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Câmara terá representantes de 28 dos atuais 32 partidos

PT lidera, mas perdeu 18 nomes, assim como o PMDB, que saiu de 71 para 66. PSDB tem 11 a mais

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postado em 06/10/2014 08:06 / atualizado em 06/10/2014 08:17

Alessandra Mello

O PT fez a maior bancada de deputados federais na Câmara e continua sendo o partido com mais parlamentares, com 70 nomes. Apesar de manter esse status, o partido encolheu e perdeu 18 representantes em relação à disputa de 2010 e também em comparação com a atual bancada, hoje com 88 nomes. Foi a maior queda entre todos os partidos. Majoritário na próxima legislatura no Senado, o PMDB ficou em segundo lugar nas urnas, mas também diminuiu, passando dos atuais 71 para 66 deputados. O PSDB vai passar de 44 para 55 deputados.

A Câmara dos Deputados terá na próxima legislatura representantes de 28 dos atuais 32 partidos registrados na Justiça Eleitoral, oito mais do que nas eleições de 2010. É que nesse período novas legendas foram criadas e outras que não tinham deputado em 2010 conseguiram eleger ao menos um representante nesse pleito. Os resultados ainda são sujeitos a alteração por causa de candidatos cujo registro continua pendente na Justiça Eleitoral. Se conseguirem reverter o impedimento, seus votos serão computados, caso contrário serão anulados. No entanto, essa alteração não deve gerar mudanças radicais na distribuição das cadeiras entre os partidos. O resultado oficial deve ser divulgado hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Empatados em quarto lugar estão o PP e o PSD, partido criado em 2012. Cada um tem 37 parlamentares. O DEM caiu dos atuais 28 deputados para 22, mas a redução ainda é maior se for comparada com a bancada eleita em 2010, que foi de 43 representantes. Seis partidos que não tinham deputados federais (PHS, PTN, PTC, PSDC, PRTB e PSL) terão representação desta vez. Entre as legendas que cresceram, estão PHS, PSOL, PRB, PDT , PPS e PTB , que passaram de 18 para 26 deputados, e PSB que pulou de 24 para 34 deputados. O partido de Marina Silva, presidenciável que ficou em terceiro lugar na disputa, vai ser a sétima maior bancada, mas com um deputado a menos do que a eleita em 2010.

Polêmicos estão entre os campeões de votos


O deputado federal mais bem votado do país em termos absolutos é o apresentador de TV Celso Russomano (PRB) que obteve 1,5 milhão de votos em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil. Candidato derrotado a prefeito de São Paulo em 2012, Russomano desbancou o humorista Tiririca (PR-SP), que na eleição de 2010 foi o campeão de votos em todo o Brasil na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Mesmo perdendo o posto de mais votado, Tiririca não ficou para trás e garantiu o segundo lugar em todo o país, com pouco mais de um milhão de votos e seu segundo mandato de deputado em Brasília. O deputado federal e pastor Marcos Feliciano (PSC), que ano passado causou polêmica ao assumir o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e empreender uma campanha contra projetos de interesse da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros), foi também um dos mais votados em São Paulo. O pastor passou de 211 mil votos em 2010 para 362 mil agora.

Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral, PT e PSDB, partidos que polarizam a disputa pela presidência da República, lideraram a preferência do eleitorado no quesito recordistas de votos. Em primeiro lugar aparece o ex-presidente do PT, o deputado federal Reginaldo Lopes, que vai exercer o quarto mandato consecutivo, se permanecer na Câmara, pois já é um dos cotados para integrar o secretariado do governador eleito no estado, Fernando Pimentel (PT). Ele teve 310.226 votos, contra 292.848 do segundo lugar, Rodrigo de Castro (PSDB).

No Rio de Janeiro, o deputado de extrema direita Jair Bolsonaro (PP), famoso por declarações homofóbicas e pela defesa da ditadura militar, foi o preferido entre os eleitores fluminenses, garantido seu sétimo mandato consecutivo na Câmara. Além de mais quatro anos no parlamento federal, Bolsonaro aumentou sua votação neste pleito: saltou de 120,6 mil votos em 2010 para 464,5 mil agora. Seu filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), também foi eleito deputado federal e vai exercer seu primeiro mandato ao lado do pai que já está na Câmara há quase 24 anos. Em segundo lugar na disputa do Rio, veio a atual deputada estadual Clarissa Garotinho (PR), que estreia na Câmara dos Deputados. Ela é filha do deputado federal Anthony Garotinho (PR), que disputava o cargo de governador, mas acabou ficando de fora do segundo turno, que será disputado entre Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivela (PMDB). O terceiro lugar ficou com outro conservador, Eduardo Cunha (PMDB), que é evangélico.

No quarto maior colégio eleitoral, São Paulo, Lúcio Vieira Lima (PMDB), que exerce seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, foi o mais bem votado seguido bem de perto por Antônio Brito (PTB), eleito pela primeira vez para a Câmara em 2010.

A MAIS VOTADA ROPORCIONALMENTE foi a candidata a deputada federal pelo Acre, Jéssica Sales (PMDB), de 33 anos. Médica-obstetra, a deputada vai exercer seu primeiro mandato na Câmara pelo Acre e obteve 17,54% de todos os votos do eleitorado do estado (506.520 eleitores) que foi às urnas ontem. Jéssica entrou na disputa de última hora, substituindo o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Salles (PMDB), barrado pela Lei da Fica Limpa.
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