totalizaram R$ 391 milhões.

Rapidinhas

  • A estiagem severa provoca estragos na atividade agrícola do Rio Grande do Sul, um dos estados mais relevantes para o agronegócio brasileiro. Segundo a Emater, o serviço de extensão rural do estado, a chamada safra de verão sofrerá uma queda 27%. A produção de soja deverá encolher 30%. No caso do milho, o tombo será maior – 40%
  • A Latam manteve em fevereiro a liderança do mercado aéreo brasileiro. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa respondeu no mês por 38% do mercado doméstico e 21% do internacional, de acordo com o tráfego consolidado de passageiros (RPK). Desde 2021 a Latam comanda o setor aéreo brasileiro.
  • A Caixa Econômica Federal passará a oferecer até o final do mês uma linha de crédito destinada a pessoas com deficiência. A linha será subsidiada pelo governo federal e terá taxas de juros convidativas de 6% ao ano para clientes com renda de até cinco salários mínimos e de 75% para os que ganham entre cinco e dez.
  • Todos os funcionários dos escritórios corporativos do McDonald’s nos Estados Unidos deverão trabalhar em casa nesta semana. O motivo, contudo, é incômodo: a empresa se prepara para anunciar um programa de demissões em massa. Segundo dados recentes, a maior rede de lanchonetes do mundo emprega globalmente cerca de 150 mil pessoas.

"Em várias palestras com bilionários é possível ouvi-los dar o mesmo conselho para quem deseja obter sucesso: 'siga a sua paixão'. Bem, isso é uma tremenda bobagem"

Scott Galloway, professor da NYU Stern Business School. Ele acha que questões emocionais não devem guiar os negócios


R$ 170 bilhões

é a previsão do volume de investimentos privados no setor ferroviário brasileiro nos próximos anos, conforme cálculos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
 
 

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)