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Fintechs ignoram crise e avançam sobre o quintal dos bancos

Startups da área financeira continuam a crescer apesar da pandemia do novo coronavírus e a competição com os bancos tradicionais. O Nubank, por exemplo, adquiriu a companhia americana de software Cognitect


24/07/2020 04:00 - atualizado 24/07/2020 07:23

O banco digital brasileiro Nubank cresce em ritmo acelerado e já tem 25 milhões de clientes(foto: Nubank/Divulgação 28/6/16 )
O banco digital brasileiro Nubank cresce em ritmo acelerado e já tem 25 milhões de clientes (foto: Nubank/Divulgação 28/6/16 )

Por mais que os bancos tradicionais teimem em dizer que as fintechs não representam uma ameaça, elas continuam a avançar em ritmo acelerado, ignorando crises e a competição acirrada. Nesta semana, o Nubank deu mais um passo para se tornar uma empresa financeira internacional ao comprar a companhia americana de software Cognitect. Entre outros atributos, a Cognitect é reconhecida por ter criado dois dos sistemas de tecnologia mais usados por engenheiros de programação. Fundado há 7 anos, o banco digital brasileiro tem escritórios na Alemanha, Argentina e México e uma carteira com 25 milhões de clientes. Não é um caso único de fintech que está na contramão da crise. A facilitadora de pagamentos Listo abriu 90 novas vagas de trabalho e, desde o início da pandemia, contratou 144 profissionais. A Listo está presente em 1,7 mil municípios brasileiros e tem unidades na Argentina, México e Peru. Desde a fundação, em 2014, sempre operou no azul.

Renner vende mais com inteligência artificial

A inteligência artificial está ajudando a Renner a melhorar o desempenho de suas lojas. O sistema de computadores analisa o histórico de vendas, estuda características regionais (como faixa de renda e até o clima local) e avalia o cenário econômico para determinar os produtos que poderão ter melhor performance de acordo com esses critérios. A atividade é complexa, mas traz resultados. No ano passado, os endereços que usaram a IA registraram um aumento de 12% nas vendas.

Cuidado com as dicas do Fintwit

Um alerta para os investidores inexperientes que acompanham o Fintwit, como é chamada a comunidade do mercado financeiro no Twitter. Alguns dos analistas, gestores e especialistas que escrevem sobre ações têm interesses particulares por trás de seus palpites e comentários. Quando se trata de dinheiro, recomenda-se ter cuidado. Uma maneira de fugir de pegadinhas é checar se a empresa do fintwiteiro tem histórico de bons resultados na Bolsa (foto), algo que uma pesquisa no Google ajuda a descobrir.


''É essencial ter um governo pró-negócios para criar as condições necessárias para gerar mais emprego, mais renda e mais riqueza para o país'''

Pedro Parente, presidente do conselho da BRF



Via Varejo e Cogna desabam na Bolsa

Algumas das ações que fizeram mais barulho nas últimas semanas sofreram no pregão de ontem da Bolsa de São Paulo. A Via Varejo, que vinha sendo aclamada no Fintwit, desabou 6,99%. A Cogna, outra empresa defendida com louvor por muitos analistas, encolheu 6,82%. Elas são o exemplo perfeito de que é preciso ter cuidado na hora de investir no mercado acionário. Não adianta ir na bola da vez. É fundamental conhecer bem a companhia antes de comprar a ação. Sem isso, você estará jogando na loteria.

75% dos empregos no Brasil são gerados por empresas familiares, que também respondem por 65% do PIB. Os dados são do IBGE e do Sebrae

RAPIDINHAS


A rede de idiomas Wise Up não perdeu receitas nem demitiu durante a pandemia mesmo com as 420 escolas fechadas. Para driblar a crise, ampliou o sistema de aulas de inglês on-line, deu desconto de 25% nas mensalidades e suspendeu, por três meses, a cobrança de royalties dos franqueados. As medidas equilibraram o caixa e evitaram perdas.

O comércio eletrônico avançou nos últimos meses, mas há espaço para mais. Atualmente, os negócios on-line respondem por 9,5% das vendas totais do varejo brasileiro. Na China, a participação é de 30%. Nos Estados Unidos, de 18%. Segundo a corretora XP, o comércio digital no Brasil poderá crescer, em média, 21% por ano até 2025.

A empresa de energia Furnas investiu R$ 600 mil para se prevenir de ataques cibernéticos e evitar interrupções de operações. Pesquisas mostram que, durante a pandemia e com o elevado número de pessoas trabalhando remotamente, os ataques virtuais se tornaram mais comuns. Atualmente, 80% dos empregados de Furnas dão expediente em casa.

Muitos salões de beleza quebraram na crise do coronavírus, mas os que sobreviveram têm boas chances de ganhar dinheiro daqui para frente. Em Nova York, a reabertura do famoso Julien Fare resultou em uma fila de espera de 1,2 mil pessoas. Detalhe: os clientes pagam US$ 1 mil pelo corte de cabelo.
 

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