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Estado de Minas

No cargo há menos de 15 dias, Mauro Lopes deve pedir hoje renúncia do ministério

Mauro Lopes foi empossado no Ministério da Aviação Civil no mesmo dia que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o termo de posse no cargo de ministro da Casa Civil. Termo depois suspenso pela Justiça


postado em 29/03/2016 12:13 / atualizado em 29/03/2016 12:25

Mauro Lopes (1º à esquerda) no dia da posse no Ministério da Aviação Civil. Hoje, ele disse que não iria comentar sua saída do governo.
Mauro Lopes (1º à esquerda) no dia da posse no Ministério da Aviação Civil. Hoje, ele disse que não iria comentar sua saída do governo. "Deixe que eles falem por mim", afirmou (foto: Ichiro Guerra/PR Brasilia )

Brasília - Na esteira do desembarque do PMDB do governo, o ministro da Secretaria da Aviação Civil (SAC), Mauro Lopes, deverá entregar nesta terça-feira à presidente Dilma Rousseff, sua carta de renúncia do cargo. A informação é do deputado federal Lúcio Vieira Lima (BA), da ala pró-impeachment do partido. Procurado, Lopes não quis comentar o anúncio feito por seus correligionários.

Caso a renúncia se confirme, Mauro Lopes será o segundo ministro do PMDB a entregar o cargo. Ontem, logo após o partido anunciar que aprovaria o rompimento com o governo por "aclamação" nesta terça-feira, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) entregou o posto de ministro do Turismo. A expectativa é de que outros ministros do PMDB também entreguem os cargos depois de hoje.

Com a saída de Lopes da SAC, peemedebistas já admitem, nos bastidores, que o processo de expulsão dele do PMDB não deverá ter seguimento. Atualmente, o caso está na Comissão de Ética do partido. O colegiado analisa 11 representações que pedem a expulsão de Lopes por ter descumprido moção aprovada pela sigla no dia 12 de março, proibindo peemedebistas de assumirem cargos no governo federal por 30 dias.

O processo está sendo analisado pela relatora na Comissão de Ética, Rose Rainha (PMDB-DF), que deverá elaborar um parecer e enviar o documento para a Executiva Nacional do PMDB, a quem caberá a decisão final sobre o caso. "Lógico que, com ele saindo do cargo, deve ter uma solução política para não pedir a expulsão dele", afirmou um peemedebista da ala pró-impeachment.

Procurado, o líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), disse não ter a informação de que Mauro Lopes vai entregar sua carta de renúncia hoje. "Ele não me falou nada", afirmou o parlamentar fluminense.

O ministro da SAC, por sua vez, disse que não falaria sobre o assunto. "Não vou comentar. Deixe que eles falem por mim", afirmou.

Caso renuncie ao cargo, Lopes deixará o governo menos de 15 dias após assumir o cargo. Ele tomou posse em 17 de março. A SAC foi oferecida a ele pelo Palácio do Planalto em troca do apoio da bancada do PMDB de Minas Gerais à reeleição de Picciani, aliado do governo, à liderança do partido na Casa. Ontem, a bancada mineira anunciou que rompeu com o governo federal.


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