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Estado de Minas AMAURI SEGALLA

Em alta, confiança empresarial desafia prognósticos pessimistas

É cedo para falar na retomada de empregos e investimentos, mas é inegável que os empresários deixaram o desânimo para trás


04/08/2020 04:00 - atualizado 04/08/2020 08:25

(foto: Léo Lira/FCA/Divulgação)
(foto: Léo Lira/FCA/Divulgação)
Uma leva de indicadores contraria os prognósticos sombrios feitos pelos pessimistas de plantão. Em julho, o Índice de Confiança Empresarial medido pela Fundação Getulio Vargas subiu para 87,5 pontos (em uma escala de zero a 200), aproximando-se dos níveis pré-pandemia. No pior momento da crise, em abril, o índice chegou a 55,7 pontos. É cedo para falar na retomada de empregos e investimentos, mas é inegável que os empresários deixaram o desânimo para trás.

Não é só. Também em julho, a reabertura econômica levou o setor manufatureiro a ter crescimento recorde. O índice PMI, principal termômetro da atividade fabril, alcançou no mês o maior nível desde 2006, segundo pesquisa da consultoria IHS Markit. Para fechar a série de dados, o mercado reduziu a projeção de queda do PIB em 2020 de 5,77% para 5,66%. Ressalte-se que a situação ainda é grave, mas, ao contrário do que muitos analistas dizem, nem tudo está perdido.

 

Bolsa brasileira decepciona em ranking mundial

A bolsa brasileira não é mais a de pior desempenho no mundo em 2020, posição que ocupou durante boa parte do ano. Mesmo assim, não há motivos para comemorar. Em dólar, o índice brasileiro recuou 31% de janeiro a julho – Colômbia, Ilhas Maurício, Zâmbia e Namíbia conseguiram a proeza de apresentar resultados ainda mais fracos. No câmbio, o real continua líder absoluto no ranking dos fiascos: a moeda brasileira tem queda acumulada de 22% em 2020 em relação ao dólar.

 

Rapidinhas

(foto: Pilar Olivares/AFP)
(foto: Pilar Olivares/AFP)
O Itaú Unibanco reabriu o Cubo, espaço em São Paulo para o desenvolvimento do empreendedorismo. Fechado desde março por causa da pandemia, o lugar volta com novidades: um serviço mensal de assinatura de R$ 250 que permitirá aos futuros empresários participarem de grupos de conversas e eventos exclusivos do universo das startups.

 

A partir de 2021, o uísque Johnnie Walker será vendido também em garrafas de papel. Segundo a Diageo, empresa britânica que detém a marca, o objetivo é aumentar os seus índices de reciclagem. Diversos setores apostam em embalagens feitas de celulose. Companhias como Unilever e PepsiCo têm projetos avançados na área.

 

O Instituto ProPague, criado pela fintech Stone para incentivar estudos sobre inclusão financeira, vai promover a partir de 17 de agosto um curso gratuito focado em open banking. A ideia é apresentar as oportunidades e os desafios para a implementação do open banking no Brasil. As inscrições começaram ontem.

 

As vendas para o Dia dos Pais deverão decepcionar. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 34% dos brasileiros pretendem gastar menos em 2020 do que no ano passado, enquanto 18% esperam investir mais. Estima-se que 90 milhões de pessoas irão às compras, o que representa uma queda de 9% em relação a 2019.

 

Produtividade alta garante mais tempo livre

(foto: Luiz Pires/Centauro/Divulgação)
(foto: Luiz Pires/Centauro/Divulgação)
O aumento da produtividade não é positivo apenas para as empresas. Ela tem se refletido em mais horas livres para as pessoas. Segundo um relatório da corretora XP, no Japão, a carga horária de trabalho caiu 10% de 2000 a 2019. Nos Estados Unidos, a queda foi de 3%. Entre os países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 4,5%. Com mais tempo livre, os funcionários reduzem o estresse e desenvolvem menos problemas de saúde – toda a sociedade ganha.

 

80%

das empresas americanas tiveram no segundo trimestre resultados melhores do que os projetados pelos analistas. O índice mostra a incrível capacidade de grandes companhias resistirem a crises

 

Justiça mantém trabalho remoto na Eletrobras

O que muitos empresários temiam começa a se tornar realidade: a judicialização do trabalho no escritório. A Eletrobras havia determinado que parte de seus funcionários voltasse hoje às atividades presenciais no Rio de Janeiro, mas um juiz não autorizou o retorno. Segundo a decisão, “por enquanto, a ciência não trouxe a solução e o retorno de atividades já demonstra que as medidas até aqui adotadas não foram capazes de conter o contágio e o número de mortos”.

 


"Fundei a Centauro em 1981. Era uma loja de bairro, com quatro funcionários. Nascemos na crise, com o Brasil no FMI, inflação alta e moratória. E mesmo assim conseguimos"

Sebastião Bomfim, fundador da Centauro

 

 

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