Caso Master: materiais apreendidos pela PF ficam na PGR, decide Toffoli
Segunda fase da operação que investiga Daniel Vorcaro foi deflagrada nesta quarta (14). A PF solicitou perícia nos itens encontrados em endereços relacionados ao banqueiro e familiares
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O ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou, nesta quarta-feira (14/1), que o material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do Banco Master fique armazenado na Procuradoria-Geral da República (PGR). Os itens incluem armas, veículos, celulares e relógios de luxo.
Anteriormente, Toffoli havia decidido que os materiais apreendidos na segunda fase da operação relacionada à instituição financeira e de seu dono, Daniel Vorcaro, fossem enviados ao STF. A Polícia Federal solicitou a revisão da decisão, argumentando que os itens devem ser submetidos à perícia para evitar que a operação seja prejudicada.
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“A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria-Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização”, pediu a PGR em parecer pela revisão da decisão de Toffoli.
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Ao acolher a solicitação, o ministro afirmou que a medida permitirá que o procurador-geral tenha “uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento”.
A segunda fase da operação, deflagrada nesta quarta, incluiu endereços ligados a Vorcaro e familiares, entre eles o cunhado Nelson Tanure. Durante as diligências, foram apreendidos 39 celulares, 31 computadores, 30 armas, R$ 645 mil em espécie e 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.
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