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Estado de Minas Mercado S/A

Pacote de medidas quer melhorar ambiente de negócios


30/03/2021 04:00

(foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados %u2013 4/3/20)
(foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados %u2013 4/3/20)

Entra e sai ano e o Brasil continua fazendo feio nos rankings que classificam os países de acordo com a facilidade para fazer negócios. Atualmente, o país ocupa a vexatória 124ª posição entre 190 nações. Na esperança de mudar o desempenho, o governo federal editou uma medida provisória (MP) que promete a simplificação de abertura de empresas, a proteção de investidores minoritários e a redução de burocracias no comércio exterior, entre outras medidas. A MP precisa ser aprovada no Congresso.

E as reformas econômicas, como ficam?

O presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem uma espécie de reforma ministerial ao trocar o comando em seis pastas. Enquanto isso, as reformas estruturais, que têm potencial para destravar a economia e melhorar a vida de milhões de brasileiros, continuam emperradas, sem qualquer sinal de vida. Para piorar, o cenário de paralisia tende a permanecer até 2022, e é razoável supor que ele só mudará a partir de 2023, após o resultado da eleição presidencial. Não é só a interminável crise política que detém os ânimos reformistas. O agravamento da pandemia do coronavírus – o que é resultado, ressalte-se, dos erros grosseiros cometidos pelas autoridades na gestão da crise – tirou de cena qualquer possibilidade de se discutirem mudanças, por exemplo, nas regras tributárias. O governo perdeu o timing e parece ter deixado de lado a disposição para fazer as transformações econômicas necessárias. Pelo visto, reformas só mesmo nos altos escalões da administração.


“Vivemos uma crise política por dia”

Os grupos de WhatsApp ferveram na tarde de ontem com a saída do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. Em um desses grupos, formado por empresários, a constatação geral é que o governo fica ainda mais enfraquecido no episódio. “É impressionante, vivemos uma crise política por dia”, escreveu um dos participantes, um jovem empresário da área de tecnologia. “Assim não há economia que resista.” O desânimo do setor produtivo com o governo está sendo transformado em desespero.

B2W investe em tuc-tucs para o transporte de mercadorias

A B2W Digital, dona das marcas Americanas, Submarino, Shoptime e Sou Barato, colocará nas ruas uma frota de 90 tuc-tucs elétricos para a entrega de produtos vendidos nas plataformas digitais. Segundo a empresa, os veículos – parecidos com aqueles triciclos que fazem sucesso na Ásia – vão atuar principalmente nas capitais do Sudeste, Sul e Nordeste do país e são capazes de transportar até 600 quilos de mercadorias, muito mais do que uma motocicleta convencional.

R$ 1,7 bilhão

Foi o lucro da operadora de telefonia Oi no quarto trimestre de 2020, revertendo o prejuízo de R$ 2,2 bilhões observado no mesmo período de 2019. Em todo o ano passado, porém, a empresa perdeu R$ 10,5 bilhões

"Se em plena pandemia conseguimos embarcar 2 milhões de passageiros em um trimestre, imagina o que faremos daqui a seis meses"
Leonel Andrade, presidente da CVC Corp, maior empresa de turismo da América do Sul

Rapidinhas

A pandemia fez diminuir a demanda por aluguel de carros no Brasil. No ano passado, as locadoras contabilizaram 44,6 milhões de diárias, uma queda de 10% em relação a 2019. Apesar disso, a frota aumentou, chegando ao recorde de 1 milhão de veículos. Os dados são da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla).

O navio que ficou seis dias encalhado no Canal de Suez trouxe um problema adicional para a já debilitada indústria automotiva brasileira. Boa parte das mais de 500 embarcações que tiveram seu caminho bloqueado transportava componentes automotivos – alguns deles destinados ao Brasil. O setor enfrenta queda de vendas e paralisação de fábricas.

A confiança do consumidor brasileiro caiu para o pior nível desde o início da pandemia. Em março, o índice INC, calculado pela Associação Comercial de São Paulo, chegou a 76 pontos – um ano atrás, estava em 92 pontos (a escala vai de 0 a 200). Segundo economistas, só a vacinação em massa e o retorno das atividades poderão reverter o quadro.

As projeções para a inflação continuam sem freio. O mercado financeiro subiu, pela 12ª semana consecutiva, a expectativa de alta de preços em 2021, que passou de 4,71% para 4,81%. Para 2022, a previsão é de alta de 3,51%. Os dados fazem parte do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.



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