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Em discurso da vitória, Dilma destaca diálogo e intenção de fazer reforma política

A presidente reeleita falou que pretende sugerir a realização de um plebiscito para fazer as mudanças na legislação

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postado em 26/10/2014 22:10 / atualizado em 26/10/2014 23:02

Marcelo Ernesto

AFP PHOTO / EVARISTO SA

A presidente Dilma Rousseff (PT) ressaltou em seu primeiro discurso após eleita que fará as mudanças clamadas pela sociedade durante a corrida eleitoral. Reeleita, destacou a necessidade de promover as reformas, como a política, classificada pela presidente como a mais importante. A petista ainda convocou todos os brasileiros a caminharem juntos e amenizar o clima de rivalidade entre os eleitores dela e do senador Aécio Neves (PSDB), derrotado na corrida pelo Palácio do Planalto. “Sei que estou sendo reconduzida para fazer as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige. Naquilo que meu esforço, meu papel e meu poder alcançam, podem ter certeza de que estou pronta para responder a essa invocação”, disse.

Ainda sofre a reforma política, a petista enfatizou que a ideia deve ser discutida por todos setores da sociedade. A ideia defendida por ela é a realização de um plebiscito e uma consulta pública. “Nós vamos encontrar a força e a legitimidade para definir a maneira para levar à frente a reforma política. Quero discutir esse tema amplamente”, destacou.

Em seu pronunciamento, Dilma afirmou que os embates que marcaram os dois turnos das eleições devem ser transformados em força para impulsionar o país. O forte acirramento dos eleitores, principalmente na reta final da campanha, devem ser capitalizados para promover as mudanças. “Essa é minha certeza de que vai ocorrer a partir de agora no país o debate das ideias. O choque de posições pode produzir espaços, bom senso, pode mover nossa sociedade para as mudanças que tanto necessitamos”, falou.

Dilma ainda sinalizou que pretende intensificar o combate à corrupção e falou sobre outros temas que sofreram críticas mais fortes durante seus primeiros quatro anos de governo. Ela afirmou que vai procurar o diálogo com todos os setores da economia, em especial o industrial. "Quero a parceria de todos os setores produtivos e financeiros nessa tarefa, que é responsabilidade de cada um de nós. Seguirei combatendo com rigor a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal e fazendo o diálogo e parceria com todas as forças produtivas do País."

Ovacionada pela militância, a presidente fez questão de agradecer a todos que se engajaram na campanha, mas dedicou um carinho especial ao ex-presidente Lula. Classificado como “militante número um”, Lula deu um longo abraço em Dilma enquanto a plateia, formada por apoiadores, aplaudia. Bastante inflamada, a militância que comemorava a vitória, interrompeu o discurso da presidente por diversas vezes, que teve que pedir silêncio, por causa da voz, que estava rouca.

A presidente reeleita finalizou sua participação com palavras de relembram seu período de luta contra a ditadura. “Hoje eu estou mais forte, mais serena e mais madura para a tarefa que vocês me delegaram. Brasil, mais uma vez essa filha tua não fugirá a luta. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro”, finalizou.