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'Bancada da bala' pressiona Temer por criação de ministério da Segurança

Deputados criticam medidas anunciadas pelo governo, que resiste ao pedido de destinar uma pasta exclusiva para a segurança pública

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postado em 11/01/2017 06:00 / atualizado em 11/01/2017 08:33

Marcelo da Fonseca

Antônio Augusto

Depois do assassinato de pelo menos 95 presos nos últimos dias, que expôs o caos no sistema penitenciário do país, parlamentares da chamada “bancada da bala”, por serem ligados à segurança pública, defendem a criação de um Ministério da Segurança. Nesta quarta-feira, seis deputados se reúnem com o presidente Michel Temer (PMDB) e ministros do governo para discutir propostas para combater a violência. A nova pasta, no entanto, é vista com receio pelo Palácio do Planalto, já que representará mais gastos para os cofres públicos.


Os integrantes da Frente Parlamentar da Segurança Pública, que reúne cerca de 300 deputados, fizeram duras críticas às medidas tomadas até agora pelo Palácio do Planalto como resposta à crise nas penitenciárias do país. Eles querem apresentar a Temer o resultado da CPI do Sistema Carcerário, de 2015, com sugestões sobre a gestão dos presídios e a criação do novo ministério. Os deputados consideram “perfumaria” as ações anunciadas pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, na segunda-feira.

“As medidas anunciadas não contemplam o que foi identificado pela CPI. Eles só falam da compra de equipamentos. Fez um monte de perfumaria, mas nenhuma medida que vai tocar o dedo na ferida. O ministro, embora tenha sido secretário de Segurança de São Paulo, não conhece os problemas gravíssimos que assolam todo o país”, afirmou o deputado Alberto Fraga (DEM), presidente da Frente.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a criação da nova pasta e ressaltou que a proposta deverá ser negociada hoje com o presidente Temer. Na cadeira de presidente interino da República, já que Temer viajou para Portugal, Maia avaliou que a criação do ministério faria que o tema da segurança seja tratado de “forma mais rotineira”.

“Pode ser um ministério ou uma secretaria com mais poder. O que não pode é responsabilizar o presidente pela crise no sistema penitenciário”, disse Maia. Ele criticou o uso político ou partidário da crise. “O DEM defende esse ministério desde 2007. Agora, há um estrangulamento financeiro dos estados que tem que ser pensado de forma coletiva. Como os estados vão conseguir cumprir sua parte quando todos estão vivendo perda de arrecadação? As soluções não são fáceis”, alertou o presidente da Câmara.

Para o deputado Laudívio Carvalho (PMDB-MG), um dos integrantes do grupo que se reunirá com Temer, as chacinas nos presídios brasileiros já poderiam ter ocorrido e podem se repetir, uma vez que a falta de estrutura no sistema é assustadora. O parlamentar apoia a criação da nova pasta, mas avalia que caberá ao governo federal estudar uma forma de viabilizar mais investimentos na segurança pública.

“Em 2015, viajamos o país inteiro para conhecer as prisões. E o que estamos vendo agora poderia acontecer a qualquer momento e alertamos isso. Não há agentes suficientes e as prisões estão sucateadas. O crime se organizou e a sociedade não. A criação de um ministério seria um gasto a mais, mas talvez seja necessária para investirmos em prevenção, o que quase não acontece”, diz Laudívio.

 

Reação negativa


Antes de viajar para Portugal, na segunda-feira, Temer afirmou que via com simpatia a ideia de debater a segurança pública com a Frente Parlamentar. Mas a proposta de criar um Ministério da Segurança Pública, contudo, não encontra apoio no Palácio do Planalto, que é contra o aumento de pastas na Esplanada dos Ministérios. Assessores do Planalto avaliam que a iniciativa só estimulará críticas contra o presidente por causa do crescimento da máquina pública e não seria a criação de uma nova estrutura que resolveria o problema da segurança pública.

A ideia inicial de Temer era ter uma estrutura mais enxuta, mas ela foi abandonada à medida que dirigentes partidários apresentaram pleitos para ocupar cargos por apoio no Congresso Nacional. A avaliação interna é que uma nova estrutura causaria um desgaste desnecessário e poderia criar uma crise com o Ministério da Justiça, que perderia atribuições na área.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Marco
Marco - 11 de Janeiro às 14:40
Não temos que ter Ministério da Segurança. Temos que ter lei. Lei aos moldes dos ESTADOS UNIDOS. Vocês iram ver e comprovar como o crime ira diminuir e muito no Brasil. LEI É DO QUE PRECISAMOS. Prisão perpétua, pena de morte, penas mais severas para assaltantes, estupradores...LEI. E lá meus amigos, se arrependem amargamente quando não respeitam as leis.
 
SAMUEL
SAMUEL - 12 de Janeiro às 08:53
Vcs iram....meu deus...Marco Pereira, vá ler um livro, vá se alfabetizar, rapaz!
 
Ivam
Ivam - 11 de Janeiro às 11:24
Não precisa de ministério e sim o cumprimento das leis. Lugar de bandido é preso e não livre 02 dias após ser pego. Policial deveria ter mais direitos de defesa e armamento decente. Indulto de natal, dia dos pais, dias das mães para bandido? Nem pensar. Liberdade é para cidadão de bem, lugar de bandido é preso mesmo.
 
Diego
Diego - 11 de Janeiro às 10:41
Olha o nível de 2 dos nossos deputados. Um jornalista de programa policial que até agora não fez nada além de apoiar o Eduardo Cunha. O outro, aproveitou a fama ao ser o delegado que atuou na prisão de um ex jogador de futebol. Em vez de propor aumento de gastos com novo ministério, deveriam trabalhar no Congresso para elaborar boas leis sobre o tema.
 
Silvio
Silvio - 11 de Janeiro às 09:52
Que beleza. Ja deve ter gente trabalhando para ser Ministro. Para que veio esse governo incompetente ? Não era para reduzir Ministeios ?
 
Adalberto
Adalberto - 11 de Janeiro às 09:46
Quem diria o Laudivio, hein!!! Votei nele. Assistia sempre a Itatiaia as 17:00 h, um homem sofrido, batalhador, corria atrás, agora já quer ser ministro. Que bagunça esse pais, dá nojo. Pior é continuar a ver um Lula, se passando por vitima e um Pimentel continuar roubando.
 
SAMUEL
SAMUEL - 11 de Janeiro às 14:36
pior é ler comentários de gente que vota em Laudívio Carvalho.
 
Full
Full - 11 de Janeiro às 08:50
Olha o nível dos integrantes desta tal bancada da bala. Veja se estes imbecis têm condições de sugerir ou propor qualquer coisa de bom para este país. Laudívio Carvalho e Edosn Moreira, da tropa de choque do Cunha, ah me ajuda aí....