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Coronavírus: Economia vai parar e governos têm de agir

A pandemia do novo coronavírus contamina todos os setores da economia. Se nada for feito, o mundo verá uma quebradeira generalizada de empresas


postado em 16/03/2020 04:00 / atualizado em 16/03/2020 07:59

As companhias aéreas KLM e Air France vão se ajustar, com corte de empregos e o cancelamento de voos, respectivamente(foto: AFP Files)
As companhias aéreas KLM e Air France vão se ajustar, com corte de empregos e o cancelamento de voos, respectivamente (foto: AFP Files)

A companhia aérea holandesa KLM cortará 2 mil empregos – por enquanto. A francesa Air France suspendeu 3,6 mil voos programados para março, mas o número deverá aumentar. Até ontem, a italiana Alitalia, a espanhola Iberia e a portuguesa TAP cancelaram, juntas, 5 mil viagens para ao menos 20 países. No setor de turismo, 50 milhões de empregos poderão desaparecer do mapa. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 21% das empresas do ramo não vão atingir as metas no primeiro trimestre. Nos dois primeiros meses do ano, os países emergentes sofreram uma fuga de capitais de US$ 29,3 bilhões. É a maior da história, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais. Os estragos descritos acima foram provocados pela pandemia do novo coronavírus, que contamina todos os setores da economia. Se nada for feito, o mundo verá uma quebradeira generalizada de empresas. Como na crise do subprime, em 2008, é hora de os governos entrarem em ação.

Bolsa 1: Semana foi teste de fogo para os investidores

A oscilação do Ibovespa na semana passada foi um teste de fogo para investidores. Vários recordes foram batidos – para o bem e para o mal. Na segunda-feira 9, a queda de 12,17% do Ibovespa foi a segunda maior do século. Na terça 10, a alta de 7,14% representou o segundo melhor desempenho em 11 anos. Na quinta-feira 12, o índice desabou 14,78%, o maior recuo do século. Na sexta-feira 13, subiu 13,91%, a melhor performance em 11 anos. É preciso ter equilíbrio para suportar a instabilidade.

Bolsa 2: Sardinhas sofrem com ataque dos tubarões

Nos últimos meses, os tubarões do mercado financeiro trabalharam pesado para atrair novos investidores para a Bolsa. Podcasts, transmissões ao vivo em redes sociais, vendas de relatórios, clubes de assinatura e outros produtos encorajaram milhares de pessoas – os sardinhas, no chavão do setor – a entrar na B3 (foto). Resultado: muita gente viu o suado dinheirinho sumir depois do terremoto que abateu o Ibovespa. O que os especialistas farão agora? Como convencer os iniciantes a não ir embora?

 

''O que é importante não é se você está certo ou errado, mas quanto dinheiro você faz quando está certo e quanto dinheiro você pede quando está errado''

George Soros, investidor húngaro



 

Bolsa 3: Quedas abruptas não são o fim do mundo

Uma das boas estratégicas para mostrar que quedas abruptas na Bolsa não representam o fim do mundo é recorrer a dados históricos. Henrique Bredda, sócio da firma de investimentos Alaska, fez isso. A bolsa brasileira subiu 35 vezes em dólares na fase de bonança, de 1990 a 1997. No meio do caminho, de setembro de 1994 a março de 1995, caiu 60%. Ou seja: mesmo períodos de longo crescimento são interrompidos por quedas momentâneas e circunstancias. Para Bredda, algo parecido pode estar ocorrendo agora.

RAPIDINHAS

 
• O único aspecto positivo da crise desencadeada pelo novo coronavírus é que ela tem data para acabar. O exemplo chinês mostra que, se as autoridades agirem com rigor, o surto dura pouco mais de um mês. Depois disso, o número de infectados tende a cair. Ou seja: antes do fim de abril o Brasil poderá estar livre da pandemia.

• Para os que consideravam o bitcoin um ativo de valor em tempos de crise global, a performance da moeda virtual nos últimos dias foi uma tremenda decepção. Na semana passada, ela derreteu 50%. Em apenas 24 horas, caiu 35%. Em tempos de incertezas, ativos de risco parecem ser ainda mais arriscados.

• Redes sociais e aplicativos de trocas de mensagens ampliaram as jornadas de trabalho para níveis preocupantes. Nesta semana, a Ambev firmou um acordo com o Ministério Público do Trabalho, em Jacareí (SP), comprometendo-se a não tolerar o uso de WhatsApp para a cobrança de empregados fora do horário normal do expediente.

• A Generali, um dos maiores grupos globais de gestão de ativos e seguros, teve resultado operacional recorde de 5,2 bilhões de euros no ano fiscal de 2019, alta de 6,9% em relação ao período anterior, enquanto o lucro subiu 15,7% na mesma comparação, para 2,7 bilhões de euros. Fundada em 1831, a Generali atua em 50 países

R$ 4,7 bilhões é quanto o mercado brasileiro de cannabis medicinal pode movimentar por ano, segundo projeções da consultoria New Frontier Data. Nos Estados Unidos, o setor faturou US$ 13,6 bilhões em 2019

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