Quem é Marco Buzzi, ministro do STJ afastado após acusação de importunação sexual
Conheça a trajetória do ministro que integrou a corte desde 2011 e foi afastado cautelarmente em fevereiro de 2026 para responder a uma sindicância interna.
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Marco Buzzi integrou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 2011 a 2026, quando foi afastado cautelarmente de suas funções. Indicado pela então presidente Dilma Rousseff, sua atuação na corte foi marcada pela especialização em temas de direito privado e por um perfil técnico e discreto, até o episódio que levou à sua suspensão.
Afastamento cautelar em 2026
Em 10 de fevereiro de 2026, o Pleno do STJ determinou o afastamento cautelar do ministro Marco Buzzi. A decisão ocorreu no âmbito de uma sindicância instaurada para apurar uma acusação de importunação sexual. O afastamento é uma medida administrativa temporária, que vigora enquanto a investigação interna está em andamento.
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Qual a trajetória de Marco Buzzi?
Nascido em Timbó, Santa Catarina, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi construiu toda a sua carreira jurídica no sul do país antes de chegar a Brasília. Sua trajetória até o STJ é um caminho tradicional dentro da magistratura, passando por diferentes etapas e instâncias ao longo de quase 30 anos de serviço. A jornada inclui os seguintes passos:
Ingressou na magistratura de Santa Catarina em 1982, atuando como juiz em diversas comarcas.
Foi promovido ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) em 2002.
No TJSC, presidiu a Terceira Câmara de Direito Comercial e integrou o Órgão Especial, colegiado máximo da corte estadual.
Chegou ao STJ em 2011, nomeado para a vaga destinada a membros dos Tribunais de Justiça estaduais, após figurar em lista tríplice votada pelos próprios ministros do tribunal.
Como foi a atuação do ministro no STJ?
Durante seu período no Superior Tribunal de Justiça, a atuação de Buzzi foi concentrada na Segunda Seção e na Quarta Turma, ambas especializadas em julgar casos de direito privado. Seus votos costumavam ser técnicos e alinhados à jurisprudência consolidada da corte, refletindo seu perfil reservado. Até seu afastamento, ele era visto como um julgador que priorizava a segurança jurídica e a previsibilidade das decisões.
Quais eram suas principais áreas de especialidade?
A experiência do ministro Buzzi, tanto no tribunal catarinense quanto no STJ, firmou sua reputação como um especialista em matérias que afetavam diretamente o dia a dia de empresas e cidadãos. Suas análises foram frequentemente requisitadas em julgamentos complexos envolvendo as seguintes áreas:
Direito Empresarial: questões que envolvem sociedades, falências e recuperação judicial.
Direito Bancário: análise de contratos, juros e práticas do sistema financeiro.
Contratos e Obrigações: discussões sobre validade, cumprimento e rescisão de acordos.
Responsabilidade Civil: casos que tratam de indenizações por danos morais e materiais.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.