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Estado de Minas MERCADO S/A

Com juros menores, brasileiro precisa reaprender a investir

Diante do novo cenário econômico, a bolsa passa a ser o melhor ativo disponível no mercado


postado em 13/08/2019 06:00 / atualizado em 13/08/2019 20:58

(foto: Marcos Santos USP)
(foto: Marcos Santos USP)

A queda dos juros para o menor patamar da história terá um efeito direto no bolso do brasileiro. O mais urgente deles: será preciso reaprender a investir. Entre os especialistas, é consenso que, diante do novo cenário econômico, a bolsa passa a ser o melhor ativo disponível no mercado. Mas não será tarefa fácil convencer a legião de investidores conservadores a mudar o destino de seus aportes.

Atualmente, a alocação de recursos em fundos de ações está em apenas 7,3% do total – muito longe do pico de 2007, quando o percentual foi de 14%. É fácil entender o ciclo de benefícios que juros menores trazem. Empresas de diversos setores são favorecidas, mas especialmente aquelas que atuam no varejo e na construção.

Companhias com alto nível de endividamento também se beneficiam, uma vez que gastarão menos para o pagamento de juros. Nunca é demais lembrar: empresas sadias lucram mais, e lucros em alta elevam o preço das ações.


Europa dribla Anac

 
(foto: Smart Fit/Divulgação)
(foto: Smart Fit/Divulgação)
A companhia aérea espanhola Air Europa vai inaugurar uma rota inusitada: de Puerto Iguazú, na Argentina, para Madri. A cidade de 80 mil habitantes está na fronteira com o Brasil, a poucos minutos de Foz do Iguaçu, mas sem uma infraestrutura que justifique um voo desse porte. A suspeita é que a companhia esteja driblando a burocracia de aprovação de voos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que demora de oito a 15 meses para liberar uma rota internacional de companhias estrangeiras.

Nas academias, negócios em alta

(foto: Magazine Luiza/Divulgação)
(foto: Magazine Luiza/Divulgação)
 
O setor de academias avança no Brasil. Maior evento desse mercado, o IHRSA Fitness Brasil deverá movimentar R$ 60 milhões em novos contratos entre as 130 empresas expositoras e 14 mil visitantes. O encontro, previsto para o fim de agosto, terá a participação do técnico de vôlei Bernardinho, da empresária Cris Arcangeli e do ex-nadador Gustavo Borges. “Queremos construir relacionamentos e unir comunidades”, afirma Waldyr Soares, presidente da Fitness Brasil.



Felicidade gera lucro para as empresas

Funcionários felizes ajudam as empresas a ganhar dinheiro. Essa é a principal constatação de uma pesquisa feita pela Universidade de Warwick, do Reino Unido, que mapeou empresas do mundo inteiro para detectar aquelas com a melhor performance financeira. Segundo a pesquisa, pessoas felizes são, em média, 12% mais produtivas do que as demais. Em todo ramo de negócios, o aumento da produtividade converte-se em mais lucro para as empresas. 






RAPIDINHAS


» O laboratório sueco-britânico AstraZeneca abrirá um centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A empresa quer fortalecer sua presença em patologias recorrentes no país, como diabete. O local ainda será escolhido, mas os estados de São Paulo e Pernambuco acenaram com incentivos fiscais.
 
» Na contramão da crise, que desde 2011 assusta o mercado sucroalcooleiro, a Vivaçúcar, trading e distribuidora de açúcar cristal, encerrou o primeiro semestre de 2019 com um faturamento 22% superior ao do mesmo período do ano passado. A empresa é comandada pelo executivo Flávio Vinte, de apenas 25 anos. 

 

» Os casamentos são fundamenteis para o mercado de consórcios. A afirmação pode parecer estranha, mas ela corresponde à realidade. Segundo a BR Consórcios, uma das maiores empresas do setor, 72% dos contratos assinados no primeiro semestre foram de brasileiros casados. Uma das razões é a busca dos casais pelo primeiro imóvel. 
 
» O Brasil, por suas dimensões e o tamanho da população, é um país de negócios superlativos. Segundo a Nokia, o leilão do 5G no país, programado para março do ano que vem, será o maior da história. Isso explica por que empresas do mundo inteiro estão de olho na operação. Além da finlandesa Nokia, a chinesa Huawei e a sueca Ericsson demonstraram interesse no 5G brasileiro.




R$ 35 bilhões
é quanto o BNDES pretende vender em ativos até o fim do ano. Os programas de desinvestimento do banco em empresas privadas e estatais serão intensificados nos próximos meses




"As pessoas têm vergonha de falar que são vendedoras. O meu sonho era ser vendedora. Toda empresa que ganha dinheiro vende alguma coisa, seja produto ou serviço. Somos todos vendedores”

(foto: Marcos Santos USP)
(foto: Marcos Santos USP)

. Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, durante o programa de treinamento “Do mil ao milhão”, realizado em São Paulo


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