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Jovens cobram mais propostas dos candidatos à Prefeitura de BH

Durante debate com alunos de escolas públicas, adolescentes cobram dos concorrentes à PBH propostas efetivas para educação, saúde e segurança voltadas para a população infantojuvenil

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postado em 31/08/2016 06:00 / atualizado em 31/08/2016 08:38

Luciane Evans / , Marcelo da Fonseca

Edesio Ferreira/EM / D.A. Press

Apesar de mais de três horas de debate, jovens responsáveis por elaborar perguntas aos candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte disseram nesta terça-feira ter saído do encontro insatisfeitos com os políticos.

Seis dos 11 concorrentes participaram do Encontro dos Movimentos de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes, na sede da Associação Mineira do Ministério Público. Outros mandaram representantes.

  Na oportunidade, eles apresentaram propostas referentes à educação, saúde e segurança infantojuvenil.“Eles não responderam às perguntas feitas pelos adolescentes e, tampouco, apresentaram medidas efetivas para a faixa etária. Ficou um vazio”, criticou Mateus Vítor, de 16 anos.

Diante de um público de adolescentes da rede pública de ensino de Belo Horizonte e de membros de entidades que defendem os direitos das crianças e adolescentes, os candidatos foram recebidos por Guilherme Luís Teixeira, de 12 anos, aluno da Escola Municipal Arthur Guimarães.

Ele ressaltou as dificuldades na sala de aula, como falta de estrutura para os estudos e criticou a saúde pública e contou que, há pouco tempo, precisou esperar nove horas para ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Mas nenhum candidato mostrou uma proposta efetiva para acabar com os nossos problemas na escola nem na saúde. Precisamos de psicólogos, mais estrutura e laboratórios de ciências. Eles falaram muito da escola integral e esqueceram das outras”, disse, decepcionado.

Participaram do evento Délio Malheiros (PSD), Vanessa Portugal (PSTU), Maria da Consolação (PSOL), Rodrigo Pacheco (PMDB), Sargento Rodrigues (PDT) e Reginaldo Lopes (PT).

João Leite (PSDB) chegou a ir ao encontro, porém, deixou o local para dar entrevista ao vivo a uma rádio, e o candidato a vice, Ronaldo Gontijo, o representou. Alexandre Kalil (PHS) também foi representado pelo vice, Paulo Lamac.

Eros Biondini (PROS) enviou Patrícia Magalhães no seu lugar. Luís Tibé (PTdoB) e Marcelo Álvaro Antônio (PR) não foram nem enviaram representantes.

Os políticos ressaltaram a importância da educação, da saúde e da segurança para essa faixa etária e todos disseram estar empenhados para avançar na área. “Eles falaram muita coisa, mas ficou um vazio. A sensação é de que nenhum deles respondeu o que perguntamos”, comentou Kaique Fernandes, de 17, e aluno da Escola Estadual Princesa Isabel.

Na TV

À noite, no primeiro debate na TV, os candidatos se apresentaram para os eleitores, destacando sua trajetória e sua relação com a cidade. Participaram do debate da Rede Bandeirantes: João Leite, Kalil, Rodrigo Pacheco, Reginaldo Lopes, Délio Malheiros, Marcelo Álvaro, Tibé e Sargento Rodrigues.

Na primeira rodada de perguntas, Marcelo Álvaro questionou Délio sobre sua mudança de posição na última eleição, quando passou a apoiar o prefeito Marcio Lacerda (PSB), integrando a chapa como vice-prefeito.

Délio preferiu não entrar na polêmica e citou ações da atual administração como bem avaliadas pela população e defendeu a continuidade do trabalho.

Kalil questionou Rodrigues sobre as propostas para a segurança pública. O sargente prometeu uma atuação mais efetiva da Guarda Municipal para coibir assaltos e uma fiscalização rigorosa para combater os flanelinhas.

João Leite citou as deficiências da saúde na capital mineira, apontando a falta de médicos para atender a população. Luis Tibé prometeu aumentar os investimentos na área, para agilizar os atendimentos nos hospitais municipais.
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