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Estado de Minas

Protesto contra Dilma e o PT reúne cerca de mil pessoas em São Paulo

Apenas um grupo pequeno, com cerca de três pessoas, defendia a intervenção militar. O cantor Lobão estava presente e ao avistar os manifestantes pediu que eles deixassem o local


postado em 29/11/2014 17:19 / atualizado em 29/11/2014 17:55

(foto: Reprodução/Facebook)
(foto: Reprodução/Facebook)
O protesto que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e a impugnação do resultado das eleições, reúne cerca de mil pessoas na tarde deste sábado, na Avenida Paulista, em São Paulo. Depois de ficarem concentrados no vão do MASP, os manifestantes seguiram para uma das principais vias da capital. O grupo carrega faixas e cartazes com os dizeres "Fora PT", "Dilma, tira a mão do STF (Supremo Tribunal Federal), TCU (Tribunal de Contas da União) e PF (Polícia Federal)", "Lula ladrão, cadeia já", "Grande Pátria Bolivariana", entre outros.

O movimento foi organizado através de doações via internet, segundo um dos organizadores, o empresário Marcelo Reis. O leiloeiro Wilson Gandolfo, outro integrante do grupo organizador, calcula que os gastos para o evento de hoje foram de cerca de R$ 6 mil. "O pessoal ainda fica desconfiado de doar pela internet, mas conseguimos juntar recursos", disse à reportagem, ressaltando que não há envolvimento com qualquer partido.

Os organizadores se reúnem em um grupo autodenominado Revoltados On Line, que convoca os protestos pelo Facebook. Crianças de 8 a 10 anos de idade foram levadas ao carro de som. Um menino de 9 anos gritou "mais Brasil e menos PT".

Reis permanece também no carro de som. Segundo ele, o protesto é primordialmente contra o PT, que, para os manifestantes, é a principal causa de corrupção no país. "Vamos pedir a extinção do Partido dos Trabalhadores. Vai pra Cuba essas pragas", gritou. Ele também bradou frases de ordem pedindo a anulação do pleito alegando que a votação eletrônica não pode ser auditada.

O protesto também se diz anticomunista. Gandolfo disse que o grupo pede o fim da permanência de "soldados venezuelanos no país", que segundo ele, estão aqui por conivência do PT.

Gandolfo fez questão de ressaltar que o grupo é contra a intervenção militar. "Não defendemos intervenção nem separatismo. Nossa bandeira é contra corrupção."

Havia um grupo pequeno, de três pessoas, com cartazes e autofalantes defendendo a intervenção militar. Ao avistar o grupo, do alto do carro de som, o cantor Lobão, que apoia o protesto antipetista, gritou para que aqueles manifestantes deixassem o local. "Vão fazer seu protesto em outro lugar. Isso é um tiro no pé, c...". Os rapazes foram trazidos para o fundo do vão do Masp. Um dos organizadores chamou o grupo de "entes alienígenas" e disse que estavam "queimando o filme" do movimento.


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