Cuidado com golpes em torno do álbum da Copa
Levantamento da Kaspersky identificou, em maio, mais de 160 sites falsos ligados à venda de figurinhas e kits promocionais
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Aqui no Brasil é assim: se alguma coisa faz sucesso, abre o olho, pois vão criar algum golpe com isso.
A Copa do Mundo nem começou, mas seu álbum de figurinhas já virou febre, movimentando centenas de milhares de consumidores de todas as idades. Pois não é que ele entrou no radar de criminosos digitais?
Em maio, levantamento da Kaspersky identificou mais de 160 sites falsos ligados à venda de figurinhas e kits promocionais, impulsionados pela corrida por promoções, imagens raras e compras via internet.
Fernando Moreira e Alexander Coelho explicam que golpistas exploram o apelo emocional da Copa, replicam lojas oficiais e utilizam estratégias de urgência para induzir compras impulsivas. Os dois detalham os principais sinais para identificar fraudes envolvendo Pix, domínios falsos e páginas clonadas.
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Em maio, o álbum liderou o ranking nacional do setor editorial, com mais de 125 mil exemplares vendidos, segundo dados do PublishNews. Isso abriu espaço para a onda de golpes digitais, que cresce na mesma velocidade do entusiasmo dos consumidores.
Com a corrida para completar o álbum e encontrar figurinhas raras, muitos consumidores passaram a recorrer à internet em busca de promoções, kits fechados e ofertas. O cenário, marcado pela urgência da compra e apelo emocional, criou terreno fértil para crimes digitais.
O professor Fernando Moreira, advogado especialista em direito empresarial, cibersegurança e direito do consumidor, explica que o comportamento impulsivo costuma ser um dos principais gatilhos explorados pelos golpistas.
“É preciso conferir cuidadosamente o endereço do site, especialmente em períodos de grande procura por produtos, eventos ou coleções que estão em alta. Golpistas criam páginas muito parecidas com lojas oficiais, alterando apenas uma letra, acrescentando um hífen ou utilizando nomes quase idênticos aos verdadeiros para confundir o consumidor”, afirma.
Promoções muito abaixo do mercado, pagamentos exclusivamente via Pix e ausência de informações claras da empresa também são recorrentes nesse tipo de fraude.
Em muitos casos, páginas falsas usam mensagens como “últimas unidades” e “oferta válida apenas agora” para pressionar o consumidor a finalizar a compra, sem verificar a autenticidade da loja.
Alexander Coelho acrescenta que o próprio destinatário da transferência pode ajudar o consumidor a identificar tentativas de golpe antes mesmo da conclusão da compra.
Segundo o especialista, fraudadores utilizam contas sem qualquer vínculo com a marca anunciada para receber pagamentos.
Antes da compra, pesquise a reputação da loja, verifique avaliações de outros consumidores e evite links enviados por mensagens ou aplicativos.
“Segurança digital não pode existir apenas na publicidade institucional. Quando fraudes se repetem em larga escala dentro do ecossistema digital, a responsabilidade jurídica inevitavelmente começa a alcançar todos os agentes envolvidos na cadeia”, conclui Alexander Coelho.
Fiquem atentos.
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* Isabela Teixeira da Costa/Interina
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
