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Confira expectativas de eleitores para o novo prefeito de BH

Novo prefeito de BH terá que se desdobrar para atender aos desejos dos eleitores, que vão desde aqueles que impactam individualmente suas vidas até os históricos, como o metrô

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postado em 02/10/2016 06:00 / atualizado em 02/10/2016 08:09

Flávia Ayer


Sâmela quer passe livre no transporte público para estudantes até o ensino superior. Amanda espera que o posto de saúde do Bairro Santa Tereza, na Região Leste, seja reativado. Maurílio sonha em se ver livre do fantasma da insegurança rondando a casa. Edilene teme a construção de terminal rodoviário no Bairro São Gabriel, próximo de onde mora. Taxista, Gilberto não quer mais a concorrência com o Uber. Fabrício torce para que o espaço para o carro possa dar passagem a ciclovias.


Esses são os anseios e desejos de alguns dos 1.927.460 eleitores de Belo Horizonte. É atrás do voto de cada um deles que os 11 candidatos à Prefeitura de BH travam, há 45 dias, uma batalha de propostas, debates e ataques, que tem hoje um de seus dias decisivos. O Estado de Minas rodou a cidade para saber o que quer, deseja e sonha o eleitor para os próximos quatro anos. E, como resposta, encontrou um desafio ainda maior para quem for escolhido para comandar a capital: conciliar interesses diante de demandas tão diversas. Para além de promessas históricas como a ampliação do metrô e a revitalização do Anel Rodoviário, o eleitor anseia por melhorias específicas que impactem diretamente em sua qualidade de vida. O próximo prefeito terá a missão de atender ao pedido da estudante Patrícia Lopes, de 21 anos, que deseja que a promessa do metrô saia do papel, mas também o do comerciante Álvaro Aparecido Júnior, de 59, que sonha em ver o Hospital do Barreiro a pleno vapor. Há ainda o da dentista Anna Paula Rezende, de 36, que almeja andar com a filha no carrinho de bebê pelas calçadas sem que isso seja uma aventura.

Independentemente de quem for eleito, o próximo prefeito de BH terá que resolver problemas como a ameaça da febre maculosa, mas também que atender às reivindicações da Associação Pipoqueiros Empreendedores de Minas Gerais. “Queremos a regulamentação da licença para os pipoqueiros trabalharem nas calçadas”, explica o presidente da entidade, Laudemir dos Santos, de 64. O prefeito terá ainda que enfrentar a falta de médicos na rede de saúde, como reclama a dona de casa Maria Auxiliadora Pereira, de 68, além de valorizar  a cultura e incentivar os artistas belo-horizontinos, demanda do músico Alex Rodrigues, de 35. Fora as demandas do Batista, da Ana Beatriz, do Henrique... E aí, prefeito, vai segurar essa?

 

 

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