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Estado de Minas MERCADO S/A

Como o mercado financeiro reage às mudanças na Petrobras

A renúncia de José Mauro Coelho foi mais um gatilho para a enxurrada de críticas que o governo vem recebendo


21/06/2022 04:00 - atualizado 21/06/2022 07:42

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro (foto: Mauro Pimentel/AFP - 9/3/20)

O mercado financeiro tem reagido com indisfarçável desânimo às mexidas do governo na Petrobras. “Acorde-me quando terminar outubro”, escreveu Pedro Soares, analista do banco BTG Pactual, em relatório enviado a investidores que trata da crise dos combustíveis.

 “A história da Petrobras é o retrato deste governo: bipolar e intervencionista”, afirma Luiz Alves, sócio-fundador da Versa Asset, gestora de um dos fundos multimercados mais rentáveis do país.

A renúncia de José Mauro Coelho, que até ontem ocupava o posto de presidente da Petrobras, foi mais um gatilho para a enxurrada de críticas que o governo vem recebendo. “Sob qualquer ângulo que se analise o episódio, trata-se de uma maluquice completa”, diz o economista-chefe de uma grande casa de análise, que prefere não ser identificado.

“Meus clientes perguntam o que vai ocorrer com a estatal, e pela primeira vez na vida digo que é impossível projetar cenários. Tudo pode acontecer, e isso é péssimo para a reputação da empresa.”

Maioria das empresas não tem metas de inclusão

O discurso da inclusão é corriqueiro entre as empresas, mas na prática elas pouco fazem para quebrar velhas barreiras. Segundo estudo da consultoria Luvi One em parceria com a fintech Arara.io, 59% das 404 empresas com ações negociadas na B3 não têm metas de inclusão de mulheres, pessoas não brancas e pessoas com deficiência (PCD) em seus quadros. A conclusão é óbvia: para o público externo, as companhias vendem a ideia de que são inclusivas. Na realidade do dia a dia, a história é diferente.

XP lança conta digital

A XP anunciou ontem o lançamento de sua conta digital para pessoas físicas. Com isso, a antiga corretora pode, enfim, se assumir como um banco de verdade. O projeto está em fase de testes há pelo menos seis meses e já nasce com uma base de aproximadamente 300 mil usuários. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou também a chegada de seu cartão de débito, que terá as atribuições tradicionais desse tipo de produto, como saques nos caixas eletrônicos da rede Banco24Horas.

Escultura da Justiça em frente ao Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Sede do STF: uso de inteligência artificial tem papel relevante no Judiciário (foto: José Cruz/ABr - 1º/8/12)

Judiciário amplia uso da inteligência artificial

A inteligência artificial (IA) não é aliada apenas do mundo corporativo. No Judiciário, ela tem papel relevante. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que os projetos desenvolvidos com o auxílio da tecnologia passaram de 41 em 2021 para 111 em 2022. Segundo o CNJ, as ferramentas de IA são usadas principalmente na automatização de tarefas repetitivas. No Tribunal de Justiça da Bahia, por exemplo, a assistente virtual chamada Sofia realiza a triagem automática de processos.


Carteira vazia
(foto: Andrew Khoroshavin/Pixabay - 7/1/21)

66,1 milhões

de brasileiros estão inadimplentes, segundo a Serasa Experian. É o maior número da série histórica, iniciada em 2016


“O Pix é um sucesso absoluto, inclusive bancarizou muita gente, e não se esperava no início que fosse usado como um mecanismo pelas quadrilhas’’
• Leandro Vilain, diretor de negócios e operações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Com a ajuda do Banco Central, as instituições financeiras buscam forma de reduzir os golpes

RAPIDINHAS

• O Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York  aprovou o plano de recuperação judicial apresentado em novembro do ano passado pela Latam em seu processo de reorganização nos Estados Unidos. Segundo a companhia aérea, o processo, que prevê o aporte de US$ 8,19 bilhões no grupo, deverá ser concluído no segundo semestre.

• O novo aumento do diesel anunciado pela Petrobras vai encarecer em pelo menos 5% o valor do frete. O cálculo é da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), que representa 15 mil empresas do setor.  Nos últimos 12 meses, a variação média do preço do combustível foi 52,69%. Em 2022, a alta já se aproxima dos 30%.

• A Ferrari também se rendeu aos elétricos. A mais icônica das marcas automotivas pretende que, até 2030, 80% de suas vendas sejam de veículos movidos a eletricidade. Para isso, a empresa investirá R$ 4,6 bilhões. O plano é ambicioso. Entre 2023 e 2026, a fabricante italiana prevê lançar 15 automóveis desse tipo.

• O fim das restrições sanitárias provocou forte impacto nas compras em espécie de dólar e euro. No Itaú Unibanco, a procura pelas moedas aumentou 900% nos cinco primeiros meses de 2022 na comparação com o mesmo período de 2021. Segundo especialistas, o resultado se deve sobretudo à retomada do turismo.

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